terça-feira, 24 de setembro de 2019

A HORA É DE SOLIDARIEDADE

Amigos e amigas.
Assim de vereda, em pouco espaço de tempo, nós rio-grandenses fomos desafiados a mostrar que somos uma gente diferenciada, que valoriza a fraternidade e que faz questão de adotar gestos solidários em favor de algum irmão que esteja passando por algumas dificuldades pessoais, com problemas de saúde seu ou de familiares e até mesmo algum embaraço profissional ou econômico. Na verdade, uma coisa acaba sendo decorrência da outra. A falta de saúde, abala as finanças e a carência de "pila" prejudica a saúde.
Bueno. Mas é nosso papel, como profissional de imprensa, formador de opinião e alguém que desfruta de razoável credibilidade, propagar e até mesmo liderar ações que venham minimizar a angústia daquelas pessoas que estejam sendo, eventualmente, judiadas pelo destino.
Me reporto a três situações mais recentes.
A primeira delas diz respeito ao grande músico, cantor, compositor e brilhante "guitarrero" Lúcio Yanel, mestre de muitos violonistas consagrados no RS e no Brasil.  Nos últimos meses, Lúcio dedica-se quase que totalmente aos cuidados com sua esposa, que sofre com Mal de Alzheiner. Esta dramática situação restringe as suas atuações artísticas e suas aulas de violão, trazendo como consequência, uma enorme carência financeira .
Esta madrasta realidade, mobilizou um contingente significativo de gente ligada à cultura no sentido de promover ações beneficentes, tais como campanhas de doação de recursos e espetáculos musicais, cujos resultados servirão para aplacar momentaneamente  as agruras do grande Lucio Yanel e sua amada.
Estão agendadas as seguintes atividades em favor de Lucio Yanel:

Dia 25 de setembro,  as 20hs, no Muinho Club,  situado na avenida Mal. Floriano Peixoto, 190, centro de Farroupilha.
Além de Lucio, subirão ao palcoos seguintes artistas: Marcello Caminha, Grupo Pulpero, Robison Boeira, Grupo Canteriando,  Angelo Fanco, Luidhi Muller, Dante Ledesma, Fábio Soares, Ezequiel de Boni e Giovani Pirceta, Conjunto Descendo a Serra, Tatiele Bueno, Pirisca Grecco, Cristiano Quevedo e Yangos.  
Ingressos:  R$ 20,00, na Akustica Musical de Caxias e de Farroupilha.  
O valor arrecadado reverterá para Lucio Yanel.
A iniciativa é do grupo Los Solidários.








