sábado, 24 de setembro de 2016

3ª TERTÚLIA DA POESIA - POEMAS CONCORRENTES

Eis os poemas classificados para a 3ª Tertúlia da Poesia, que acontecerá no Theatro Treze de Maio, em Santa Maria, dia 05 de Novembro, a partir das sete e meia da noite.
A seleção foi realizada pelos jurados: Luis Lopes de Souza, Romeu Weber e Sebastião Teixeira Correa.
Confiram: 
01. DE ORIGEM RUMO E DESTINO
Autor: Eron Vaz Mattos
02. DIÁLOGO DE VIDA E MORTE 
Autores: Guilherme Suman/Thiago Suman
03. MILONGA EM SILÊNCIO PARA ESTES DIAS DE HOJE
Autor: Marcelo Dávila
04. O RETORNO E O PRINCÍPIO
Autor:  José Luiz Flores Moró
05. PAIXÃO E PEDRA
Autor: Carlos Omar Villela Gomes
06. PALAVRA
Autor: Adriano Alves
07. PREFÁCIO EM TRÊS SONETOS
Autor: Delci Oliveira
08. RAIZ
Autor: Henrique Fernandes
09. REFLEXÕES
Autor: Caine Teixeira Garcia
10. SE FOR FALAR DE SAUDADE
Autor: Moisés Silveira de Menezes
11. SINAL DA CRUZ
Autor:  Anderson Fonseca

terça-feira, 23 de agosto de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 23 DE AGOSTO

23/08/1851: Nasce em Cachoeira do Sul, o escritor, médico, político e senador Ramiro Fortes Barcelos.    Foi deputado de 1877 a 1882, senador de 1890 a 1906. Em 1902 criou a denominação de Cruzeiro para a nossa moeda. Nome este que viria a ser utilizado pelo governo Getúlio Vargas a partir de 1940.    Como escritor, utilizava a alcunha de Amaro Juvenal, tendo se notabilizado pela autoria do poemeto campestre Antônio Chimango, lançado em 1915. A obra político-satírica, dividida em cinco rondas, como se fossem rondas de tropeiros junto as topas, se baseia na rivalidade política com seu primo Antônio Augusto Borges de Medeiros, então presidente do estado. A alcunha atribuída por Ramiro Barcelos, deve-se a semelhança de Borges de Medeiros com o rapinídeo, não só no aspecto físico, mas também no proceder.
Antônio Chimango, hoje já com mais de vinte edições, teve sucesso extraordinário, e é considerada uma obra-prima pelo seu sarcasmo e genuíno cunho gauchesco.
Ramiro Barcelos  faleceu em 28/01/1916, em Porto Alegre.


Guerra da Degola
23/08/1895: Assinado em Pelotas, por João Nunes da Silva Tavares,  General Juca Tavares (maragato) e Inocêncio Galvão (pica-pau), o “Tratado de Pelotas”, que determinou a pacificação final da Revolução Federalista, conhecida como Guerra da Degola, ocorrida de 1893 a 1895.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 22 DE AGOSTO

22/08/1796: Nasce em Taquari, no local chamado Pinheirinhos, o General e grande líder da Guerra dos Farrapos, David Canabarro.      
De nome David José Martins iniciou sua carreira militar em 1811.  Mais tarde, entre 1825 e 1828,  foi tenente das tropas de Bento Gonçalves na Guerra da Cisplatina.    Por volta de 1836, adota o sobrenome Canabarro por insistência de seu tio, que era descendente dos Canavarros de Portugal.  
Na Guerra dos Farrapos, juntou-se tardiamente ao movimento.  Iniciou como tenente, mas rapidamente galgou postos, assumiu o comando em junho de 1843, quando Bento Gonçalves, desligou-se do comando.       
Sua única derrota em toda a guerra foi na Batalha de Porongos, onde relaxado pelas negociações de paz que empreendia com o Barão de Caxias, foi surpreendido pelos soldados de Mouringue, tendo sua tropa massacrada, inclusive os Lanceiros Negros. A Batalha de Porongos deu origem a uma discussão histórica em torno de David Canabarro.  Em 1844, os negros farrapos representavam quase metade do contingente rebelde farroupilha. Neste mesmo ano, em busca da paz, Caxias teria negociado com o general David Canabarro o extermínio dos soldados negros numa batalha supostamente arranjada, a “Surpresa dos Porongos”, em 14 de novembro de 1844.  Como seria de se esperar, os valorosos infantes, lanceiros e cavaleiros negros do pampa farroupilha foram derrotados pelas tropas imperiais.        Como chefe dos revoltosos, aceitou a anistia oferecida pelo governo em 18 de dezembro de 1844  e assinou a Paz de Ponche Verde em 25 de fevereiro de 1845.  
David Canabarro morreu em 12 de abril de 1867, em Santana do Livramento.



