sexta-feira, 28 de junho de 2019

ALÉM DAS CERCAS DE PEDRA

Depois do sucesso do CD Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, o trio de músicos gaúchos Marco Aurélio Vasconcellos, Martim César e Marcello Caminha se reúnem para mais um passeio musical e poético, o lançamento do CD Além das Cercas de Pedra. O evento, que contará com a participação do lendário grupo Os posteiros, um dos mais importantes e históricos da música do Rio Grande do Sul, será realizado no dia 02 de julho, às 21h, no Theatro São Pedro. A ocasião valerá também como início das comemorações dos 50 anos de carreira do grande cantor nativista Marco Aurélio Vasconcellos.

Além das Cercas de Pedra reúne em 14 faixas relatos de um tempo que resiste na memória. Histórias e paisagens de homens e mulheres que ainda parecem estar vivos, olhando para o tempo atual desde os retratos amarelados de velhos álbuns, desde os quadros dependurados nas paredes da infância. Um avô carreteiro, uma avó fiandeira, um peão caseiro, um posteiro de algum campo de fundo, um tropeiro, um capataz, um peão de estância e tantos outros. Depois deles, seus filhos; que foram nossos pais e avós, os que tiveram que deixar o mundo rural para procurar algum futuro nas cidades que iam crescendo, tentando buscar seu difícil sustento nos aglomerados urbanos que iam absorvendo os retirantes de uma era que se extinguia, de uma época que se apagava inevitavelmente, como a chama de uma vela.

Passando de geração para geração, até chegar a quem somos hoje, os que recebem a responsabilidade de não deixar que se perca o legado de seus valores e de seus saberes. O CD apresenta em músicas, a herança e costumes sendo preservados, para mostrar aos que virão e os que sucederão as nossas origens. A intenção é não deixar que se apaguem das mentes os rastros de identidade que deixaram em nosso sangue e em nosso olhar aqueles que nos antecederam.
Sobre os artistas:

Marco Aurélio Vasconcellos:  Como intérprete, Vasconcellos transita pelo nativismo, pela música popular gaúcha e brasileira e pela música hispano-americana. Em 1972, participou e venceu a 1ª Vindima da Música Popular de Caxias do Sul, com a canção ACALANTO.  Nesse mesmo ano, recebeu de Luiz Coronel uma letra para musicar e participar da II Califórnia da Canção de Uruguaiana. Era GAUDÊNCIO SETE LUAS, que obteve o 2º lugar naquele importante evento nativista.  Ampliando essa parceria com Luiz Coronel, concorreu com diversas canções na 4ª e 5ª edições da Califórnia da Canção e CORDAS DE ESPINHO recebeu o 1º lugar na Linha de Manifestação Rio-grandense (1975). Em 1985 recebeu o troféu de COMPOSITOR MAIS PREMIADO DA CALIFÓRNIA desde a sua criação em 1971. Além disso, ganhou as Calhandras de Ouro da Califórnia com as obras: Canto de Morte do Gaudêncio Sete Luas (letra de Luiz Coronel); Pássaro Perdido (letra de Gilberto Carvalho); A Sanga do Pedro Lira (letra de Demétrio Xavier) e como co-intérprete em O Forasteiro (Vinícius Brum, Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges). Teve ainda, dois LPs lançados com o grupo Os Posteiros, do qual foi fundador, e  mais seis  CDs solo gravados: INVERNANDO RECUERDOS; VELHAS ANDANÇAS; DA MESMA RAIZ, que deu origem à parceria com o poeta Martim César; JÁ SE VIERAM (parceria integral com Martim César); PAISAGEM INTERIOR (Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves)  e o último que agora será lançado, DOZE CANTOS IBÉRICOS E UMA CANÇÃO BRASILEIRA  (parceria integral com Martim César).

Martim César: 
Autor de 6 livros de poesia e contos.Vencedor por duas vezes do prêmio Rua dos Cataventos da Sociedade Mario Quintana de Poesia; Vencedor de mais de 30 festivais de músicas do RS e de mais de 10 festivais nacionais. Possui algo em torno de 70 premiações paralelas, incluindo melhor poesia, melhor letra e melhor tema social em diversos festivais gaúchos e nacionais. Indicado ao prêmio Açorianos 2010, como melhor letrista do RS. Co-autor de 10 trabalhos discográficos ‘Caminhos de Si’; Maria Conceição canta Martim César e Paulo Timm’; ‘Canções de a(r)mar e desa(r)mar (MPB)’; ‘Da mesma raiz’ (indicado ao açorianos de 2010) ‘Já se vieram’; ‘Memorial de Campo’; ‘Paisagem interior’, (com três indicações no Açorianos 2015), ‘Náufragos Urbanos’ (Indicado a melhor álbum de MPB do RS, pelo Açorianos 2015), os atuais ‘Caminhos de Si, o tempo’,  ‘Canciones que nacen del camino’ e ‘Doze Cantos Ibéricos e uma canção brasileira’. Além de 2 livros em fase de publicação:Terra que sangras no rio (contos) e Cimarrones – Três séculos ‘gaúchos’ (Poema épico).

