segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ROSALVA ROCHA COMANDA O MUSEU CALDAS JUNIOR


Rosalva Rocha, Prefeito Daiçon Maciel, vereador Rodrigo Massulo e Secretária Eliana Cunha
Tomou posse na última sexta-feira (13/01) a nova presidente da Fundação Museu Antropológico Caldas Júnior, a Bacharel em Turismo, Rosalva Rocha. Ela, que hoje preside o Grêmio Literário Patrulhense, aceitou o convite feito pela Secretária da Cultura Turismo e Esportes de Santo Antônio da Patrulha, Eliana Cunha.
Durante o evento realizado no Jardim do Museu, Rosalva disse que foram, o amor por Santo Antônio da Patrulha e a parceria que pode render bons frutos, os principais motivos que a fizeram aceitar o cargo. Destacou ainda a certeza de que, com a equipe integrante da Fundação, com a Secretaria e com o apoio do Prefeito, bons projetos serão realizados.
A secretária Eliana lembrou da amizade com Rosalva, desde os tempos de escola e da época em que frequentaram a faculdade de Turismo.  Disse que acredita muito nesta sintonia para promover e fortalecer a cultura e o turismo da cidade.
O prefeito agradeceu à Rosalva por ter aceitado convite, lembrando que o cargo de presidente não é remunerado. “Tivemos muita sorte, pois uma pessoa com a qualificação da Rosalva, aliada a seu carinho pela cidade, só poderá superar as expectativas que temos para este espaço tão importante, que é o Museu Caldas Júnior”, comemorou Daiçon.
A solenidade contou com a apresentação dos músicos Diogo Barcellos e Raffa Ramos.

Rosalva Rocha é Bacharel em Turismo pela PUC/RS, com MBA em Gestão de Telecomunicações pelo IBMEC - Rio de Janeiro, e Técnica em Administração pela FURG, tendo desenvolvido sua carreira profissional nas empresas MATONE, VIVO, NET SÃO PAULO e OLVEBRA, iniciando sua atuação como Secretária Executiva e, posteriormente, como Gestora de Call Centers. 
Próximo à sua aposentadoria, agregou-se à Consultoria API-PROJETOS, desenvolvendo projetos de relacionamento com clientes e treinamentos na mesma área. 
Na parte literária, iniciou em 2007, de forma amadora, com a publicação do livro "aos 40!", em coautoria. De lá para cá, participou de várias Oficinas Literárias e, em 2011 passou a integrar, como correspondente, o Grêmio Literário Patrulhense e a Academia dos Escritores do Litoral Norte Gaúcho.  Em ambas, participou de diversas Antologias, bem como das três edições do PROSA NA VARANDA (2013 - 2014 - 2015). 
No ano passado assumiu a Presidência do Grêmio Literário e também participou, como coautora, do livro SUAS EXCELÊNCIAS, OS PERSONAGENS.
Trabalha atualmente na PAVANE - Persianas e Esquadrias de Alumínio e esporadicamente ainda atua como Consultora de Empresas.

FÃ NÃO VOTA EM ÍDOLO

Dando uma geral nos meus guardados, reencontrei, na edição do Jornal Painel, do dia 16/10/1998, há 18 anos portanto, um texto interessante que elaborei para a coluna "Pelo Rio Grande" que eu mantinha naquele periódico Osoriense. O título é "Fã não vota em ídolo" e trata do frequente insucesso dos artistas regionais gaúchos, registrado a cada pleito eleitoral.
Estão aí os exemplos recentes de César Oliveira e Luiz Marenco que ratificam este intrigante fenômeno.
Como curiosidade de reflexão, acho que vale a leitura.

OS MELHORES DO ANO - REPÓRTER FARROUPILHA.