Ainda em favor de Lucio Yanel,  dia 09 de outubro, as 20h, no CPF Piá do Sul,  localizado na Rua Justino Couto 179, em Santa Maria, acontecerá outro grande espetáculo, que contará com participações de diversos convidados especiais como: João Chagas Leite, Jairo Lambari, Ranieri Spohr, Grupo Fio de Bigode, Pé no Estribo, Oristela Alves, Analise Severo e Jean Kirshof, Luiza Gomes, Elias Rezende, Grupo de Alma Gaúcha, Laura Guarany, Nicole Carrion, Junior Benaduce, Claudinha Bragas, Jayrani de Bragas, Ana e Sabani Felipe de Souza, Gisele Guimarães, Luiz Cardoso e Grupo Sinfonia Gaúcha, Miguel Brasil, Carol e Camila, entre outros tantos artistas que estão trabalhando juntos pela causa. 
Ingressos já estão a venda ao custo de R$ 15,00
Apoio: Fernanda Irala, 
Apresentação: Andiele e Fabricio Vargas. 
Todo faturamento será destinado a mestre Lúcio Yanel.
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Outro caso que igualmente está mexendo com o espírito solidário de integrantes do cenário artístico, notadamente de Porto Alegre, é a enfermidade do cantor e compositor Pery Souza, um dos nomes mais importantes da música nativista e popular gaúcha.  Acometido de Alzheimer desde 2010, Pery está atualmente internado numa clínica da capital. Os custos com medicamentos e com o bem estar do músico são elevados, razão pela qual a sua esposa Mariza decidiu prestar serviços como motorista de aplicativo, como alternativa para aumentar um pouco a renda familiar.  Mesmo assim as adversidades são imensas.  Diante disso, tomei a inciativa de procurar a família do Pery, pra saber dele e, ao mesmo tempo, me colocar a disposição para colaborar de alguma forma. Num primeiro momento, foram disponibilizados os dados bancários de uma conta aberta no Banrisul para acolher depósitos de qualquer valor. Os dados estão no banner acima.  
Um espetáculo musical em favor de Pery Souza, também está sendo organizado para muito breve. 
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O terceiro episódio desta narrativa, se refere ao talentosíssimo músico e compositor Zulmar Benitez, figura simpática e muito querida no ambiente nativista do estado.  Pois não é que na madrugada de sexta-feira passada, 20 de setembro, data máxima do gauchismo, o amigo Zulmar sofreu um enfarte, na rodoviária de Santa Maria, enquanto aguardava o ônibus que o levaria até Cruz Alta.  Felizmente foi socorrido a tempo e levado a um hospital da cidade, onde foi atendido e fez alguns procedimentos tais como cateterismo e colocação de stents.  Ainda continua sob cuidados médicos  e deve passar por outras intervenções durante esta semana.   O fato é que o Zulmar vive exclusivamente do seu trabalho como músico, excelente, diga-se de passagem.  Estando hospitalizado, acamado e sob rigorosos cuidados, evidentemente que sua fonte de rendimentos se exauriu.   


Mais uma vez o universo artístico e cultural foi desafiado a colaborar e não correu da briga. Uma legião de amigos, parceiros e admiradores do Zulmar fizeram questão de demonstrar solidariedade.
Desde segunda-feira, uma conta de depósitos recebe doações de qualquer valor, visando minimizar as necessidades primeiras do músico e de sua família.  Quem quiser ajudar, por favor, não se acanhe.  

Uma trinca de amigos que os ambientes da comunicação, da arte e da cultura me deram, um trio de notáveis artistas de grande importância para a música do Rio Grande do Sul, mas acima de tudo, três cidadãos do bem, pessoas muito queridas pela família e pelos amigos, merecedoras do nosso aplauso e da nossa assistência.   A hora é de solidariedade.          

UM PATRIMÔNIO DESPREZADO



É lamentável o que aconteceu nesta segunda-feira, 23/09, na Capital dos Gaúchos.  
Em nome do "progresso",  virou um monte de entulhos o prédio que abrigou o Grêmio Gaúcho, primeira entidade tradicionalista do Rio Grande do Sul, fundada por João Cezimbra Jacques, em 1898.  Só deixaram terminar os Festejos Farroupilhas pra cometer este ato absurdo.
O Gauchinho, como era chamada a entidade, já não funcionava mais há muitos anos.  O prédio, que ficava em um terreno de quase seis mil metros quadrados, localizado na Avenida Carlos Barbosa, mesmo que deteriorado pelo tempo, seguia lá, de pé, com suas paredes centenárias impregnadas de história.
No local, já chegou a funcionar um estacionamento, uma lavagem de veículos, uma oficina e , por último era ocupado por três famílias que foram atendidas pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) na semana passada e estão recebendo aluguel social.
Segundo a Procuradoria-Geral do Município (PGM),  o imóvel foi declarado de utilidade pública desde 2012, para construção da Avenida Tronco. Depois de cumpridos todos os precedimentos  legais, o terreno foi desapropriado e seus atuais proprietários  receberam uma indenização no valor de R$ 5.434.985,00.
Em 2014, o saudoso vereador Bernardino Vendruscolo, chegou a aprovar o tombamento histórico do Grêmio Gaúcho, mas o então prefeito José Fortunatti vetou o projeto. Desde então, ninguém no legislativo municipal retomou o assunto.   Uma lástima.
Essa  inércia lamentável das autoridades municipais, literalmente fez cair por terra não só um patrimônio dos rio-grandenses, mas um pedaço fundamental da história e do tradicionalismo gaúcho.  Incompreensível desprezo de quem devia cuidar do nosso passado histórico.

domingo, 8 de setembro de 2019

CULTO GAUCHESCO


Uma linda celebração religiosa e tradicionalista, realizada na Paróquia de São Mateus, da Igreja Episcopal Anglicana da minha terra, Santo Antônio da Patrulha, emocionou a todos que lá estiveram, na manhã deste domingo, 08 de setembro.