22/08/: Dia Internacional do Folclore.     O termo inglês Folklore, resultado da junção de duas palavras Folk (povo) Lore (conhecimento), foi utilizado pela primeira vez em 22 de agosto de 1846, pelo arqueólogo britânico Willian Thomson, com objetivo de criar uma palavra que denominasse o que se poderia chamar de “antiguidades populares”.  A definição foi amplamente aceita e propagada, sobretudo, pela Universidade da Pensilvânia.  
Em 1960, como forma de homenagear Willian Thomsom, a Unesco designou o dia 22 de agosto como o Dia Internacional do Folclore.    
Em 1965, o Congresso Nacional Brasileiro oficializou o dia 22 de agosto com o Dia do Folclore Brasileiro.   
Atualmente a definição mais completa de Folcore é o conjunto das tradições e dos costumes de um povo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TRINTA ANOS DE SAUDADE


Numa tarde fria do dia 17 de agosto de 1986, aos 63 anos de idade, partia para a Estância Celestial, o meu saudoso e queridíssimo pai, Jarcy Cândido dos Reis, grande tradicionalista e líder comunitário. Em sua passagem por este plano, o pai deixou importantes exemplos de religiosidade, de solidariedade, de fraternidade, de amor ao próximo e, sobretudo, de humildade. Nascido em 4 de janeiro de 1923, “lá nas Lagoa”, interior de São Francisco de Paula, meu pai era um autêntico gaúcho serrano e conservou esse jeito de ser até os últimos dias de sua existência. Viveu a maior parte de sua vida em Santo Antônio da Patrulha, onde fixou raízes a partir da década de 1940. Casou-se, em 1949, com a minha mãe, Maria Oliveira dos Reis, com quem teve três filhos: Dalva, Pedro e este que vos escreve. Com o passar do tempo, inseriu-se de forma marcante na comunidade patrulhense. Ajudou a instalar uma paróquia da Igreja Episcopal Anglicana e foi um dos fundadores do Ctg Cel Chico Borges, tendo ocupado vários cargos na patronagem da entidade, chegando ao posto máximo de Patrão, em 1977. De 1978 a 1981, exerceu o cargo de coordenador da 23ª Região Tradicionalista do MTG, entidade da qual também foi conselheiro. Esta sua paixão pela tradição fez brotar em mim e nos meus irmãos, o gosto pela arte, pela cultura e pelo regionalismo gaúcho, legado este que já alcançou seus netos e bisnetos. Em 1981, uma grave enfermidade fez com que ele perdesse a visão. Apesar deste infortúnio, conseguiu manter o bom humor, sua fé inabalável e aquela fantástica vocação para falar a coisa certa na hora certa, a qualquer um que o procurasse em busca de conselhos. Em 1982, foi merecidamente agraciado com o Título de Cidadão Patrulhense. 

Após a sua morte, meu pai foi merecedor de diversas homenagens da comunidade de Santo Antônio da Patrulha. Dentre estas deferências, destaco o fato de existir uma rua com seu nome, no bairro Cidade Nova, e a gentileza da Moenda da Canção em oferecer ao Melhor Letrista do festival o Troféu Jarcy Cândido dos Reis.
Passados trinta anos sem a presença física do meu pai, a saudade ainda é enorme, pois ele foi, e sempre será, meu amigo, meu ídolo e uma referência em todos os aspectos da vida.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 12 DE JULHO

