08 dezembro 2018

DESTAQUES DOS FESTIVAIS 2018

Bueno, gauchada festivaleira.  
Como de costume, desde o ano de 1998, chegamos para apresentar o resultado do TROFÉU DESTAQUES DOS FESTIVAIS, nossa tradicional e tão esperada iniciativa, que revela os nomes daqueles poetas, compositores, intérpretes, instrumentistas, declamadores e músicos em geral que brilharam nos palcos do sul do Brasil durante cada temporada de festivais de música e de poesia.   
Antes de elencarmos os agraciados do ano de 2018, é importante informarmos alguns parâmetros que nortearam o presente levantamento:
1. Foram considerados 38 (trinta e oito) festivais de Canções (música com letra), 07 (sete) de Poesias e 07 (sete) de Músicas Instrumentais, em cujos regulamentos estejam previstas mostras de competição, nativistas ou entendidas como tal, com as obras concorrentes determinadas por triagem prévia, independentemente de serem consagrados ou iniciantes, com maior ou menor projeção;  
2. Não integram esta estatística os festivais ditos “costeiros” ou “de barranca”, que adotam o critério de definição de um tema sobre o qual os participantes devem criar e apresentar suas obras durante o evento.  Também não foram considerados os festivais cujos formatos não correspondem aos padrões citados no item primeiro. 
3.  Além dos eventos promovidos no Rio Grande do Sul, foram considerados um festival de música, a Sapecada da Canção Nativa, e um de poesia, o Celeiro da Poesia, realizados nas cidades catarinenses de Lages e Abdon Batista, respectivamente, por se tratarem de certames com características idênticas aos que ocorrem no RS e por contarem com significativa participação de compositores, poetas, músicos, declamadores e intérpretes gaúchos;
4. O critério para definição dos Destaques foi, novamente, a cumulatividade, ou seja, a soma dos prêmios conquistados em cada modalidade;
5. As categorias são as seguintes:  CANÇÃO, POESIA, MÚSICA INSTRUMENTAL;
6. Cada categoria é composta por várias modalidades, estabelecidas pelo autor do levantamento, o comunicador Jairo Reis, num formato de fácil compreensão.
7. Caso ocorra empate em alguma modalidade, o vencedor será aquele que conquistou mais troféus de “Primeiro Lugar”.  Caso persista o empate, vence o que tiver mais “Segundos”, “Terceiros”, e assim, sucessivamente.
8. Os vencedores de cada modalidade receberão um exemplar do Troféu Destaques dos Festivais, oferecido pelo comunicador Jairo Reis e pelo blog Ronda dos Festivais.
9. O ato de entrega dos troféus aos vencedores será realizado num evento para este fim, programado inicialmente para o dia 18 de março de 2019, em local a ser definidos oportunamente.

Os DESTAQUES DOS FESTIVAIS 2018,  na categoria CANÇÃO, são os seguintes:

AUTOR COM MAIS VITÓRIAS:  Com 3 (três) troféus de “Primeiro Lugar”, conquistados nos festivais: 11º Cante um Canção em Vacaria (Meu Rosilho Jesucristo), 11º Canto Missioneiro da Música Nativa (Mandalete) e 33º Ponche Verde da Canção Gaúcha (Simplesmente), o vencedor desta modalidade é o compositor JULIANO GOMES.






Na  modalidade MELHOR INTÉRPRETE MASCULINO, o vencedor é o cantor NILTON FERREIRA.   
Ele conquistou três troféus de “Melhor Intérprete”, nos festivais:  36ª Gauderiada da Canção Gaúcha, 11º Canto Nativo e 10º Canto Farroupilha.
Nos critérios de desempate ele superou o jovem cantor Igor Tadielo, igualmente premiado em três oportunidades.




Na modalidade  MELHOR INTÉRPRETE FEMININO, cinco cantoras foram premiadas uma única vez como melhor Intérprete: Adrieli Sperandir (27º Musicanto), Cris Maia (8º Festival de Música de Gramado), Loma Pereira (26ª Tertúlia Nativista), Nicole Carrion (7º Canto de Luz) e Paola Kirst (32ª Moenda da Canção).  Utilizando o critério de desempate (mais primeiros lugares) a vencedora desta modalidade é a jovem cantora ADRIELI SPERANDIR.




