sábado, 24 de abril de 2021

DIA DO CHURRASCO, DO CHIMARRÃO E DO 35 CTG


A data de 24 de abril tornou-se muito importante para os rio-grandenses.  
Nesse dia, no ano de 1948, era fundado o 35 CTG, o pioneiro da tradição, cujo modelo de organização serviu de parâmetro para o surgimento de milhares de outras entidades tradicionalistas pelo mundo afora. 

Também em 24 de abril, desde o ano de 2004, os gaúchos passaram a comemorar o Dia do Churrasco e o Dia do Chimarrão, homenagens instituídas pela lei 11.929, de 20 de junho de 2003, de autoria do então deputado estadual Giovani Cherini.
Na mesma norma ficou instituído o Churrasco como “Prato Típico” e o Chimarrão como “Bebida Símbolo” do Estado do Rio Grande do Sul.  

A data para essas efemérides, foi sugerida pelo MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, em referência à ao dia de fundação do 35 CTG, o pioneiro dos Centros de Tradição Gaúcha do RS.

Parabéns 35 CTG !!!    
Salve o Churrasco e o Chimarrão !!!

sexta-feira, 23 de abril de 2021

COMISSÃO GAÚCHA DE FOLCLORE - 73 ANOS

Em 23 de abril de 1948, era criada a Comissão Gaúcha de Folclore, com o
propósito de reunir grupos de intelectuais que se dispusessem a assumir e incentivar os estudos de Folclore no Rio Grande do Sul.
Em sua formação inicial a CGF teve como membros 32 intelectuais de diversas áreas do conhecimento a seguir nominados: Adão Carrazoni, Aldo Obino, Athos Damasceno Ferreira, Darcy Azambuja, Elpídio Ferreira Paes, Ênio Freitas Castro, Érico Verissimo, Ernani de Carvalho Heffner, Fernando Corona, Guilhermino César, J.C. Paixão Côrtes, Henrich Bunse, Lothar Hessel, Luis Carlos Barbosa Lessa, Luis Carlos de Morais, Manoelito de Ornelas, Moysés Vellinho, Othelo Rosa, Tony Seitz Petzhold, Walter Spalding, Antonio Luz, Biaggio Tarantino, Ivo Caggiani, José L. Freitas, Romeu Beltrão, Celso Fiori, Tarcísio Taborda, Bruno Mendonça Lima, Mário Moraes, Umberto Feliciano de Carvalho, Plinio Saraiva, e José Augusto Rodrigues.
Durante os 50 anos seguintes, a Comissão Gaúcha de Folclore, tendo à frente o incansável batalhador Dante de Laytano, participou de inúmeros Congressos, Seminários, Semanas de Folclore e Cursos. Seus membros proferiram conferências, palestras e publicaram dezenas de obras resultantes de pesquisas de campo e bibliográficas.
A CGF sempre foi órgão independente, e nunca recebeu verbas oficiais, sendo mantida pela força de vontade e colaboração de seus membros. Funcionava na residência de seus membros, especialmente na de Dante de Laytano.
Por volta de 1980, notou-se um esvaziamento da entidade, em razão da idade avançada do presidente Dante de Laytano e de outros membros que, por falta de condições físicas, foram se afastando.
Tendo em vista este fato, a Comissão Nacional de Folclore, representada pelo então Vice-Presidente Prof. Bráulio Nascimento veio a Porto Alegre e em visita ao Prof. Dante, foi ajustado que haveria uma continuidade, agora sendo encarregada da reestruturação a Prof.ª Lilian Argentina Braga Marques, renomada folclorista gaúcha e que esta seria no momento a presidente-executiva para compor grupo de pesquisadores que passariam a integrar a Comissão Gaúcha de Folclore.  Aos 22 dias do mês de setembro de 1992, realizou-se a primeira reunião do novo grupo, composto pelos sócios-fundadores da 2ª fase: Presidente de Honra, o prof. Dante de Laytano; como Presidente Executiva, Lilian Argentina, como membros, José Roberto Diniz de Moraes, Harri Rodrigues Bellomo, Oliveira da Silveira, Moema Santos Morales, Cristina Rolim Wolffenbüttel, Paula Simon Ribeiro, Sonia Teresinha Siqueira Campos, Carmem Sousa Sousa, Estelita Aguiar Branco, Jorge Hirt Preiss, Lothar Hessel, Rose Marie Reis Garcia. Posteriormente tornaram-se membros efetivos Getúlio Xavier Osório e Aledir Brestot.
Para prestar homenagem permanente a intelectuais ligados ao folclore a CGF realizou sessões solenes para integrar como Membros Honorários João Carlos Paixão Côrtes, Luis Carlos Barbosa Lessa (estes remanescentes da 1ª fase), Hélio Moro Mariante, Antonio Augusto Fagundes, Ilka D'Almeida Santos Herrmann.
Com objetivo de ampliar os recursos humanos ligados ao estudo da cultura popular, vieram integrar o quadro de associados, estudiosos do interior do estado, formando assim um grupo de membros colaboradores: Maria Eunice Kautzman de Montenegro, Paulo Roberto Pedroso de Soledade, Osório Santana Figueiredo de São Gabriel, Lesia Cardoso de Santo Antonio da Patrulha, Célia Jachemet de Gravataí, Pedro Ari Veríssimo da Fonseca de Passo Fundo e Julio Ricardo Quevedo dos Santos de Santa Maria. 
Ao longo de sua existência a Comissão Gaúcha de Folclore tem recebido em seus quadros, inúmeros outros estudiosos, que chegam através dos Cursos ministrados pelos associados e demais convidados.
Ao atuar em consonância com o Movimento tradicionalista Gaúcho, a CGF tem estreita ligação com o mesmo, tendo inclusive entre seus fundadores da 1ª fase, alguns dos fundadores do 35 CTG, que foi criado um dia após a fundação da CGF. São entidades co-irmãs que possuem muitos objetivos em comum.
A Comissão Gaúcha de Folclore participa de Congressos, Seminários, Mesas redondas em todo país, publica obras de seus associados possuindo acervo de diversos títulos.
Foi instituída pela CGF a Comenda Dante de Laytano, para homenagear estudiosos do Folclore/Culturas Populares que já possuem trabalhos publicados, e a Medalha Lilian Argentina Braga Marques, que é oferecida a pessoas que se destacam em alguma área da cultura (não necessariamente em Folclore).