Marcello Caminha: 
Músico e professor participa do Movimento Nativista desde 1985, obtendo muitas premiações como instrumentista e compositor em vários festivais de música. Em 1998 gravou o primeiro disco, CD Estrada do Sonho. A partir daí, já conta com 14 discos gravados, entre eles a coletânea Sucessos de ouro, primeira coletânea de músicas de violão  lançada no Rio Grande do Sul e o CD Influência, vencedor do Prêmio Açorianos de Música 2008 em 3 categorias. Marcello Caminha já tocou em muitos estados brasileiros e também em outros países como Argentina, Uruguai, Portugal, Alemanha e Inglaterra. Nos seus lançamentos constam o DVD Vídeo Aula Violão Gaúcho, primeiro curso de violão em DVD lançado no Rio Grande do Sul, O livro 14 Estudos para Violão Gaúcho e o DVD Influência ao vivo, primeiro DVD de violão da Música Nativista. Em 2016 lançou Com Violão Também se Dança, disco que foi vencedor do Prêmio Açorianos de Música. Atualmente, dedica-se a shows e workshops e dirige a Academia do Violão Gaúcho, empresa especializada em cursos de violão online.
Serviço: 
Lançamento CD Além das Cercas de Pedra
Data: 02/07/2019 – Terça-feira
Horário: 21horas
Local: Theatro São Pedro - Centro Histórico / Porto Alegre)
Ingressos: Plateia: R$ 50,00 
Cadeiras Extras: R$ 50,00
Camarote Central: R$ 40,00
Camarote Lateral: R$ 40,00
Galerias: R$ 30,00
Descontos: 50% para associados da AATSP (ingressos limitados)
50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência (40% da lotação)
50% para idosos
Onde comprar: bilheteria do teatro ou no site https://vendas.teatrosaopedro.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2019

ONZE ANOS DE CONSULADO CULTURAL

Cônsules Culturais e Diretores do Inter
A noite de segunda-feira (24/06) foi de festa no Parque Gigante, com a comemoração dos 11 anos do projeto Cônsul Cultural Colorado. 
Dedicado a homenagear sócios e sócias do Clube do Povo, com notório destaque na cultura de um modo geral, e que nunca abandonam seu coloradismo, mesmo nas plagas mais distantes, o projeto teve seu aniversário festejado à altura, em solenidade prestigiada por grandes nomes ligados ao Sport Club Internacional, além de membros da diretoria alvirrubra.
Vice Presidente Roberto Melo palestrando
O evento, que contou com a participação dos vice-presidentes Roberto Melo, do futebol,
Alessandro Barcellos, de administração e finanças, Nelson Pires, responsável pelos departamentos de marketing e mídia, e ainda Norberto Guimarães, do relacionamento social; apresentou para importantes símbolos da torcida colorada detalhes sobre a estrutura interna do Clube do Povo. Pautadas pela transparência e credibilidade, todas as palestras estiveram abertas a perguntas, e foram aplaudidas de pé pelos presentes no salão.
Cristina Sorrentino e seus pupilos
Finalizadas as falas, Carlos Cardoso, coordenador do projeto Cônsul Cultural, recebeu do Clube uma placa comemorativa referente à excelência de seus serviços prestados ao Colorado gaúcho. Na sequência, foi realizada breve apresentação do grupo Crianças EmCanto, coordenado pela consulesa cultural Cristina Sorrentino. Diversas personalidades da música nativista integraram o espetáculo, como os irmãos Neto e Ernesto Fagundes, e os cantores Pirisca Grecco, Raúl Quiroga e Flávio Hanssen.   
Por fim, ocorreu um sorteio de cinco camisetas oficiais do Clube do Povo. 
Encerrado o cerimonial, o microfone foi liberado, e, diante da ilustre presença de tantos ícones da música gaúcha e brasileira, teve início a segunda parte da festa, fechando uma noite marcante para a sociedade colorada.       Fonte: Site do Inter. 
Nota pessoal:
Leni Bigaton, Estela Lauser, Raul Quiroga, Duda Streb e Jairo Reis
Realmente foi um grande Encontro, durante o qual tivemos o privilégio de conhecer, através das manifestações dos diretores, um pouco mais sobre questões administrativas do Inter, ratificar a grandeza do clube e a competência de seus servidores. 
Foi também uma baita oportunidade para confraternizarmos com antigos e novos amigos, trocar  palavras de amizade e abraços fraternos, comer massa, tomar cerveja e tirar muitas "selfes".
Gracias mil, aos amigos Raul Quiroga e Leni Bigaton, pelo carinho sincero e por dividirem a mesa conosco.   

