13 julho 2019

ANALISE SEVERO "BEM GAÚCHA"

Há muito tempo que aprecio o trabalho da cantora e amiga Analise Severo. 
Sempre atuante nos palcos dos festivais, concorrendo ou estrelando espetáculos, ela conquistou uma legião de admiradores. Pealou igualmente, o coração do excelente intérprete Jean Kirchoff, pelo qual também nutro sincera consideração e amizade.
A união amorosa e artística de Analise e Jean, ocasionou um salto de qualidade e de profissionalismo na carreira de ambos.  Em dueto ou individualmente, eles tem conquistado muitos aplausos, premiações e acima de tudo o reconhecimento do público rio-grandense. Lançaram um CD juntos, se apresentaram na Europa, conquistaram patrocinadores, conduzem um programa de rádio e fazem cada vez mais sucesso. 
A Analise, a quem eu dedico esta postagem, assumiu temporariamente, enquanto a titular Shana Muller, goza licença maternidade, a condição de apresentadora do programa Galpão Crioulo, ao lado de Neto Fagundes, na RBS TV.   E está se saindo muito bem na função, o que não é surpresa pra mim.      

Agora, ela dá uma tacada de "mestra".   No auge da visibilidade proporcionada pela TV, ela utiliza as redes sociais para apresentar o vídeo clipe da música "Bem Gaúcha", excelente parceria de Rômulo Chaves e Jean Kirchoff.  Analise divide o protagonismo do vídeo com a grande Berenice Azambuja, outra cantora cuja popularidade é imensa.   É óbvio que a junção de duas tão talentosas artistas só poderia resultar em sucesso. E resultou, instantaneamente. Com menos de 48 horas de exibição o clipe já tem milhares de visualizações. 
Gerado a partir de uma pergunta dirigida às mulheres, através das redes sociais, o conceito de "Bem Gaúcha" foi definido e materializado nesta produção que teve a batuta de músico e produtor Gustavo Brodinho, do estúdio Rec Neles.
Ficou sensacional. 

Parabéns Analise Severo !!!!   Extensivo a todos os envolvidos nesta baita produção que orgulha o rio Grande. 