MELHOR INSTRUMENTISTA: Nesta modalidade, três acordeonistas, Marcelo Bassaldúa, Mauro Silva e Ronison Borba, e três violonistas, Guilherme Castilhos, Marcelinho Carvalho e Matheus Alves, cada um com 2 troféus conquistados, empataram a disputa:  Utilizando o critério de desempate (mais primeiros lugares) o vencedor é RONISON BORBA que notabilizou-se executando sua gaita nas músicas:  
O Gaiteiro é o Maestro Campeiro: 27º Ronco do Bugio
Luzia: 15º Canto da Lagoa 



Na modalidade MELHOR LETRISTA, vitória incontestável para aquele que conquistou 4 troféus nos seguintes festivais: 6º Canto Campeiro, 33º Carijo da Canção Gaúcha, 16º Sinuelo da Canção Nativa e 3º Unimed da Canção.
O melhor Letrista dos festivas de 2018 é RODRIGO BAUER










Entre os compositores que conquistaram o troféu alusivo a MELHOR MELODIA, o grande destaque é o músico, compositor e arranjador JULIANO GOMES, premiado em 3 festivais: 11º Canto uma Canção em Vacaria, 11º Canto Missioneiro e 33º Carijo da Canção Gaúcha.
É o quarto ano consecutivo que Juliano Gomes vence esta modalidade.











A modalidade INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS, salienta aquele cantor ou cantora que, através de sua interpretação, conduziu a música que defendia ao prêmio máximo do festival.  Neste aspecto, houve igualdade entre os cantores André Teixeira, que venceu o 16º Sinuelo, o 2º Floreio dos Campos Neutrais e o 10º Expocanto, e Alex Har, vencedor do 3º Canto do Charão, da 14ª Penca Nativista e da 18ª Casilha
Depois de avançarmos nos critérios de desempate, concluímos que o agraciado é ALEX HAR.  








Na modalidade AUTOR COM MAIS PREMIAÇÕES PRINCIPAIS, apontamos aquele compositor, de letra ou de melodia, que obteve, ao longo do ano, o maior número de premiações, considerando-se para isto somente as premiações de Primeiro, Segundo e Terceiro lugares.
Contabilizadas estas conquistas, podemos afirmar que o vencedor levou pra casa 6 (seis) troféus distribuídos da seguinte maneira:
Três troféus de Primeiro Lugar11º Cante um Canção em Vacaria (Meu Rosilho Jesucristo), 11º Canto Missioneiro da Música Nativa (Mandalete) e 33º Ponche Verde da Canção Gaúcha (Simplesmente);
Dois troféus de Segundo Lugar33º Reponte da Canção (Quarenta e Dois) e 32ª Moenda da Canção (Adeus Ciclano);
Um troféu de Terceiro Lugar: 26ª Sapecada da Canção Nativa (Despedida)
Dito isso, podemos afirmar que o AUTOR COM MAIS PREMIAÇÕES nos festivais de música de 2018 é JULIANO GOMES 



CATEGORIA POESIA:
Seguindo com os DESTAQUES DOS FESTIVAIS 2018, passamos a anunciar os agraciados na categoria POESIA.
Os festivais considerados neste levantamento foram:  
Rodeio de Poesia - Vacaria;
4º Esteio da Poesia Gaúcha – Esteio
7ª Tertúlia Maçônica da Poesia – Porto Alegre
6º Celeiro da Poesia – Abdon Batista/SC
23ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha, de Osório;
16º Bivaque da Poesia Gaúcha, de Campo Bom;
5ª Tertúlia da Poesia, de Santa Maria.


Na modalidade POETA COM MAIS VITÓRIAS, a agraciada é aquela que conquistou os troféus de Primeiro Lugar em dois festivais:  
Rodeio de Poesias de Vacaria, com o poema Antenor de Vida e Sonho,
6º Celeiro da Poesia com o poema Valdomiro, Construtor de Labirintos.
A POETA, ou POETIZA COM MAIS VITÓRIAS é JOSETI GOMES







A segunda modalidade é MELHOR DECLAMADORA.
A agraciada foi a Melhor Intérprete do 4º Esteio da Poesia Gaúcha, defendendo o poema O Dono de Mim (Carlos Omar Vilela Gomes)   
A MELHOR DECLAMADORA DE 2018 é LILIANA CARDOSO.