Motivados pelo Espírito Farroupilha que andeja pelo Rio Grande durante o mês de setembro, homens, mulheres e crianças, trajando a indumentária típica dos gaúchos, reuniram-se para um Culto Gauchesco, que foi brilhantemente conduzido pelo irmão, poeta e comunicador Odilon Ramos, sob a presidência da Reverenda Lilian Conceição da Silva.

Prestigiado por um número significativo de paroquianos, o ofício foi assinalado pela interpretação de preces, hinos, poemas e canções adaptadas ao linguajar gauchesco.
Foi lindo uma barbaridade!!!
Lamentei profundamente a minha impossibilidade em comparecer neste fantástico encontro, mas fiquei feliz em perceber pelas fotos, que meus irmãos Pedro, Dalva e diversos integrantes da família Reis, prestigiaram o culto com suas presenças.
Estou orgulhoso da minha gente e dos meus irmãos episcopais.
Aqui da Capital do Estado, em mando os parabéns a quem teve esta magnífica ideia, ao mesmo tempo em que cumprimento a todos que participaram desse Culto Crioulo. 



Em tempo:  A Paróquia de São Mateus é muito importante para mim. Nela eu fui batizado e batizei meus filhos. Passei boa parte da minha vida frequentando os cultos dominicais, incentivado por minha mãe Maria e meu pai Jarcy Reis, um dos primeiros e mais destacados episcopais de Santo Antônio.

Vida longa à Paróquia de São Mateus da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

CHAMA CRIOULA: GEREM-NA COMO PAIXÃO ENSINOU.

Setembro de 1947: Paixão Cortes e a primeira Chama Crioula

Já faz algum tempo que tenho vontade de abordar um assunto que tem tudo a ver com este período que vivenciamos aqui no Rio Grande do Sul.

Todo rio-grandense sabe, ou pelo menos deveria saber, que a Chama Crioula, símbolo máximo da tradição gaúcha, foi gerada em Porto Alegre, no dia 07 de setembro de 1947, por oito alunos do colégio Júlio de Castilhos. Naquela data histórica, o jovem João Carlos D’Ávila Paixão Cortes, líder daquele piquete, empunhando um pedaço de madeira com uma estopa amarrada na ponta, aproximou-se da Pira da Pátria, que ardia desde o dia 1º de setembro e, antes que fosse extinto o Fogo Simbólico, colheu dele uma centelha.  Minutos depois, aquele grupo de jovens gaúchos, posteriormente nominados de Grupo dos Oito, conduziu a tocha improvisada para o ambiente interno da escola, onde foi transferida para um candeeiro crioulo, para arder e ser venerada até o dia 20 de setembro daquele ano.
Naqueles momentos impregnados de civismo e de amor ao Rio Grande do Sul, nascia a Chama Crioula e, por conseguinte, também estava sendo criada a 1º Ronda Crioula, comemoração precursora da atual Semana Farroupilha, ou Festejos Farroupilhas, como queiram.

O teor desta breve narrativa serve de mote para que eu externe algumas das minhas inquietações. 
- Por que, nos dias atuais, a Chama Crioula não é gerada a partir da Pira da Pátria, como nos ensinaram os criadores dessa egrégia simbologia?   
 
- Não seria essa a maneira correta de respeitarmos a história e a nossa tradição?