Clica aqui para assistir o vídeo clipe


06 julho 2019

MORRE O MÚSICO E AMIGO LORENO SANTOS


No palco da Tafona, Loreno (cabeludo) acompanhado por Germano Reis
Aos 68 anos de idade, faleceu na madrugada deste sábado, o músico, cantor e compositor Loreno Santos, um dos artistas mais conhecidos do litoral norte gaúcho.  
Ele estava internado desde o dia 04/07, na UTI do Hospital Geral de Novo Hamburgo, em razão de um grave quadro de pneumonia.
Os atos fúnebres ocorrerão a partir do meio-dia, no plenário da Câmara de Vereadores de Osório e o sepultamento às 16h30min no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Violonista, guitarrista, tecladista, contrabaixista, arranjador e cantor, Loreno Santos era uma figura carismática, até mesmo folclórica, que se destacava nos palcos.  Um apaixonado pela música, que se orgulhava da sua longeva trajetória artística, iniciada ainda na década de 60, como integrante do conjunto Os Jatos, uma espécie de “cover” dos Beatles.   No início da década de 70, criou o conjunto Prelúdio, que animava bailes na região sul do Brasil, no Uruguai e na Argentina.
Com o Prelúdio, participava dos festivais de música da época, tendo sido premiado com o 2º Lugar na 5ª Vindima da Canção Nativa, de Flores da Cunha, no ano de 1979.
No final de década de 80, dedicou-se a carreira solo, tocando em bares e eventos da região litorânea. Começou a participar de forma mais frequente dos festivais de música, sendo seguidamente destacado em alguns deles.  Em 2000, na 12ª Tafona da Canção Nativa de Osório, Loreno registrou seu maior sucesso, “Vento Nordeste”, em parceria com Fábio Kinzel, canção premiada com o troféu de Melhor Tema Osoriense.   Na 15ª Tafona, realizada em 2003, conquistou o primeiro lugar com a canção “Mar da Vida” com letra e interpretação de Renato Junior. Também levou pra casa o troféu de Melhor Tema Osoriense com a música “Festa do Rosário”, em parceria com Joares Pereira.  A mesma premiação foi obtida na 16ª Tafona, em 2004, com a música “Alma das Águas” , em parceria com Sandro Andrade e Paulinho Dicasa.
Na 18ª Tafona, em 2007, Loreno Santos foi um dos integrantes da Comissão Avaliadora do festival, ao lado de Jaime Vaz Brasil, Mario Tressoldi, Nelcy Vargas e Wilson Tubino. Na condição de produtor executivo daquela edição, pude testemunhar sua paixão pela música litorânea e seu jeito peculiar de analisar as canções concorrentes, sempre com sinceridade, conhecimento e bom humor. Ele foi uma atração à parte, tanto na triagem quanto na mesa avaliadora.  
Em 2010, na 20ª Tafona, ele retorna ao palco e conquista o 2º Lugar na Linha Litorânea, com a música “Noite de Tafona”, parceria com Vaine Darde, e ainda o troféu de Música Mais Popular.
Em 2011, a canção intitulada Maria Teresa, dele e de sua esposa Patrícia Camargo, foi agraciada com o troféu de Melhor Música na Opinião do Público.
Em 2012, na 22ª Tafona levou pra casa os prêmios de Melhor Tema Osoriense e Música Mais Popular daquela edição com a música “De Açúcar e de Sal”, parceria dele com Vaine Darde.
Além das passagens marcantes pelo palco da Tafona, Loreno é autor do Hino Oficial do município de Osório, composto em parceria com o letrista Osvaldo Aguiar, fato que elevou ainda mais o seu prestígio naquela comunidade.
Ao mesmo tempo em que era um músico competente, Loreno Santos se mostrava um ser humano generoso, solidário, brincalhão e com uma grande senso de justiça.   Ajudou muito o meu filho Germano Reis, também músico, oferecendo-lhe parcerias e oportunidades profissionais importantes.
Loreno Santos nasceu em Osório, no dia 18 de junho de 1951.
Em homenagem, o prefeito de Osório, Eduardo Abrahão, decretou luto oficial por três dias no município.

05 julho 2019

DEPUTADO MARENCO HOMENAGEIA JAYME CAETANO BRAUN


O Deputado cantor Luiz Marenco, prestou homenagem de reconhecimento ao poeta, compositor e pajador Jayme Caetano Braun, nesta quinta-feira, 4 de julho, quatro dias antes de completar vinte anos de morte do pajador missioneiro.  A solenidade aconteceu no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, durante o Grande Expediente.
Além dos parlamentares, o quórum foi reforçado por admiradores de Braun e de Marenco nas galerias. A mesa presidida por Zila Breitenbach contou também com a presença da Secretária Municipal de Turismo e Cultura da cidade de São Luiz Gonzaga, Rose Grings, que representou o prefeito da cidade de nascimento de Braun, sr. Sidney Luiz Brondani. Também fizeram parte da mesa, a viúva do homenageado, Aurora Braun, o produtor fonográfico Airton dos Anjos (Patineti), o sr. Ivo Benfato, vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, a sra. Paula Simon, presidente da Comissão Gaúcha de Folclore e o ex-governador Olívio Dutra.
Citado como padrinho e pai artístico, mas também como irmão e amigo do deputado cantor, Jayme Caetano Braun, uma das figuras mais emblemáticas da cultura rio-grandense foi consagrado como pajador, poeta, radialista e compositor. Marenco, sem menosprezar as demais habilidades artísticas do homenageado, preferiu colocar à luz o talento de Braun como compositor, atividade que os uniu no campo da música nativista.
O deputado, com sua voz pausada, dissertou sobre as parcerias de Jayme Caetano com Noel Guarany, José Mendes, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Talo Pereyra, Lucio Yanel, Argentino Luna e com o próprio parlamentar, lembrando que seu primeiro LP se chamou “Luiz Marenco Canta Jayme Caetano Braun”, o qual também fez uma participação no disco, indicado para o Prêmio Sharp, na época. Ressaltou o talento de Braun na produção de letras musicais com rebeldia e amor à terra natal, recheadas de metáforas e de riqueza poética, com a genialidade de elevar uma cena de campo a uma situação universal, através de imagens literárias. “Jayme Caetano Braun foi um letrista genial com sua filosofia de campo e cultura sem fronteira”, afirmou Marenco. “Seus trabalhos são as vozes lá de fora retumbando na cidade”, complementou o deputado.
Sua manifestação na tribuna do Plenário 20 de Setembro recebeu apartes de inúmeros deputados e bancadas, que transformou a seção do Grande Expediente num manifesto ainda maior a este mestre da cultura rio-grandense. Isto veio corroborar o discurso de Marenco de que Braun continua vivo na memória dos gaúchos e gaúchas. E, que a obra vence a morte, eternizando o poeta.
Ao finalizar sua fala em honra ao seu mestre, padrinho e amigo, o deputado cantor citou alguns versos do homenageado e disse que teria centenas de imagens literárias para ressaltar as letras de Caetano Braun. Complementou, dizendo que existem muitas maravilhas poéticas em seus poemas e nas suas pajadas, considerando que são capítulos a parte na vasta obra do missioneiro. “Tratar-se de uma riqueza incomparável no cenário cultural rio-grandense”, sentenciou.
Arrematou, citando as diversas homenagens de reconhecimento ao poeta, em duas estátuas, um viaduto, uma praça, uma rua, um centro de tradições e o Dia do Pajador Gaúcho, entre outras e recitou uma décima de Braun, dizendo estar dando voz ao homenageado:
                       Morri, mas ressuscitei,
                       das cinzas da minha fé,
                      O sangue de São Sepé
                      me fez santo - eu me fiz rei:
                      gaúcho me transformei
                      num barbaresco improviso
                      e, ali no chão impreciso,
                     de parceria com o vento,
                     sou hoje, o prolongamento,
                     do chão sagrado onde piso!