12/07/1927:  Nasce em Santana do Livramento, João Carlos D’Ávila Paixão Cortes. Folclorista, pesquisador, escritor, radialista e agrônomo.
Aos 89 anos, Paixão Côrtes continua sendo um personagem decisivo para a cultura e para o tradicionalismo do Rio Grande do Sul do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva.   Juntos, Paixão e Lessa, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior do Rio Grande, recuperando traços da cultura e do folclore gaúcho. Esta iniciativa trouxe ao conhecimento de todos, diversos gêneros musicais e várias danças como Chimarrita-Balão, Pézinho, Maçanico, Balaio, Cana Verde, Quero-Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Chote Carreirinha, Tatu, Chula, entre outras. Estas mesmas danças que são apresentadas até hoje pelos CTGs de todo Brasil.   Em 1948, Paixão liderou a fundação do 35 CTG, a primeira entidade tradicionalista do estado, e em  1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição.  Em 1954, serve de modelo para a estátua do Laçador, criação do escultor Antônio Caringi, obra que foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre, em plebiscito realizado no ano de 1992.  Em1958, Paixão Côrtes apresentou-se na França, no Olympiá e noutros espaços culturais importantes de Paris. No mesmo começou a apresentar o programa Festança na Querência na  Rádio Gaúcha.   Em 1962, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em1964, apresentou-se em Munique, Alemanha. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil.  Em 1986, ficou 30 dias na Inglaterra, divulgando seus livros traduzidos para o inglês.  Em2003 lançou novo manual, com mais algumas danças como: Valsa da Mão Trocada, Mazurca Marcada, Mazurca Galopeada, Sarna, Graxaim.   Em 2010 foi Patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.  Estes são alguns, poucos, tópicos que traduzem a vida e a representatividade de Paixão Cortes para a arte, para o folclore, para a tradição e para a cultura do Rio Grande do Sul.

Parabéns mestre Paixão Cortes!!!!

Que permaneças conosco por muito tempo ainda.
O Rio Grande precisa de ti e de teus ensinamentos.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 29 DE JUNHO

Além de ser o Dia de São Pedro, o Padroeiro do Rio Grande do Sul, o dia 29 de junho reserva outros acontecimentos históricos importantes,  os quais fizemos questão de registrar no espaço das "Efemérides Rio-grandenses".  Confiram:

29/06/1860: Nascia na localidade de São Martinho, interior do município de Cruz Alta, o jornalista, advogado e político gaúcho Júlio Prates de Castilhos.  O homem que disseminou o ideário positivista no Brasil.
Dirigiu o jornal A Federação, de 1884 a 1889, onde fazia propaganda dos ideais republicanos. Em 1890 elegeu-se Deputado constituinte pelo PRR – Partido Republicano Rio-grandense, tornando-se um de seus principais líderes.  Em 15 de julho 1891, Júlio de Castilhos foi eleito presidente do estado do Rio Grande do Sul, sendo deposto em novembro do mesmo ano.  No final de 1892, vence novamente a eleição e volt a ocupar o cargo de Presidente do Estado. Assume o governo em 25 de janeiro de 1893 e logo em seguida enfrenta e contém a Revolução Federalista de tendência parlamentarista, liderada por Gaspar Silveira Martins.   O chamado Castilhismo consolidou-se como corrente política e teve voz ativa por cerca de quarenta anos, principalmente no Rio Grande do Sul, mas também no restante do Brasil.   Júlio de Castilhos morreu prematuramente em 1903, vítima de câncer na garganta.       A última casa em que viveu foi adquirida pelo governo do Estado em 1905 e ainda neste ano ali instalou o Museu Júlio de Castilhos, situado na Rua Duque de Caxias, centro de Porto Alegre. O político foi também homenageado na capital gaúcha com a construção de um grande monumento na Praça da Matriz.   A localidade onde nasceu, ao emancipar-se de Cruz Alta, tornou-se município e adotou o nome de Júlio de Castilhos, em homenagem ao filho ilustre.  Seus conterrâneos deram-lhe a alcunha de Patriarca do Rio Grande do Sul.


29/06/1905: Nasce Vale Vêneto, Quarta Colônia, à época pertencente ao município de Santa Maria, o padre, jornalista, escritor e poeta Pedro Luiz Botari.  Sacerdote Palotino, foi pároco em Porto Alegre, Santa Maria, Canoas, Cruz Alta e Bagé.  Destacou-se por suas obras/monumentos em homenagem à Virgem Maria, Mãe de Deus, em Vale Vêneto, Cruz Alta, Bagé, locais que se transformaram em santuários.   Como jornalista, assinou a coluna periódica “Crônicas do Paraná”, a partir de 1962, no Correio do Povo de Porto Alegre.  Como poeta regionalista se destacou publicando em livros e na imprensa gaúcha seus poemas, contos e crônicas.  Em 1958 publicou “O Gênio do Pampa”; em 1963, “Sonetos do Pampa”;  1969, “A Virgem Crioula”; 1978, Conquistadora, a Madrinha Crioula dos Gaúchos”, entre outros. 
Muitos de seus trabalhos ainda jazem em periódicos, distantes do acesso fácil dos leitores.  
Padre Pedro Luis faleceu em Bagé, a 23 de agosto de 1983.