Todavia, meus amigos, o que presenciamos oficialmente, a partir de 2001, é o Acendimento Oficial da Chama Crioula sendo realizado em diversos municípios do Rio Grande do Sul, e até mesmo em Santa Catarina e no Uruguai, mas, na segunda quinzena do mês de agosto.
Inclusive existe uma portaria, de nº 39/2014, exarada pelo MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, após ser aprovada na 79ª Convenção Tradicionalista, realizada em julho/2014, em Caxias do Sul, estabelecendo uma cronologia e apresentando as cidades nas quais deverão ocorrer as solenidades de Acendimento da Chama Crioula e, por conseguinte, dar início aos Festejos Farroupilhas do estado até o ano de 2044.  
Alguém saberia apontar os critérios utilizados para a definição dos referidos municípios?

Não tenho nada contra a itinerância do Acendimento da Chama Crioula e muito menos refuto as comunidades escolhidas. O que me causa desconforto é o fato do Lume Farrapo ser gerado num mês de agosto, em total desacordo com a sua origem histórica.  
Que acendam a Chama Crioula anualmente nos municípios já eleitos na citada Portaria, mas por favor, o façam de maneira correta, colhendo um fragmento do Fogo Simbólico, durante a Semana da Pátria. Ficaria muito mais bonito e, acima de tudo, legítimo. 

Sob a alegação de desrespeito à história e às tradições gaúchas, o MTG tem sido extremamente rigoroso com aqueles que não cumprem algumas de suas regras.  Entendo porém que nesta situação por mim expressa, a entidade abandona o costumeiro rigor e negligência um aspecto fundamental para a autenticidade de um dos mais respeitados e celebrados momentos cívicos do povo gaúcho.

A Chama Crioula deve ser colhida da Pira da Pátria, como fez Paixão Cortes.  

Quem está comigo nesta luta?

RAÍZES DE SANTO ANTÔNIO ACONTECE EM OUTUBRO.

Evento reunirá pesquisadores e comunidade para revelar origens e contar histórias

De 20 a 26 de outubro, Santo Antônio da Patrulha mergulha em suas raízes e faz uma viagem ao passado. O 30º Raízes de Santo Antônio da Patrulha e o 4º Raizinha terão cinco dias de atividades, resgatando a história do município patrulhense e dos seus municípios filhos, netos, bisnetos, trinetos. A organização é da Prefeitura, através das secretarias municipais da Educação e da Cultura, Turismo e Esportes. A comissão organizadora do evento conta com representantes do Instituto Histórico e Geográfico e Grêmio Literário Patrulhense.
O Raízes reunirá pesquisadores e comunidade em geral para revelar suas origens e contar histórias sobre os mais diversos assuntos. Desse grande encontro de informações e lembranças, resultará um livro, no qual serão registradas para sempre, memórias de gerações.
O Raízes foi idealizado pela historiadora patrulhense, Vera Maciel Barroso e vem sendo realizado há três décadas nos municípios originários de Santo Antônio da Patrulha. 
O prefeito Daiçon Maciel da Silva, quando vereador, instituiu a lei que prevê a realização do evento a cada 10 anos no município mãe. Por isso, em 2019 o Raízes acontece em solo patrulhense. Por sua vez, o Raizinha aborda a apresentação de histórias locais, somente de Santo Antônio da Patrulha.
Toda a comunidade está sendo convidada a participar com temas das mais diversas áreas relacionados a Santo Antônio da Patrulha e as inscrições podem ser feitas até o dia 30 de setembro.
Podem ser apresentados registros de lembranças, pesquisas pessoais, familiares e de instituições e entidades, bem como estudos genealógicos e de história familiar, da rua, da escola, da igreja, do clube, do bairro, do distrito, entre outros, relativos ao passado ou ao tempo atual.
Interessados em participar do Raizinha devem enviar suas histórias para o e-mail raizinha4.2019@gmail.com
Para participar do Raízes, com o objetivo de contar histórias sobre os municípios originários de Santo Antônio da Patrulha, as inscrições devem ser encaminhadas através do e-mail raizessap2019@gmail.com
Mais informações são disponibilizadas pelo telefone (51) 3662.8431.
O regulamento e as fichas de inscrições para participação podem ser encontradas no site da prefeitura www.pmsap.com.br em Notícias.

Viviani Silveira
Assessoria de Comunicação Social
Prefeitura de Sto Antônio da Patrulha
99993-2496 - 3662-8413