Reproduzo, direto blog Repórter Farroupilha, do portal G1, o resultado da promoção "Os Melhores do Ano", iniciativa do amigo Giovani Grizotti, que contou com a minha modesta contribuição. 
Parabéns aos aclamados.
Confiram:


A votação para escolher os "melhores do ano" da música regional gaúcha está encerrada e os vencedores já são conhecidos. 
Jorge Guedes levou dois primeiros lugares: Melhor CD (Um Cacique e Sua Gente) e Melhor Música "Que Nem Dois Ermão" (Rodrigo Bauer/Jorge Guedes)
Já "Dois Tempos do Cantor Pampeano" (Rômulo Chaves/Nirion Machado) interpretada por Adair de Freitas e Jean Kirchoff, foi escolhida a melhor música de festival. 
Rômulo Chaves também foi eleito o melhor compositor. 
João Luiz Corrêa & Campeirismo ficou em primeiro lugar na categoria Melhor Grupo de Baile, enquanto que Cristiano Quevedo foi escolhido o Melhor Cantor.
A vencedora na categoria Melhor Cantora é Priscila Olave (atual campeã do Enart), que ultrapassou Anahy Guedes, líder na maior parte do tempo. Já como Melhor Gaiteiro o público escolheu Porca Véia, enquanto que o Grupo Mas Bah venceu em Melhor Projeto/Show. A Revelação de 2016 é Cristiano Fantinel, que disputou voto a voto com André Teixeira e Paulinho Mocelin. 
Parabéns a todos esses artistas que tanto nos orgulham. 
Em breve, realizaremos um evento para celebrar essas conquistas. 
Foram mais de 250 mil votos na enquete que agitou as redes sociais nos últimos 30 dias!

35ª GAUDERIADA - RESULTADO

Marcelo Oliveira: Melhor Intérprete da Gauderiada
A 35ª Gauderiada da Canção Gaúcha, um dos mais importantes e longevos festivais de música do Rio Grande do Sul, aconteceu de 12 a 15 de janeiro em Rosário do Sul e destacou os seguintes trabalhos:

Primeiro Lugar:  PRINCÍPIO
Letra:  Gujo Teixeira/Evair Gomes
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Adriano Gomes e Ita Cunha

Segundo Lugar:  GOTA DE SOMBRA
Letra:  Guilherme Collares
Melodia: Edilberto Bérgamo
Interpretação: Marcelo Oliveira

Terceiro Lugar:  PERFIL
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Marcello Caminha
Interpretação: Pepeu Gonçalves, Anomar Danubio Vieira e Os Caminhas

Mais Popular:   SENHORA VANERA
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Ita Cunha

Melhor Tema Campeiro:   PERFIL
letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Marcello Caminha
Interpretação: Pepeu Gonçalves e os Caminhas

Melhor Conjunto Vocal: GOTA DE SOMBRA - Marcelo Oliveira e Grupo
Melhor Melodia:   MEU AMOR QUE ELA ROUBOU - Marcelo Oliveira
Melhor Instrumentista: RICARDO COMASSETO -  Gaita Botoneira

Melhor Intérprete:  MARCELO OLIVEIRA -  Gota de Sombra
Revelação: RODRIGO COLLARES

sábado, 14 de janeiro de 2017

TIRANA CHARRUA. PORQUE NINGUÉM MAIS DANÇA ??