No quesito MELHOR DECLAMADOR, destacou-se aquele que conquistou três premiações de Melhor Intérprete, nos seguintes festivais:  
Rodeio de Poesia – Sereno (Rodrigo Medeiros)
6º Celeiro da Poesia - Valdomiro, Construtor de Labirintos (Joseti Gomes)
16º Bivaque da Poesia Gaúcha – Linha Mariano Pinto (Maximiliano Moraes)
O MELHOR DECLAMADOR DE 2018 é NEITON PERUFFO.





Na modalidade MELHOR AMADRINHADOR, oito instrumentistas conquistaram primeiros lugares uma única vez:
Utilizando o critério de desempate, consideramos também um segundo lugar que o agraciado conquistou.  Sendo assim, podemos afirmar que o MELHOR AMADRINHADOR dos festivais de 2018 é o violonista FERNANDO GRACIOLA.





Para definir a modalidade DECLAMADOR COM MAIS PREMIAÇÕES, levamos em consideração as premiações  obtidas pelo intérprete, tanto as individuais, quanto as 
conquistadas pelos poemas defendidos por ele.
Seguindo este critério, concluímos que o agraciado obteve 06 (seis) premiações, a saber:
3º Lugar Declamador: 6º Celeiro da Poesia – Abdon Batista/SC
3º Lugar Declamador: 23ª Sesmaria da Poesia – Osório
3º Lugar Declamador:  16º Bivaque da Poesia – Campo Bom
3º Lugar Poesia:  Rodeio de Poesia – Vacaria
1º Lugar Poesia:  4º Esteio da Poesia – Esteio
3º Lugar Poesia:  5ª Tertúlia da Poesia – Santa Maria

A partir destes parâmetros, é possível anunciar que o DECLAMADOR COM MAIS PREMIAÇÕES é PEDRO JUNIOR DA FONTOURA


A modalidade AMADRINHADOR COM MAIS PREMIAÇÕES, foi definida levando-se em conta as premiações obtidas pelo instrumentista, tanto as individuais quanto as conquistadas pelos poemas defendidos por ele.  Seguindo este critério, concluímos que o agraciado obteve 03 (três) premiações, a saber:
2º Lugar Amadrinhador:  16º Bivaque da Poesia
2º Lugar Amadrinhador:  5ª Tertúlia da Poesia
3º Lugar Poesia: 5ª Tertúlia da Poesia
A partir destes dados, anunciamos como AMADRINHADOR COM MAIS PREMIAÇÕES o grupo de músicos formado por DUCA DUARTE, LUCAS FERRERA e TEXO CABRAL.
Eles superaram, nos critérios de desempate, o violonista Clênio Bibiano da Rosa, que conquistou 03 (três) troféus de terceiro lugar.


Na categoria POETA COM MAIS PREMIAÇÕES, consideramos, exclusivamente, as conquistas relativas a primeiro, segundo e terceiro lugares na modalidade Poesia.  A partir deste critério, é possível apontar como vencedor da modalidade, aquele vate que obteve 4 premiações:
2º Lugar - Rodeio de Poesias (A Moça dos Olhos Verdes)
2º Lugar - 6º Celeiro da Poesia (Além da Estampa em Recorte)     
1º Lugar - 16º Bivaque da Poesia (A Moça em Quartos de Lua)
2º Lugar - 5ª Tertúlia da Poesia (Muito Além do Bojador)
Desta forma, anunciamos que o POETA COM MAIS PREMIAÇÕES nos festivais de poesia realizados em 2018 é MOISÉS SILVEIRA DE MENEZES.



CATEGORIA MÚSICA INSTRUMENTAL:
Uma das novidades do TROFÉU DESTAQUES DOS FESTIVAIS 2018 é a inserção da categoria MÚSICA INSTRUMENTAL.
Para definir os agraciados levamos em conta os seguintes certames instrumentais:
1ª Penca da Música Instrumental
8ª Moenda Instrumental
1º Festigaita
1º Toque Serrano da Música Instrumental
27º Musicanto Instrumental

Na modalidade AUTOR COM MAIS VITÓRIAS, o vencedor conquistou dois troféus de Primeiro Lugar nos seguintes festivais:  
1º Festigaita, modalidade Gaita Ponto, com a música Piedra Sola;
1º Toque Serrano, com a música Campo e Flor
O AUTOR COM MAIS VITÓRIAS nos festivais de Música Instrumental é o gaiteiro EDILBERTO BÉRGAMO












Na modalidade MELHOR INSTRUMENTISTA, quatro nomes se destacaram com um troféu cada um:
Ricardo Comassetto:  1ª Penca
Matheus Kleber – 8ª Moenda
Diego Macahdo – 1º Festigaita
Ricardo Borges – 1º Toque Serrrano
Utilizando mais um vez os critérios de desempate concluímos que o vencedor é RICARDO COMASSETTO que notabilizou-se executando sua botoneira na música Rumbeando a Federal (1ª Penca).