TRINTA E NOVE ANOS DE UM ENCONTRO INESQUECÍVEL

Papa João Paulo II com integrantes dos grupos de danças. A flecha identifica Jairo Reis


No dia 05 de julho de 1980, o saudoso Papa João Paulo II visitava a capital dos gaúchos, Porto Alegre.
Dentre as tantas atividades programadas para o santo homem, estava um importante encontro com religiosos no Gigantinho.
A Secretaria de Turismo do Estado entendeu que seria importante aproveitar aquela ocasião para mostrar ao sumo pontífice, alguns aspectos da cultura e da tradição do Rio Grande.
Para tanto, mobilizou as lideranças tradicionalistas da época.  Expoentes como Paixão Côrtes, Barbosa Lessa, Rodi Borguetti, Edson Otto, Nico Fagundes, Onésimo Duarte, o tio Djalmo Oliveira, o meu pai Jarcy Reis e tantos outros, uniram-se para elaborar e oferecer um grande espetáculo ao Papa.
Foram convocados os cinco melhores grupos de dança da época: CTG Brazão do Rio Grande de Canoas, CTG Aldeia dos Anjos de Gravataí, 35 CTG de Porto Alegre, CTG Maragatos de Porto Alegre e CTG Cel. Chico Borges de Santo Antônio da Patrulha, do qual eu era integrante e instrutor.
Ao lado do Gigantinho, um cenário com cinco tablados, era abraçado por mais de uma centena de cavalarianos posicionados numa espécie de parábola.
Nos tablados, sob o comando do mestre (já saudoso) Paixão Côrtes, os cinco grupos fizeram uma apresentação conjunta das principais danças gaúchas, para admiração do Papa, que já passava pelo local naquele instante.     
João Paulo II aplaudiu entusiasticamente o espetáculo e, descendo do “papa móvel”, fez questão de registrar fotograficamente, aquele encontro com os dançarinos gaúchos.  
Dias depois, após ser veiculada nos principais jornais do Rio Grande do Sul, uma das fotografias foi publicada na revista Manchete, uma das mais prestigiadas publicações do país na década de oitenta.
Trinta e nove anos se passaram e eu ainda sinto desmedido orgulho e uma pontinha de emoção, pelo privilégio de ter sido um dos personagens daquele momento de cultura, de arte e de fé.  
Lembro com saudades dos peões e prendas que, como eu, vivenciaram aquela sensação indescritível. Do nosso grupo, além de mim, estavam a Ana Maria, a Zica, o Márcio, a Silvana, o Gigio, a Andreá, o Luizinho, a Silvânia e o Sirângelo. Lamentavelmente, o Luizinho faleceu dias atrás. Mas os demais, graças a Deus, ainda estão vivos e saudáveis.
Bem que podíamos promover um encontro de toda aquela turma, para botar a prosa em dia e intercambiar uns abraços. (Conto contigo, amigo Diego Muller)

Pra ilustrar este relato, publico uma das fotos daquele dia inesquecível, na qual eu apareço, barbudo, usando um chapéu de copa alta, ao lado do “homem”.