Quem me vê hoje em dia, talvez nem imagine que já fui um grande sapateador. 
Não, não é falta de modéstia, é verdade mesmo.  Basta perguntar pra quem me conheceu lá pelo final da década de 1970 até meados da de 1980.
Tá certo, já faz quase 40 anos.  Mas, apesar deste tempo todo, ainda lembro como se tivessem acontecido ontem, as inúmeras apresentações, individuais e coletivas, das quais participei como integrante da Invernada Artística do CTG Coronel Chico Borges, entidade da minha terra natal, Santo Antônio da Patrulha.
Eu era “meio enjoado” no sapateio da Chula, do Malambo e das danças tradicionais, que naquela época, entre 1976 e 1981, não eram mais do que vinte.  
Nós, integrantes da invernada do Chico Borges, além de sabermos todas as danças oficiais, tínhamos ainda no nosso repertório, uma dança a mais, chamada “Tirana Charrua”, que nos foi ensinada pelo grande sapateador e excelente coreógrafo, Edegar Campos, à época nosso instrutor. 
A execução da Tirana Charrua era um dos momentos mais esperados pela plateia que assistia as nossas apresentações, pois se configurava num bonito espetáculo de sapateios, recitados e sarandeios, que exigia boa memória, criatividade e muita habilidade dos dançarinos, motivos pelos quais cativava e encantava o público.  
Pra dançar a Charrua, bastavam dois peões, os mais destacados do grupo, que tivessem boa agilidade no sapateio, e uma penda, preferencialmente a melhor e, sempre que possível, a mais graciosa da invernada.  Eu era sempre um destes peões.
O gaiteiro abria a cordeona, iniciando os acordes da melodia própria da referida dança. 
Na terceira volta, a prenda se movimentava, sarandeando, em direção ao centro da pista do salão, ou do palco, se fosse o caso. 
Mais uma ou duas voltas da música e ela mandava “parar a gaita”, após o que recitava estes versos:
Eu entrei neste salão
Com meu vestido de luxo
Quero ver se aqui encontro
Ou se existe algum gaúcho                         

Após os versos recitados pela prenda, o gaiteiro reiniciava a melodia da Tirana e logo já era interrompido - “pára a gaita gaiteiro” - , desta vez por um dos peões que, vindo de um lado da pista, aceitava o desafio da prenda e declamava uma glosa,:
Chinoca quando te vi
Senti um aperto no coração
Vou fazer um passo dobrado
De arrastar a espora no chão

Depois dos versos proferidos pelo peão, o gaiteiro reiniciava a música.  O peão, executando passos sapateados, dirigia-se até o centro da pista, onde a prenda continuava sarandeando.
Ao se se aproximarem, o peão e a prenda encenavam uma espécie de “namoro”, no qual o peão sapateava ao redor da prenda, executando, no final de cada compasso, uma “castanhola”, levantando os dois braços e fazendo estalar o dedo médio com o polegar.
Ao final do quarto compasso, o peão cumprimentava a prenda e se retirava do centro da pista, sapateando, de costas, até o seu lugar de origem.
A prenda continuava sarandeando e dança prosseguia até que a prenda mandava o gaiteiro novamente “parar a gaita”, após o que recitava outra estrofe desafiadora:
Eu entrei neste fandango
E desafiei um gaúcho
Mas este que veio agora
Não aguentou o repuxo

Depois do verso "debochado" da prenda, o gaiteiro retomava os acordes da melodia da Tirana Charrua, até o momento em que era novamente interrompido, desta feita pelo outro peão, posicionado em outra extremidade da pista. O peão também recitava uma glosa para a prenda:
Prenda linda, flor gaúcha 
Gostei da tua arrogância
Quero ver se te agradam
Os passos da minha dança

Depois da fala do peão, a música reiniciava e este, sapateando, dirigia-se até o centro da pista, onde a prenda o esperava sarandeando.
A exemplo de seu “oponente”, ele sapateava ao redor da prenda e, no final de cada compasso, executava uma “castanhola”.
Ao final do quarto compasso, o peão, sapateando de costas, retornava ao seu local de origem.
A chegada do segundo peão na lateral da pista, era a “deixa” para a etapa final da Tirana Charrua, quando os dois peões, executando seus melhores passos de sapateio, dirigiam-se ao centro, para demonstrarem simultaneamente, suas habilidades para prenda.
Os dois peões faziam a mesma coreografia da primeira parte, cada um por um lado da prenda.
Ao final do quarto compasso, eles sapateavam mais dois compassos e encerravam a dança, um ajoelhado e o outro de pé, cada um segurando uma das mãos da prenda.