Entre os musicistas que conquistaram o troféu de MELHOR MELODIA, igualmente houve empate entre Ricardo Martins (1ª Penca) e João Paulo Deckert (1º Toque Serrano).
Pelo critério de desempate, o MELHOR MELODISTA dos festivais de Música Instrumental de 2018 é RICARDO MARTINS.
Ele também classificou-se em 2º lugar como autor, na 1ª Penca.










CATEGORIA JURADO DO ANO:
Outra novidade do TROFÉUS DESTAQUES DOS FESTIVAIS 2018 é a categoria que define o JURADO MAIS ATUANTE.
Apuramos os nomes das comissões julgadoras dos 52 festivais realizados em 2018 e chegamos ao número expressivo de 151 pessoas atuando na condição de jurados.   Destes 151 nomes, 126 participaram como avaliador uma única vez; 18 em duas oportunidades, 05 em apenas três eventos e apenas 02 pessoas foram requisitadas para compor a  comissão 


avaliadora de quatro festivais.

Diante da inexistência de critérios de desempate nesta categoria, ficam aclamados como JURADOS MAIS ATUANTES de 2018, o cantor ITA CUNHA (26ª Sapecada, 16º Sinuelo, 10º Canto Farroupilha, 33º Ponche Verde) e o compositor ROGÉRIO VILLAGRAN (38ª Coxilha, 8º Campo Afora, 10º Expocanto, 33º Ponche Verde). 



MÚSICA E POSESIA DO ANO:
Coma já o fizemos em 2017, elegeremos também a CANÇÃO DO ANO, a POESIA DO ANO e a MÚSICA INSTRUMENTAL DO ANO.  
Para este fim, convidamos sete pessoas dotadas de lisura, conhecimento e capacidade técnica, para formarem uma comissão avaliadora, cuja missão será ouvir e analisar todas as obras vencedoras e, deste universo, pinçar as melhores de 2018.
A referida comissão tem até o dia 30 de dezembro para concluir o trabalho de avaliação, para que tenhamos condições de anunciarmos, até o dia 02 de janeiro de 2019, a CANÇÃO DO ANO, a POESIA DO ANO e a MÚSICA INSTRUMENTAL DO ANO.   
Aguardem.
Pra encerrar, registramos os nossos cumprimentos a todos os participantes dos festivais de música e de poesia, de modo especial àqueles que aparecem como vencedores neste nosso despretensioso trabalho DESTAQUES DOS FESTIVAIS.
Que as conquistas e o sucesso sejam maiores em 2019.

No domingo, 16 de dezembro, repercutiremos os Destaques dos Festivais no programa Do Litoral à Fronteira, das 6h ás 8h da manhã, na Rádio Bandeirantes AM640 e FM94,9. 

Lembrando mais uma vez que a confraternização de entrega dos Troféus aos Destaques dos Festivais 2018, acontecerá no dia 18 de março, a partir das 19 horas, em local a ser confirmado oportunamente.    As presenças e a participação de todos os agraciados é fundamental para o brilho do evento.    

Agradecemos muito especialmente aos autores das fotos utilizadas nesta postagem, cujos nomes não nos foi possível descobrir.

Em caso de utilização e reprodução destas informações, por favor, faça o devido crédito a autor do presente levantamento, o jornalista e comunicador JAIRO REIS.