Só me resta dizer “que categoria” !!!

FELIZ ANIVERSÁRIO PEDRÃO!!


Hoje, 05 de julho,  é aniversário do meu irmão, Pedro Reis, figura importante pra nossa família e um exemplo de cidadão. 
Ele é daqueles que não costuma rir à toa, tampouco demonstra facilmente suas emoções, mas a cara “de mau” esconde um homem de coração mole, que ama a família e fideliza os amigos.
Ele nasceu cinco anos antes de mim, mas no "visual" parece que a nossa diferença de idade é menor. Chegamos a ser contemporâneos nas lides tradicionalistas pelo glorioso CTG Cel. Chico Borges, de Santo Antônio da Patrulha.     Mais tarde, lideramos a criação de um outro CTG, o Patrulha do Rio Grande, igualmente de valorosa trajetória.  Sem pretensão alguma, já deixamos nossos nomes gravados na história do tradicionalismo patrulhense. Nosso saudoso pai, Jarcy Cândido dos Reis, certamente estaria (e está) orgulhoso da gente.
Embora tenhamos nossas diferenças, físicas, comportamentais e emocionais, mesmo que os nossos encontros não sejam frequentes, tenho absoluta certeza de que nos amamos, talvez de um jeito meio torto, mas de forma sincera, intensa e fraterna.   

Nesta foto, tirada em 1977, estamos nós, ostentando a indumentária tradicional gaúcha, eu de “Braga” marrom, vestimenta muito utilizada pelos jovens da época, e o Pedro, de bombacha branca, que era o traje oficial da invernada artística do Chico Borges naqueles tempos. 
Lá se vão 42 anos...   
Cabelo e boniteza, "nóis tinha" bastante.
Parabéns Pedrão!!    
Que Deus te conceda saúde e muitas alegrias, hoje e sempre.
Beijo, mano véio.

28 junho 2019

ALÉM DAS CERCAS DE PEDRA

Depois do sucesso do CD Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, o trio de músicos gaúchos Marco Aurélio Vasconcellos, Martim César e Marcello Caminha se reúnem para mais um passeio musical e poético, o lançamento do CD Além das Cercas de Pedra. O evento, que contará com a participação do lendário grupo Os posteiros, um dos mais importantes e históricos da música do Rio Grande do Sul, será realizado no dia 02 de julho, às 21h, no Theatro São Pedro. A ocasião valerá também como início das comemorações dos 50 anos de carreira do grande cantor nativista Marco Aurélio Vasconcellos.

Além das Cercas de Pedra reúne em 14 faixas relatos de um tempo que resiste na memória. Histórias e paisagens de homens e mulheres que ainda parecem estar vivos, olhando para o tempo atual desde os retratos amarelados de velhos álbuns, desde os quadros dependurados nas paredes da infância. Um avô carreteiro, uma avó fiandeira, um peão caseiro, um posteiro de algum campo de fundo, um tropeiro, um capataz, um peão de estância e tantos outros. Depois deles, seus filhos; que foram nossos pais e avós, os que tiveram que deixar o mundo rural para procurar algum futuro nas cidades que iam crescendo, tentando buscar seu difícil sustento nos aglomerados urbanos que iam absorvendo os retirantes de uma era que se extinguia, de uma época que se apagava inevitavelmente, como a chama de uma vela.