Dava gosto de dançar a Tirana Charrua, pois além de ser muito bonita, era vistosa, divertida e uma desafiadora demonstração de talento.  
Agora, transcorrido este tempo todo, digam-me os mais entendidos do que eu... 
Porque razão não se fala mais e muito menos, se assiste apresentações da Tirana Charrua   ??
Será que ela foi inventada pelo nosso instrutor, Edegar Campos?  
Não existe nenhuma pesquisa de campo que comprove a existência dessa dança?

Talvez algum instrutor de dança, ou quem sabe o nosso mestre e ícone maior do folclore gaúcho, Paixão Côrtes, possa responder.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

HORACIO GUARANY MORRE NA ARGENTINA

Faleceu nesta sexta-feira, 13 de janeiro, o cantor e compositor argentino Horacio Guarany.

Tive o privilégio de conhecê-lo e de entrevistá-lo, à época para a Rádio Rural, quando ele apresentou seu espetáculo numa das edições do festival Um Canto Para Martin Fierro, em Santana do Livramento.
Lamentavelmente a equipe de segurança (exageradamente truculenta) não permitiu que eu eterizasse  aquele momento Numa fotografia.  Mas, tudo bem. O que importou realmente, foram os breves instantes em que pude prosear com ele, naquela que foi uma  das minhas inesquecíveis experiências como profissional da comunicação.

Batizado Eraclio Catalín Rodriguez, Horacio Guarany, estava com 91 anos de idade e preferia viver isolado em sua chácara "Plumas Verdes", situada na cidade de Luján, na Argentina.  A causa da morte foi insuficiência cardíaca.
Horacio Guarany iniciou sua brilhante carreira artística aos 17 anos de idade, quando decidiu morar em Buenos Aires.     No começo, cantava música folclórica, boleros e tangos.  Em 1957, lançou  primeiro de seus 57 discos.
O apogeu da carreira foi nas décadas de 1960 e 1970, quando reivindicada, em suas canções,  uma vida melhor para peões, campeiros e trabalhadores  em geral.
Conquistou 15 discos de ouro, 10 de platina  e foi distinguido com o "Konex de Platina", como o "Mayor Cantante Masculino del Folclore".
Manteve-se em atividade até os 90 anos de idade, quando se apresentou pela ultima vez no Festival de Folclore Jesus Maria Jose.
Ao longo de seus 75 nos de carreira, tornou-se um dos mais populares e respeitados artistas do folclore sul americano.
Horacio Guarany nasceu em 15 de maio de 1925, na cidade de Las Garzas, província de Santa Fé.

Fonte e foto: Clarin

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 13 DE JANEIRO

Ruínas de São Nicolau                                   Foto: Portal das Missões

13/01/1626:  O padre Jesuíta Roque Gonzales, cria o aldeamento Guarany San Nicolas (São Nicolau), situado a margem direita do Rio Piratini.  
Este primeiro ato de brancos no território gaúcho, marca o surgimento da província do Rio Grande de São Pedro.









13/01/1750:   Entra em vigor o Tratado de Madri, que definiu os limites territoriais entre as colônias portuguesa e espanhola na América do Sul.    

Pelo tratado, Portugal cedia a Espanha a Colônia de Sacramento e o estuário do Rio da Prata e, em contrapartida, receberia as áreas onde ficam atualmente os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, região onde se formaram os territórios das Missões Jesuíticas. 
Portugal receberia também a porção territorial que corresponde atualmente ao estado de Mato Grosso do Sul