03 dezembro 2018

ELTON SALDANHA NO THEATRO SÃO PEDRO

Todos convidados para o grande espetáculo do cantor Elton Saldanha, neste terça-feira, dia 04 de dezembro, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. 
A partir das 21 horas, Elton reunirá músicos e parceiros para mostrar canções de seus 20 álbuns gravados e para comemorar os trinta anos de carreira. 
Subirão ao palco com ele, os músicos Luiz Carlos Borges, Neto Fagundes, Ernesto Fagundes, Alejandro Brittes, Karlo Kulpa, Jean Godoy, Daniel Torres, Carlos Freitas, Ariane Wink, Julia Reis, Gustavo Ortácio, além dos instrumentistas Fernando Silva, Costa Lima , Elmer Fagundes e Lito Ferreira .
No repertório do show, Saldanha traz parcerias com Rui Biriva , João Sampaio, Luiz Carlos Borges, José Hilario Retamozo, Luiz Cláudio, Érlon Péricles e Mauro Ferreira  com os quais criou músicas consagradas pelo público gaúcho, tais como "Eu sou do Sul", "Castelhana", "Entrando no M,Bororé", "A Primeira Vez", "Os Cardeais", "Últimas Carretas", "Não Chora China Véia", "Cavaleiros da Paz", "Baile das Nega Toro" e a versão do clássico internacional "Allellujah" de autoria de Leonard Cohen.  
Não dá pra perder !

O RIO GRANDE PERDE DOIS GAÚCHOS DE FUNDAMENTO

Mal iniciou o mês de dezembro e o ambiente regionalista gaúcho é entristecido pela morte de dois de seus personagens: Jardel Borba, acordeonista, cantor e compositor e  Elomir Malta, radialista, comunicador e apresentador do programa A Voz da Tradição, na web TV Tradição.  Ambos meus amigos e pelos quais eu tinha sincera admiração.

Jardel Borba é serrano, de São Francisco de Paula, onde nasceu em 03 de novembro de 1993. Iniciou ainda guri a sua trajetória artística. Participava frequentemente do festival Ronco do Bugio, onde quase sempre levava o troféu de Música Mais Popular.  Mas sua terra fértil eram os bailes. Por esta razão, criou e estruturou o grupo Brasil de Bombacha, com o qual passou a viajar pelo Rio Grande, animando festas, rodeios e fandangos.
Não faz muito, um diagnóstico de tumor no cérebro forçou-o a interromper suas atividades. Enfrentou um tratamento longo e rigoroso. Recuperado, retomou sua carreira, agora dedicada ao estilo musical "gospel".  No entanto, a doença voltou e desta vez, impiedosa e fatal, ceifando a vida de um jovem e promissor talento. Realmente uma lástima.

Elomir Malta nasceu em Porto Alegre, no dia 20 de fevereiro de 1955.  Tradicionalista, comunicador de rádio e tv e apresentador de eventos, ele tinha 63 anos de idade. 
Eu o conheci lá por 2003, quando eu ainda atuava na inesquecível Rádio Rural. Elomir participava do programa do MTG, que era veiculado aos sábado, no final de tarde, logo após eu encerrar mais uma edição do programa Do Litoral à Fronteira. Desde então mantivemos uma relação de coleguismo, respeito e admiração mútua. Seguidamente eu o encontrava, ora narrando o Desfile Farroupilha, noutras no palco de shows do Acampamento Farroupilha, ou atuando na Rádio Poste do Parque da Harmonia, ocasiões em que sempre proseávamos animadamente sobre a nossa paixão comum, o Rádio.  Ultimamente Elomir comandava   o programa "A Voz da Tradição", na web TV Tradição.
Não sei a causa da morte de Elomir Malta, mas isto não importa, o que realmente deve ser enfatizado é que ela era um grande cara, cuja amizade sempre valorizei.

Que o "patrão velho lá de riba" escancare a cancela da Estância Celestial para receber este dois gaúchos de fundamento, que merecem um lugar especial na roda de mate da eternidade.