Passando de geração para geração, até chegar a quem somos hoje, os que recebem a responsabilidade de não deixar que se perca o legado de seus valores e de seus saberes. O CD apresenta em músicas, a herança e costumes sendo preservados, para mostrar aos que virão e os que sucederão as nossas origens. A intenção é não deixar que se apaguem das mentes os rastros de identidade que deixaram em nosso sangue e em nosso olhar aqueles que nos antecederam.
Sobre os artistas:

Marco Aurélio Vasconcellos:  Como intérprete, Vasconcellos transita pelo nativismo, pela música popular gaúcha e brasileira e pela música hispano-americana. Em 1972, participou e venceu a 1ª Vindima da Música Popular de Caxias do Sul, com a canção ACALANTO.  Nesse mesmo ano, recebeu de Luiz Coronel uma letra para musicar e participar da II Califórnia da Canção de Uruguaiana. Era GAUDÊNCIO SETE LUAS, que obteve o 2º lugar naquele importante evento nativista.  Ampliando essa parceria com Luiz Coronel, concorreu com diversas canções na 4ª e 5ª edições da Califórnia da Canção e CORDAS DE ESPINHO recebeu o 1º lugar na Linha de Manifestação Rio-grandense (1975). Em 1985 recebeu o troféu de COMPOSITOR MAIS PREMIADO DA CALIFÓRNIA desde a sua criação em 1971. Além disso, ganhou as Calhandras de Ouro da Califórnia com as obras: Canto de Morte do Gaudêncio Sete Luas (letra de Luiz Coronel); Pássaro Perdido (letra de Gilberto Carvalho); A Sanga do Pedro Lira (letra de Demétrio Xavier) e como co-intérprete em O Forasteiro (Vinícius Brum, Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges). Teve ainda, dois LPs lançados com o grupo Os Posteiros, do qual foi fundador, e  mais seis  CDs solo gravados: INVERNANDO RECUERDOS; VELHAS ANDANÇAS; DA MESMA RAIZ, que deu origem à parceria com o poeta Martim César; JÁ SE VIERAM (parceria integral com Martim César); PAISAGEM INTERIOR (Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves)  e o último que agora será lançado, DOZE CANTOS IBÉRICOS E UMA CANÇÃO BRASILEIRA  (parceria integral com Martim César).

Martim César: 
Autor de 6 livros de poesia e contos.Vencedor por duas vezes do prêmio Rua dos Cataventos da Sociedade Mario Quintana de Poesia; Vencedor de mais de 30 festivais de músicas do RS e de mais de 10 festivais nacionais. Possui algo em torno de 70 premiações paralelas, incluindo melhor poesia, melhor letra e melhor tema social em diversos festivais gaúchos e nacionais. Indicado ao prêmio Açorianos 2010, como melhor letrista do RS. Co-autor de 10 trabalhos discográficos ‘Caminhos de Si’; ‘Maria Conceição canta Martim César e Paulo Timm’; ‘Canções de a(r)mar e desa(r)mar (MPB)’; ‘Da mesma raiz’ (indicado ao açorianos de 2010) ‘Já se vieram’; ‘Memorial de Campo’; ‘Paisagem interior’, (com três indicações no Açorianos 2015), ‘Náufragos Urbanos’ (Indicado a melhor álbum de MPB do RS, pelo Açorianos 2015), os atuais ‘Caminhos de Si, o tempo’,  ‘Canciones que nacen del camino’ e ‘Doze Cantos Ibéricos e uma canção brasileira’. Além de 2 livros em fase de publicação:Terra que sangras no rio (contos) e Cimarrones – Três séculos ‘gaúchos’ (Poema épico).

Marcello Caminha: 
Músico e professor participa do Movimento Nativista desde 1985, obtendo muitas premiações como instrumentista e compositor em vários festivais de música. Em 1998 gravou o primeiro disco, CD Estrada do Sonho. A partir daí, já conta com 14 discos gravados, entre eles a coletânea Sucessos de ouro, primeira coletânea de músicas de violão  lançada no Rio Grande do Sul e o CD Influência, vencedor do Prêmio Açorianos de Música 2008 em 3 categorias. Marcello Caminha já tocou em muitos estados brasileiros e também em outros países como Argentina, Uruguai, Portugal, Alemanha e Inglaterra. Nos seus lançamentos constam o DVD Vídeo Aula Violão Gaúcho, primeiro curso de violão em DVD lançado no Rio Grande do Sul, O livro 14 Estudos para Violão Gaúcho e o DVD Influência ao vivo, primeiro DVD de violão da Música Nativista. Em 2016 lançou Com Violão Também se Dança, disco que foi vencedor do Prêmio Açorianos de Música. Atualmente, dedica-se a shows e workshops e dirige a Academia do Violão Gaúcho, empresa especializada em cursos de violão online.
Serviço: 
Lançamento CD Além das Cercas de Pedra
Data: 02/07/2019 – Terça-feira
Horário: 21horas
Local: Theatro São Pedro - Centro Histórico / Porto Alegre)
Ingressos: Plateia: R$ 50,00 
Cadeiras Extras: R$ 50,00
Camarote Central: R$ 40,00
Camarote Lateral: R$ 40,00
Galerias: R$ 30,00
Descontos: 50% para associados da AATSP (ingressos limitados)
50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência (40% da lotação)
50% para idosos
Onde comprar: bilheteria do teatro ou no site https://vendas.teatrosaopedro.com.br