Na programação comemoraiva aos 73 anos da entidade,  está sendo realizada uma série de palestras, cursos e aulas on line. Para assistir é so acessar a página da CGF no Facebook.   

BAITA CAGAÇO

Apesar do isolamento físico praticado há um ano por mim e por meus familiares, acabei contraindo a Covid19. De que maneira, só Deus sabe. 

Os primeiros sintomas apareceram no dia 05 de março. Febre, tosse, dor no corpo, prostração e muita sonolência, mas nada que recomendasse internação hospitalar.  Ocorre que, na madrugada de 18 de março, já no 13º dia do ciclo do vírus, acordei com dores insuportáveis no peito e nos braços. O vírus deixou o meu pulmão de lado e resolveu se instalar no coração. Como consequência, sofri um infarto agudo do miocárdio. Graças a Deus fui rapidamente atendido pela equipe do Samu, que me levou para o Hospital de Clínicas, o melhor de Porto Alegre, onde passei por um cateterismo, procedimento que “limpou” a minha artéria coronária e instalou três “stents”, espécie de molinhas que mantém a veia desobstruída.
Graças a Deus e a competência dos profissionais de saúde do HC, tudo correu maravilhosamente bem.  Mas que foi um baita cagaço, isso foi.

Além do ótimo atendimento concedido a mim, ao longo dos oito dias em que fiquei hospitalizado, ajudaram muito na minha recuperação as inúmeras demonstrações de apreço que recebi, emanadas por uma legião de amigos que não imaginei que tivesse.  Mensagens lindas, impregnadas de otimismo, de esperança, de fé e de carinho que me emocionaram de tal forma, que os médicos me sequestraram o celular.    
Todos as preces e os recados, dos mais singelos aos mais elaborados, foram de grande significado pra mim e agiram como um lenitivo para aquela minha angústia momentânea.

Ainda me faltam as expressões adequadas pra agradecer aos autores de cada uma dessas palavras dirigidas a este humilde peão do Rio Grande.

Meu mais sincero e fraterno Muito Obrigado a todos esses amigos/irmãos que lembraram de mim.   

Já faz alguns das que voltei pra casa, onde me recupero devagarito. 

Dez quilos mais magro e com vontade de trabalhar, em breve retomarei minha rotina, se Deus quiser. 

Baita abraço.