23 novembro 2018

TROFÉU TEIXEIRINHA 2018

Como acontece a cada ano, a Assembleia Legislativa do Estado mais uma vez concederá o Prêmio Vítor Mateus Teixeira aos agraciados em 18 categorias inerentes a música do Rio Grande do Sul.
Os critérios de indicação são subjetivos e até mesmo políticos e ficam a cargo dos gabinetes de cada um dos 55 deputados estaduais.  Os premiados são definidos por uma comissão formada por integrantes da Assembleia Legislativa e da Fundação Vitor Mateus Teixeira. Na maioria das vezes, a premiação coincide com o merecimento do agraciado. 
A solenidade de entrega do Prêmio Vitor Mateus Teixeira acontecerá no dia 04 de dezembro, as 19 horas, no Auditório Dante Baroni. A entrada é franca. 
Receberão o Troféu Teixeirinha 2018, os seguintes nomes:
Cantor: Cristiano Quevedo
Cantora: Tatiele Bueno
Declamador: João Batista de Oliveira
Declamadora: Liliana Cardoso
Trovador: Pedro Alaor Merchel
Compositor(a): Gujo Teixeira
Instrumentista: Charlise Bandeira
Arranjador(a): Sergio Rojas
Pajador(a): Paulo de Freitas Mendonça
Produtor(a) Musical: Dinorah Araújo
Capa de Disco: Labirintos de Papel - Raquel Gorski (design gráfico)
Veículo de Divulgação de Artista Gaúcho(a): Rádio Litoral Sul FM 104.3
Grupo de Show: Tambo do Bando
Grupo de Baile: Os Monarcas
Grupo de Dança Gaúcha: União Gaúcha Simões Lopes Neto  
Bandinha Típica Alemã: Os 3 Xirus
Conjunto ou Intérprete de Música Teuto-rio-grandense: Bandinha do Piriquito
Conjunto ou Intérprete de Música Ítalo-rio-grandense: Maria da Graça Lazzari Bernardi

EFEMÉRIDES - 23 DE NOVEMBRO

23/11/2017: Aos 69 anos, o músico, cantor e compositor Eraci Rocha, falece em Porto Alegre. 
A música integrava a vida de Eraci desde muito cedo, quando cantava com os amigos, por lazer.  Sua trajetória nos festivais nativistas iniciou em 1981,quando apresentou-se pela primeira vez na Seara de Carazinho, ao lado de Elton Saldanha e João de Almeida Neto. Eraci Rocha, já era integrante de quase todos os discos dos festivais nativistas, quando gravou seu primeiro disco, “Raça”, em 1985. O disco “Raça” foi considerado o melhor disco individual do nativismo na década de 80, indicado pela crítica especializada no estado. Seu segundo trabalho “Dentro do Coração”, conquistou o prêmio O Disco do Ano, em 1990. O CD “Pra Matar Saudade”, lançado em 2002, foi avaliado pela crítica como um dos melhores trabalhos de todos os tempos da música nativista do Rio Grande do Sul, no que tange a qualidade e produção.   Mas não é só no Palco que Eraci Rocha alcançou destaque.  Ele também foi presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, no período de 1999 a 2002,  presidente da Ordem dos Músicos do Rio Grande do Sul e vice presidente da Ordem dos Músicos Nacional. 
Eraci Rocha de Almeida  nasceu no dia 14/11/1948 na cidade de Taquari/RS.

Nota: Uma das coisas das quais me orgulho sobremaneira, é da amizade e da consideração recíproca que tínhamos, eu e o Eraci.  Grande figura humana, exemplo de artista e de cidadão, que faz muita falta em nossas vidas. 

14 novembro 2018

EFEMERIDES - 14 DE NOVEMBRO


14 de novembro e 1844:  Aconteceu a Batalha do Cerro dos Porongos, penúltimo confronto entre rio-grandenses e Imperiais na Guerra dos Farrapos. 
Naquele dia, o Corpo de Lanceiros Negros Farroupilhas, formado basicamente por escravos recrutados das charqueadas, estava acampado as margens de um arroio, no cerro de Porongos, atual município de Pinheiro Machado, quando foi atacado de surpresa pelas forças imperiais comandadas por Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. Eram cerca de 1.200 homens sob as ordens do general David Canabarro, dos quais 300 lanceiros, liderados por Teixeira Nunes.
O combate resultou na morte de 110 lanceiros negros e na prisão de 333 homens, entre brancos, índios e negros, sendo 35 oficiais. Também foram capturados 05 estandartes, 01 canhão, vários utensílios, arquivos e mais de 1.000 cavalos. 
Por conta disso, o episódio é considerado como uma das maiores perdas que o movimento republicano teve em quase uma década de luta.      
Existe uma tese, cuja veracidade nunca foi devidamente comprovada, de que Canabarro mandou desarmar o contingente dos lanceiros negros, para que esses não oferecessem resistência ao ataque, supostamente arranjado, entre ele e o Barão de Caxias. 
Naquele período, os líderes Farroupilhas e Imperiais já negociavam o final da Guerra dos Farrapos e a liberdade para os negros ainda era uma questão controversa. 