26 junho 2019

ONZE ANOS DE CONSULADO CULTURAL

Cônsules Culturais e Diretores do Inter
A noite de segunda-feira (24/06) foi de festa no Parque Gigante, com a comemoração dos 11 anos do projeto Cônsul Cultural Colorado. 
Dedicado a homenagear sócios e sócias do Clube do Povo, com notório destaque na cultura de um modo geral, e que nunca abandonam seu coloradismo, mesmo nas plagas mais distantes, o projeto teve seu aniversário festejado à altura, em solenidade prestigiada por grandes nomes ligados ao Sport Club Internacional, além de membros da diretoria alvirrubra.
Vice Presidente Roberto Melo palestrando
O evento, que contou com a participação dos vice-presidentes Roberto Melo, do futebol,
Alessandro Barcellos, de administração e finanças, Nelson Pires, responsável pelos departamentos de marketing e mídia, e ainda Norberto Guimarães, do relacionamento social; apresentou para importantes símbolos da torcida colorada detalhes sobre a estrutura interna do Clube do Povo. Pautadas pela transparência e credibilidade, todas as palestras estiveram abertas a perguntas, e foram aplaudidas de pé pelos presentes no salão.
Cristina Sorrentino e seus pupilos
Finalizadas as falas, Carlos Cardoso, coordenador do projeto Cônsul Cultural, recebeu do Clube uma placa comemorativa referente à excelência de seus serviços prestados ao Colorado gaúcho. Na sequência, foi realizada breve apresentação do grupo Crianças EmCanto, coordenado pela consulesa cultural Cristina Sorrentino. Diversas personalidades da música nativista integraram o espetáculo, como os irmãos Neto e Ernesto Fagundes, e os cantores Pirisca Grecco, Raúl Quiroga e Flávio Hanssen.   
Por fim, ocorreu um sorteio de cinco camisetas oficiais do Clube do Povo. 
Encerrado o cerimonial, o microfone foi liberado, e, diante da ilustre presença de tantos ícones da música gaúcha e brasileira, teve início a segunda parte da festa, fechando uma noite marcante para a sociedade colorada.       Fonte: Site do Inter. 
Nota pessoal:
Leni Bigaton, Estela Lauser, Raul Quiroga, Duda Streb e Jairo Reis
Realmente foi um grande Encontro, durante o qual tivemos o privilégio de conhecer, através das manifestações dos diretores, um pouco mais sobre questões administrativas do Inter, ratificar a grandeza do clube e a competência de seus servidores. 
Foi também uma baita oportunidade para confraternizarmos com antigos e novos amigos, trocar  palavras de amizade e abraços fraternos, comer massa, tomar cerveja e tirar muitas "selfes".
Gracias mil, aos amigos Raul Quiroga e Leni Bigaton, pelo carinho sincero e por dividirem a mesa conosco.   

Gaúcho da Fronteira, Jairo Reis e Raul Quiroga
Por último, quero mais uma vez agradecer ao mestre Carlos Cardoso e, por extensão, a toda a diretoria do Internacional, por terem concedido a mim a honra de integrar este seleto grupo de colorados. 
Ser Cônsul Cultural é muito mais que torcer para o nosso time do coração. 
Nós que temos o privilégio de ocupar espaços na mídia e nos palcos, carregamos a nobre missão de divulgar o clube e a sua importância para a sociedade, sobretudo para a comunidade cultural. E o fazemos com muito orgulho e paixão, pois o vermelho está no nosso sangue, nos nossos corações  e nas nossas almas. 
Viva o Colorado!!!