Gaúcho da Fronteira, Jairo Reis e Raul Quiroga
Por último, quero mais uma vez agradecer ao mestre Carlos Cardoso e, por extensão, a toda a diretoria do Internacional, por terem concedido a mim a honra de integrar este seleto grupo de colorados. 
Ser Cônsul Cultural é muito mais que torcer para o nosso time do coração. 
Nós que temos o privilégio de ocupar espaços na mídia e nos palcos, carregamos a nobre missão de divulgar o clube e a sua importância para a sociedade, sobretudo para a comunidade cultural. E o fazemos com muito orgulho e paixão, pois o vermelho está no nosso sangue, nos nossos corações  e nas nossas almas. 
Viva o Colorado!!!

Kiko, Neto e Jairo


Maninho Pinheiro, Jairo Reis e Flávio Hanssen

Saci, grande figura
Pirisca, Maninho,Piazito, Quiroga, Flávio e Dudu da Gaita.

Marcos Dias, Quiroga, Flávio e Jairo

domingo, 23 de junho de 2019

JULIANO JAVOSKI NA RÁDIO GAÚCHA



Todos convidados a prestigiarem a participação do cantor e compositor Juliano Javoski, no programa Bom dia Segunda-Feira, a partir das onze da noite deste domingo, 23, na Rádio Gaúcha 93,7 FM, 600 AM. 

domingo, 9 de junho de 2019

CARAÍ CHAMAME - A "BÍBLIA DO CHAMAME"



Chegou a obra que estava faltando no acervo do grande público, principalmente dos apreciadores da música regional gaúcha e sul-americana.    
Trata-se do livro Caraí Chamame: Reza-Dança, de autoria do cantor, compositor e pesquisador Juliano Javoski.
A publicação, escrita e impressa simultaneamente nos idiomas português e espanhol, apresenta, em 200 páginas, o resultado de mais de vinte anos de estudos e pesquisas realizadas por Javoski, sobre o Chamame, gênero musical de origem “correntina”, tão bem aceito e difundido, no Rio Grande do Sul e em várias partes do Brasil. 
O livro, já alcunhado de "A Bíblia do Chamame", se mostra como um produto único no ambiente literário mundial, um verdadeiro timão para aqueles que pretendem navegar pela caudalosa corrente chamamecera.
Além do ótimo texto do autor, a obra conta ainda com ilustrações internas, criadas especialmente para a publicação, pelo gravurista Léo Ribeiro de Souza.   A imagem da capa, retrata um casal de correntinos bailando um Chamame, deixando evidentes o carinho e a cumplicidade entre ambos.


JULIANO JAVOSKI:
Cantor e compositor.  Iniciou e consolidou sua trajetória nos Festivais do RS, tendo sido laureado em diversos deles.   
Seu estilo musical, moldado ao longo de sua trintenária carreira artística, absorveu influencias da música folclórica Uruguaia, Paraguaia e Argentina, em especial do Chamamé, considerado como uma Cultura "à parte". 
Além de possuir mais de 400 músicas gravadas, Javoski tem sua obra registrada em 6 CDs individuais, dos quais também participam convidados especiais como, Luiz Carlos Borges, César Oliveira & Rogério Melo, entre outros.
Agora, ele lança o livro Caraí Chamame: Reza-Dança, que exibe o conteúdo de suas pesquisas, constatações in loco, vivências e convivências, com o Chamame e seus personagens.

O autor, Juliano Javoski, está à disposição para apresentar e comercializar o livro Caraí Chamamé: Reza-Dança em acontecimentos literários, bem como se dispõe a realizar sessões de autógrafo e recitais poético-musicais em Feiras de Livros, Festivais e eventos em geral.

Para agendar o lançamento simultâneo do livro Caraí Chamame: Reza-Dança e a participação do seu autor, o cantor e compositor Juliano Javoski, basta entrar em contato através dos seguintes meios:
Fone/Whats: (51) 996.026.839  


CARAÍ CHAMAME (SENHOR CHAMAME)

Não há como conhecer o Chamame e não apaixonar-se por ele, independente da nação de onde emergem suas águas, impregnadas de amor, de paz e de alegria.  
O Chamame é a mescla dos ritos tribais guaranis com a música europeia que, ao longo dos tempos, foi se plasmando, se moldando, vindo a ser o gênero musical e rítmico muito apreciado em bailes regionais e festivais de música nativa.  Nota-se atualmente, no Rio Grande do Sul, um celeiro de músicos compositores, poetas e cantores, com forte influência Chamamecera. Talvez a proximidade geográfica com a Argentina seja uma das razões para o notório fascínio pelo ritmo.
A verdade é que o Chamame ganhou o mundo e hoje é reconhecido como um legítimo patrimônio cultural imaterial dos povos Sul-Americanos. 







JAIRO REIS
Jornalista - RP nº 10.549
Produção e Divulgação