29/06/1906: Nasce em Imaruí/SC,  o acordeonista, compositor e cantor Pedro Raymundo. Veio pra Porto Alegre em 1929, quando passou a trabalhar como motorneiro nos bondes da Carris. Nas horas de folga, tocava acordeon e cantava nos bares do Mercado Público.  Dez anos mais tarde já apresentava um programa na Rádio Farroupilha.  
No rastro do sucesso do célebre xote de sua autoria, Adeus Mariana, lançado em 1943, Pedro Raymundo mudou-se para o Rio de Janeiro, para  trabalhar na Rádio Nacional, onde ficou conhecido como o gaúcho alegre do rádio.
Por se apresentar sempre "pilchado", com a indumentária típica do gaúcho, acabou inspirando Luiz Gonzaga a se apresentar com a roupagem característica dos vaqueiros nordestinos, de gibão, chapéu de couro e sandália. 
Pedro Raymundo morreu em 09/07/1973, no Rio de Janeiro.



29/06/1942:  Nasce na localidade de Pontão de Santa Maria, distrito do município de São Luiz Gonzaga, o cantor, compositor e violonista, Pedro Marques Ortaça, mais conhecido por Pedro Ortaça. Um dos quatro troncos missioneiros.  Em 2006 foi agraciado com o Prêmio Vitor Mateus Teixeira de Melhor Cantor do ano. É pai dos também cantores Gabriel, Alberto e Marianita Ortaça  que se apresentam com ele, atualmente, nos seus espetáculos.
Recentemente conquistou o Titulo de  Mestre da Cultura Popular Brasileira.
Ortaça tem 12 discos editados, entre LPs e CDs, e um DVD gravado em 2010, em cinco cidades missioneiras.
Discografia:
1977 - Mensagem dos Sete Povos 
1979 - Chão Colorado 
1982 - Missões, Guitarra e Herança 
1988 - Troncos Missioneiros (com Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá)
1989 - Timbre de Galo 
1991 - Apontando o Rumo 
1992 - De Guerreiro a Payador 
1995 - Grito da Terra 
1998 - 17 Grandes Sucessos de Pedro Ortaça 
2000 - Galo Missioneiro 
2007 - Pátria Colorada
2010 - De Igual pra Igual 


29/06/1957:  Era fundada a Estância da Poesia Crioula, entidade cultural que congrega poetas do regionalismo gaúcho. A fundação da Academia Xucra do Rio Grande, como é carinhosamente conhecida, ocorreu no dia 29 de junho de 1957, dia de São Pedro, Padroeiro da Estância.  Nos dias 27, 28 e 29 de junho de 1957, foi realizado o primeiro Congresso de Poetas Crioulos do Rio Grande do Sul, que teve Vargas Netto como Presidente de Honra e o poeta Hugo Ramirez como Presidente da Comissão Organizadora.  O primeiro Rodeio de Poetas Crioulos teve a adesão de 86 poetas, sendo, estes, considerados Sócios Fundadores. Nestes 59 anos de existência a E P C tem cumprido seus princípios e continua promovendo, anualmente, seu Rodeio de Poetas, editando suas antologias, realizando concursos literários e participando ativamente dos movimentos que venham a promover nossa cultura. A primeira diretoria da Estância teve como Presidente, o poeta Hugo Ramirez. Demais poetas da diretoria: Rui Cardoso Nunes, Jayme Caetano Braun, José Barros Vasconcellos, Dimas Costa, Lauro Rodrigues, Pery de Castro, Nitheroy Ribeiro e Olynto Sanmartin. A Estância da Poesia Crioula tem uma característica marcante que é a de reverenciar seus vates já falecidos. Para isto, idealizou e construiu na entrada da Estância da Harmonia, em Porto Alegre, o Monumento aos Poetas Mortos, composto de uma cancela de varejão, que significa a passagem para as sesmarias do infinito e de uma pedra de sete toneladas chamada de A Pedra da Memória.  O atual presidente da EPC é o poeta Wilson Tubino.