Kiko, Neto e Jairo


Maninho Pinheiro, Jairo Reis e Flávio Hanssen

Saci, grande figura
Pirisca, Maninho,Piazito, Quiroga, Flávio e Dudu da Gaita.

Marcos Dias, Quiroga, Flávio e Jairo

23 junho 2019

JULIANO JAVOSKI NA RÁDIO GAÚCHA



Todos convidados a prestigiarem a participação do cantor e compositor Juliano Javoski, no programa Bom dia Segunda-Feira, a partir das onze da noite deste domingo, 23, na Rádio Gaúcha 93,7 FM, 600 AM. 

09 junho 2019

CARAÍ CHAMAME - A "BÍBLIA DO CHAMAME"



Chegou a obra que estava faltando no acervo do grande público, principalmente dos apreciadores da música regional gaúcha e sul-americana.    
Trata-se do livro Caraí Chamame: Reza-Dança, de autoria do cantor, compositor e pesquisador Juliano Javoski.
A publicação, escrita e impressa simultaneamente nos idiomas português e espanhol, apresenta, em 200 páginas, o resultado de mais de vinte anos de estudos e pesquisas realizadas por Javoski, sobre o Chamame, gênero musical de origem “correntina”, tão bem aceito e difundido, no Rio Grande do Sul e em várias partes do Brasil. 
O livro, já alcunhado de "A Bíblia do Chamame", se mostra como um produto único no ambiente literário mundial, um verdadeiro timão para aqueles que pretendem navegar pela caudalosa corrente chamamecera.
Além do ótimo texto do autor, a obra conta ainda com ilustrações internas, criadas especialmente para a publicação, pelo gravurista Léo Ribeiro de Souza.   A imagem da capa, retrata um casal de correntinos bailando um Chamame, deixando evidentes o carinho e a cumplicidade entre ambos.


JULIANO JAVOSKI:
Cantor e compositor.  Iniciou e consolidou sua trajetória nos Festivais do RS, tendo sido laureado em diversos deles.   
Seu estilo musical, moldado ao longo de sua trintenária carreira artística, absorveu influencias da música folclórica Uruguaia, Paraguaia e Argentina, em especial do Chamamé, considerado como uma Cultura "à parte". 
Além de possuir mais de 400 músicas gravadas, Javoski tem sua obra registrada em 6 CDs individuais, dos quais também participam convidados especiais como, Luiz Carlos Borges, César Oliveira & Rogério Melo, entre outros.
Agora, ele lança o livro Caraí Chamame: Reza-Dança, que exibe o conteúdo de suas pesquisas, constatações in loco, vivências e convivências, com o Chamame e seus personagens.

O autor, Juliano Javoski, está à disposição para apresentar e comercializar o livro Caraí Chamamé: Reza-Dança em acontecimentos literários, bem como se dispõe a realizar sessões de autógrafo e recitais poético-musicais em Feiras de Livros, Festivais e eventos em geral.

Para agendar o lançamento simultâneo do livro Caraí Chamame: Reza-Dança e a participação do seu autor, o cantor e compositor Juliano Javoski, basta entrar em contato através dos seguintes meios:
Fone/Whats: (51) 996.026.839  


CARAÍ CHAMAME (SENHOR CHAMAME)

Não há como conhecer o Chamame e não apaixonar-se por ele, independente da nação de onde emergem suas águas, impregnadas de amor, de paz e de alegria.  
O Chamame é a mescla dos ritos tribais guaranis com a música europeia que, ao longo dos tempos, foi se plasmando, se moldando, vindo a ser o gênero musical e rítmico muito apreciado em bailes regionais e festivais de música nativa.  Nota-se atualmente, no Rio Grande do Sul, um celeiro de músicos compositores, poetas e cantores, com forte influência Chamamecera. Talvez a proximidade geográfica com a Argentina seja uma das razões para o notório fascínio pelo ritmo.
A verdade é que o Chamame ganhou o mundo e hoje é reconhecido como um legítimo patrimônio cultural imaterial dos povos Sul-Americanos. 