No mesmo dia 14 de novembro de 1844,  morria em combate, na Batalha do Cerro de Porongos, o militar e revolucionário rio-grandense Teixeira Nunes, principal líder dos lanceiros negros farroupilhas.   Seu algoz, Manduca Rodrigues, que lutava pelos Imperiais, desferiu o golpe fatal, momentos após Teixeira Nunes ter sido seriamente ferido durante o confronto.
Joaquim Teixeira Nunes foi um personagem que deixou seu nome gravado na história do Rio Grande do Sul, comandando os lanceiros negros durante a Revolução Farroupilha.  Participou da Guerra Cisplatina como alferes do Regimento de Cavalaria das Missões, onde fez parte da Batalha do Passo do Rosário.   
Republicano convicto ingressou na Revolução Farroupilha, durante a qual combateu em Rio Pardo, em 1838, e logo após participou da Tomada de Laguna, em 1839, quando conheceu o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi.    Em companhia de Garibaldi, Luigi Rossetti e Anita Garibaldi ao retornar da expedição à Laguna, derrotou, em Bom Jesus, a Divisão Paulista ou da Serra, comandada pelo brigadeiro Francisco Xavier da Cunha. Tomou parte do combate de Taquari e, sob o comando de Bento Gonçalves, participou do ataque a São José do Norte.  
Era considerando o maior lanceiro de sua época e um dos mais constantes, intrépidos e denodados líderes de combate.  Por essa razão, liderou o célebre 1º Corpo de Lanceiros Negros. 
Nos campos de batalha, era conhecido como “Coronel Gavião” por sua rara habilidade. 
Foi classificado por Assis Brasil como o “maior herói da Revolução Farroupilha". 
Era também reconhecido como líder abolicionista e defensor dos direitos dos negros.
Joaquim Teixeira Nunes, nasceu na costa do Rio Camaquã, município de Canguçu - RS, em 28 de março de 1802. 


14 de novembro de 1948:  
Nascia em Taquari, o músico, cantor e compositor Eraci Rocha.
A música integrava a vida de Eraci desde muito cedo, quando cantava com os amigos, por lazer.  Sua trajetória nos festivais nativistas iniciou em 1981, quando apresentou-se pela primeira vez na Seara de Carazinho, ao lado de Elton Saldanha e João de Almeida Neto. 
Eraci Rocha, já era integrante de quase todos os discos dos festivais nativistas, quando gravou seu primeiro disco, “RAÇA”, em 1985. O disco “Raça” foi considerado o melhor disco individual do nativismo na década de 80, indicado pela crítica especializada no estado. Seu segundo trabalho “Dentro do Coração”, conquistou o prêmio "O Disco do Ano", em 1990. O CD “Pra matar Saudade”, lançado em 2002, foi avaliado pela crítica como um dos melhores trabalhos de todos os tempos da música nativista do Rio Grande do Sul, no que tange a qualidade e produção.   
Mas não é só no Palco que Eraci Rocha alcançou destaque.   
Foi presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, no período de 1999 a 2002; presidente da Ordem dos Músicos do Rio Grande do Sul e vice presidente da OMB Nacional.
Eraci Rocha de Almeida, exemplo de artista e de cidadão, faleceu no dia 23/11/2017, em Porto Alegre, aos 69 anos.


11 novembro 2018

RAÍZES DE SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA

Previsto para ser realizado em 2019, o Raízes de Santo Antônio da Patrulha, evento que reúne a história do município que me viu nascer, terá seu lançamento no próximo dia 22 de novembro. 
A organização é das secretarias municipais da Educação e da Cultura.

O ato de apresentação do evento contará com a participação da historiadora Vera Maciel Barroso, idealizadora do “Raízes”, e também da professora de História Carmem Zeli de Vargas Gil.
A cada 10 anos, o "Raízes" é realizado em Santo Antônio, município que deu origem a sete cidades gaúchas, Vacaria, Osório, Lagoa Vermelha, São Francisco de Paula, Taquara, Rolante e Caraá.  As emancipações destes "filhos" já renderem 33 municípios netos, 27 bisnetos e 10 trinetos.

Toda essa história poderá ser vivenciada e relembrada durante o Raízes..., quando deverão estar reunidos os representantes de todos os municípios originários de Santo Antônio da Patrulha. Na mesma ocasião, acontece o “Raizinha”, destinado a contar a história da “terra dos canaviais” ao longo dos seus 258 anos de existência.

Fonte e foto: Viviani Silveira/Imprensa SAP