terça-feira, 28 de junho de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 27 DE JUNHO

27 DE JUNHO DE 1848:  Duque de Caxias inaugura a Ponte de Pedra, em Porto Alegre.

Havia até uma espécie de porto junto a Ponte de Pedra.
Em 1820, quando o governador da capitania mandou abrir o "Caminho de Belas”, atual Avenida Praia de Belas, ainda não havia ponte no Riachinho – atual Arroio Dilúvio - para ligar as chácaras ao centro da cidade. Foi construída uma ponte de madeira sobre o Riacho, junto à sua foz no Guaíba. Essa primeira ponte de madeira sofreu repetidos danos e passou por várias reconstruções.  Em 1846, durante o período de pacificação da província rio-grandense, o então presidente da província, Conde de Caxias, decide construir uma nova ponte, de pedra, na embocadura da Rua da Figueira. A ponte cruzava um dos braços do Arroio Diluvio, que se bifurcava onde hoje está o colégio Protásio Alves, e representava a única ligação entra as chácaras do Arraial do Menino Deus e o Centro Histórico de Porto Alegre.  Foi aberta ao público em 1848, ainda em obras. Ela é composta por três arcos plenos, apoiados em duas fundações enterradas nas margens do antigo riacho e sobre dois pegões de pedra aparelhada.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 24 DE JUNHO

24/06/2015:  Falecia em Uruguaiana, em decorrência de uma pancreatite, o cantor e compositor Sérgio Gomes, o "Xucro". Ele tinha  66 anos de idade.
Sérgio iniciou sua carreira artísticas em meados da década de 60, participando de programas da Rádio Charrua, como integrante da dupla Fronteira e Fronteirinha .  
No palco da Charrua ele conheceu e se aproximou de grandes nomes da música gaúcha como José Mendes, os Três Xirus, Gildo de Freitas, Teixeirinha e tantos outros.
Gravou  vários LPs e CDs.
Sérgio Gomes vinha participando de alguns festivais nativistas formando parcerias com os compositores Armando Vasques, Silvio Genro e João Quintana Vieira.


24/06/2015:  Morria, aos 80 anos, o poeta, comunicador e tradicionalista Antônio Augusto Fagundes, o "Nico" Fagundes.      Ele também foi advogado, antropólogo, professor, escritor, folclorista, ator e comunicador de rádio e TV. Nico começou a carreira jornalística em 1950, aos 16 anos, no jornal "A Gazeta de legrete", o mais antigo do Rio Grande do Sul, nas funções de cronista e repórter. No mesmo período começou a atuar na Rádio ZYE9 --- Rádio Alegrete, apresentando programas humorísticos e gauchescos.   Em 1954, mudou-se para Porto Alegre, ingressando em seguida, por intermédio do poeta Lauro Rodrigues, no "35", Centro de Tradições Gaúchas, o CTG. No mesmo ano, tornou-se redator do Jornal "A Hora", no qual atuou durante muitos anos com a página "Regionalismo e Tradição".  
Em 1955, passou a fazer parte do Instituto de Tradições e Folclore da Divisão de Cultura do Estado. Durante oito anos fez formação em folclorismo, especializando-se em Cultura Afro-gaúcha.
Tornou-se professor de danças folclóricas e literatura gauchesca no Instituto de Tradições e Folclore. Viajou para a Europa como sapateador do Grupo Gaudérios, morando em Paris por quatro meses. Iniciou pesquisas de indumentária gaúcha, tornando-se a maior autoridade sobre o assunto no Rio Grande do Sul.
Foi contratado pela TV Piratini para atuar como ator. Foi um dos fundadores do Conjunto de Folclore Internacional, batizado de "Os Gaúchos", e do qual foi diretor durante 15 anos. Fundou, no Instituto de Tradições e Folclore, a Escola Gaúcha de Folclore, de nível superior, que funcionou durante seis anos. Atuou como titular nas cadeiras de danças folclóricas e indumentária gaúcha. Foi diretor da escola durante seis anos.
No início da década de 1960, conquistou o primeiro lugar em concurso literário promovido pelo Instituto Estadual do Livro, com a obra "Destino de Tal". Pouco depois passou a trabalhar na TV Tupi. Viajou para Espanha e França, com o conjunto de folclore internacional "Os Gaúchos". Escreveu o roteiro do filme "Para Pedro". Atuou como ator, assistente de direção e consultor de costumes do filme "Ana Terra".  Escreveu o roteiro, dirigiu e trabalhou como ator no filme "Negrinho do Pastoreio", com Grande Otelo.  Atuou ainda como ator no filme "O Grande Rodeio", o qual também produziu e dirigiu. Em 1976, ingressou na Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. 
Em 1982, passou a apresentar o programa "Galpão Crioulo", na RBS TV.
Em 1984, passou a apresentar o programa Galpão do Nativismo na Rádio Gaúcha. No mesmo ano voltou a atuar no jornalismo, escrevendo no Zero Hora. Em 1998, comandou em Paris, a apresentação do Grupo "Os Gaúchos". No mesmo ano escreveu a peça teatral "A Proclamação da República Rio-grandense".
Ao longo de sua carreira recebeu diversos prêmios, entre os quais, Prêmio Copa Festivales de España, Medalha de Bronze da Televisão Mundial pelo programa "Galpão Crioulo" e o Troféu Guri da Rádio Gaúcha.   Recebeu inúmeros prêmios em poesia, canções gauchescas, declamações, danças folclóricas e teses.   É autor de mais de 100 músicas, entre as quais, "Canto Alegretense".
Em 2012, foi aclamado em livro, pelo escritor Renato Mendonça, como um dos pilares da tradição gaúcha. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 23 DE JUNHO