JAIRO REIS
Jornalista - RP nº 10.549
Produção e Divulgação

13 abril 2019

PROJETO AURORA NO "DO LITORAL À FRONTEIRA"

Lucas Ramos, Rodrigo Morales, Lucas Ferrera, Jairo Reis e Raineri Spohr
Neste sábado, 13/04, o programa Do Litoral à Fronteira recebeu a visita de quatro jovens artistas gaúchos: Raineri Spohr, Lucas Ferrera, Rodrigo Morales e Lucas Ramos. 
Além de tocar e cantar ao vivo, o quarteto de talentosos músicos, entre uma cuia e outra, divulgou o projeto Aurora, cujo objetivo é captar recursos, através de financiamento coletivo, para produzir e lançar o CD Aurora, cujo repertório contará com 12 músicas conhecidas e premiadas em festivais nativistas. 
Para colaborar com a iniciativa da gurizada, basta acessar o site vakinha.com.br/vaquinha/494482 e escolher uma das formas de participação. 
Contatos com a Raffa Reis da Tambor Produções pelo fone (51)996.996.482. 
Prosa, chimarrão e música de qualidade, ao vivo, pela Metrópole e também pelo Facebook, na página radiometropoeam.
Programa Do Litoral à Fronteira, apresentação deste comunicador que vos escreve, Jairo Reis, com a parceria de Moisés Porto na mesa de áudio. 
Sábado que vem tem mais, das dez ao meio-dia, na Rádio Metrópole AM, 1570. www.radiometropoleam.com.br .

04 janeiro 2019

O4 DE JANEIRO NO CENÁRIO CULTURAL GAÚCHO

04 DE JANEIRO DE 1923:  Nascia em São Francisco de Paula, o tradicionalista e líder comunitário Jarcy Cândido dos Reis. 
No final de década de quarenta, fixou residência em Santo Antônio da Patrulha, onde casou-se e constituiu família. 
Integrado a nova querência, participou da criação e fundação do CTG Coronel Chico Borges, em 1958,  tendo exercido quase todas as funções da patronagem, chegando ao cargo máximo de Patrão no biênio 1977/1978. De 1979 a 1981, ocupou o posto de Coordenador da 23ª Região Tradicionalista do MTG.   
Em 1982 recebeu o título de cidadão patrulhense.  
Atualmente existe uma rua com seu nome em Santo Antônio da Patrulha.  
A Moenda da Canção, um dos mais importantes festivais de músicas do estado, também o homenageia dando seu nome ao troféu dirigido ao Melhor Letrista.   
Jarcy Candido dos Reis, meu saudoso e inesquecível pai, faleceu em 17/08/1986, aos 63 anos de idade, em Santo Antônio da Patrulha. Ele completaria hoje, 96 anos. 



04 DE JANEIRO DE 1942: Nascia em Uruguaiana, o poeta, músico e declamador Marco Aurélio Campos, reconhecido por muitos como o maior intérprete de poemas gaúchos de todos os tempos.  
Integrou o grupo Os Teatinos, deixando registrado, no disco “Telurismo”, a sua mais brilhante interpretação para o poema de sua autoria intitulado “Eis o Homem”.  
Mais tarde, gravou este e mais 10 poemas no seu primeiro LP solo “Poesia Gaúchas”.    
Marco Aurélio, o Boca, faleceu em 03/02/1997, em Porto Alegre, aos 55 anos de idade.




04 DE JANEIRO DE 1996:  Com 72 anos de idade, morre o acordeonista, cantor e compositor Honeyde Bertussi, um dos nomes mais importantes do regionalismo gaúcho.  Foi também radialista e militante do tradicionalismo gaúcho.   
Na década de 50, formou, com seu irmão Adelar, a dupla Os Irmãos Bertussi, precursora da autêntica música fandangueira do Rio Grande do Sul.  
É autor de diversos sucessos como Oh de Casa, Cancioneiro das Coxilhas, Sangue de Gaúcho, São Francisco é Terra Boa, Cavalo Preto, Casamento da Doralícia, entre outros.      
Honeyde Bertussi tornou-se uma referência para uma geração de artistas regionais, principalmente para os acordeonistas cantores.    
Desde 1998, o município de Caxias do Sul, oferece a Medalha Honeyde Bertussi, ás personalidades que se destacam na conservação da cultura gaúcha naquele município. 
Honeyde Bertussi Siqueira nasceu em 20/02/1923 na localidade de São Jorge da Mulada, distrito de Criúva, a época pertencente a São Francisco de Paula, hoje, interior de Caxias do Sul.