23.06.1965:  Nascia em Esmeralda, o cantor e compositor nativista João Darlan Bettanin, conhecido no cenário da cultura gaúcha como Xiruzinho.  
Seu jeito de cantar lembrava o estilo de seu ídolo Noel Guarany. Tinha 5 discos gravados e um livro publicado.     
Xiruzinho morreu em 20/04/2014, vítima de acidente de trânsito em São Francisco de Paula.



23.06.1995:  Morre em São Borja, aos 63 anos de idade, o poeta e compositor Aparício Silva Rillo, um dos nomes mais reluzentes da cultura rio-grandense. 
Em 1959, escreveu seu primeiro livro de poesias: “Cantigas do Tempo Velho” – versos crioulos.  A partir desse, vieram mais de 40 obras, entre elas poesias, prosa, peças de teatro, novelas, teses, monografias, antologias, além de folclore e história.   
Foi membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Academia da Estância da Poesia Crioula.    
Em 1962, fundou o Grupo Amador de Arte “Os Angüeras”.   
Foi um dos maiores letristas da história da música do Rio Grande do Sul,  participando de forma decisiva, para a criação e preservação de inúmeros festivais nativistas.   
Em 1971, escreveu “Andarengo”, musicada por José Bicca, primeira música a subir ao palco da 1ª Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana.  Meses mais tarde, idealizou o Festival da Barranca.   
Homem de bom coração, Rillo era amigo dos amigos.   Incentivou o aparecimento de vários poetas e compositores, como: José Hilário Retamozo, José Bicca, Miguel Bicca, Mano Lima e um de seus mais fiéis discípulos, Rodrigo Bauer.    
Em maio de 1991, escreveu “Poço de Balde”, o seu último livro de poemas.  
Aparício Silva Rillo nasceu em 08 de agosto de 1931, em Porto Alegre.



quarta-feira, 22 de junho de 2016

22 DE JUNHO - EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES

Darcy Fagundes e seu parceiro  de Grande Rodeio, Dimas Costa (1957).
22/06/1984: Morre, aos 59 anos de idade, o poeta, declamador, ator e radialista Darcy Fagundes, o "Vaqueano do Rádio", como ele se auto intitulava.   
Notabilizou-se por apresentar o programa Grande Rodeio Coringa, durante 15 anos na rádio Farroupilha, inicialmente em parceria com o então já consagrado, Paixão Cortes. Mais tarde dividiu a apresentação do programa com o poeta Dimas Costa e, por último com  poeta, cantor e compositor Luiz Menezes.  
Comandou também o programa "Invernada Gaúcha", na TVE e o programa “Madrugada Gaúcha”, na  Rádio Gaúcha.   
Em 1968 lançou o LP Tropa Amarga, que trazia poemas de grandes autores gaúchos.   
Darcy Fagundes nasceu em 15 de dezembro de 1925, em Uruguaiana.