13/01/1852:  Nasce na Vila de Arroio Grande, a época distrito de Rio Grande, atual município de Arroio Grande, o militar e grande líder maragato Gumercindo Saraiva, um dos vultos mais importantes da revolução federalista de 1893.  
Lutou bravamente ao lado de seus irmãos Aparício e Mariano Saraiva. Depois de algum tempo refugiado no Uruguai, Gumercindo volta ao Rio Grande do Sul para juntar sua tropa de 400 homens ao exército do general João Nunes da Silva Tavares, formando assim o famoso Exército Libertador, que pouco tempo depois já possuía um contingente de 12 mil soldados.  
Estrategista que era, Gumercindo evitava os enfrentamentos convencionais, preferindo utilizar a tática de guerrilhas, o que acabou por dar-lhe alguns resultados positivos.
Peleou em vários cantos do Rio Grande do Sul e também em Santa Catarina e no Paraná, retornando ao Rio Grande em 1894.
Em marcha pelos três estados do sul, o General Gumercindo Saraiva e suas tropas percorreram a cavalo, um trajeto de mais de 3.000 km.
Em 27 de junho de 1894 enfrentou sua última batalha.  Enquanto reconhecia o terreno na véspera da Batalha do Carovi, em Capão do Cipó, Gumercindo Saraiva foi atingido traiçoeiramente, por um tiro no tórax, vindo a morrer no dia 10 de agosto de 1894.



13/01/1940:   Nasce em São Borja, o poeta, militar e advogado José Hilário Ajalla Retamozzo.  
Sócio fundador da Estância da Poesia Crioula e seu ex-Presidente.    
Na condição de poeta e compositor, conquistou mais de cem premiações nos principais festivais de Música e de Poesia do Rio Grande do Sul, dentre as quais se destaca o primeiro lugar da 4ª Califórnia da Canção de Uruguaiana, em 1974, com Canção dos Arrozais.
Também é o autor de Poncho Molhadoum dos clássicos da música regional gaúcha, eternizado na voz de José Cláudio Machado. 
Coronel da reserva da Brigada Militar, corporação à qual dedicou-se por 35 anos, Retamozo foi também professor, ensaísta e escritor, tendo publicado dezenas de livros cujas tiragens já ultrapassaram 30 mil exemplares.   Dentre as publicações, destacam-se “Reduto de Bravos”, “Rodeio do Tempo”, “Provincianas”, “Cantos Provincianos” e “Décimas e Milongas”.  
Foi membro da Academia Sul-Rio-grandense de Letras, da Academia de Letras da Fronteira Sudoeste e Diretor do Instituto Estadual do Livro.     
Autor dos Hinos de Rosário do Sul, São Luiz Gonzaga e São Miguel das Missões.   
José Hilário Retamozo faleceu em 19 de setembro de 2004.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 10 DE JANEIRO


10 DE JANEIRO DE 1927:   Nasce em Porto Alegre, o tradicionalista Cyro Dutra Ferreira.  Um dos pioneiros do Piquete da Tradição, era integrante do Grupo dos Oito.  Participou da criação da Chama Crioula e da 1º Ronda Crioula, realizada de 07 a 20 de setembro de 1947.  No ano seguinte, participou da fundação do 35CTG, do qual foi patrão nos anos de 1955/56 e 1963/64.    
“Seu Cyro” como era conhecido, também se dedicou a literatura, tendo  escrito e publicado livros como “35 CTG – Pioneiro do MTG”, “Carreta Campeira” e “Campeirismo Gaúcho”.  
Destacou-se igualmente no papel de palestrante e difusor dos assuntos relacionados ao tradicionalismo a prática campeira.   
  Cyro Ferreira faleceu em 09 de agosto de 2005, no seu sítio em General Câmara


10 DE JANEIRO DE 1989:  Promulgada pelo deputado Algir Lorenzon, à época presidente da Assembleia Legislativa do Estado, a Lei  nº 8.813, de autoria do então deputado Estadual Joaquim Moncks, que definiu a indumentária gaúcha como traje de honra e de uso preferencial no Rio Grande do Sul. 
Ficou designada como a “Lei da Pilcha Gaúcha".     
Será considerada "Pilcha Gaúcha" aquela que reproduza, com autenticidade e elegância, a sobriedade da nossa indumentária histórica, de acordo com os ditames traçados pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.  
Deputado Joaquim Moncks
Visando complementar e tornar mais claros os objetivos da Lei 8.813, foi definida, na 76ª Convenção Tradicionalista, realizada em 30/07/2011,  na cidade  de Taquara, a Pilcha oficial Gaúcha.  
Os elementos que integram o  traje masculino são: 
Bombacha, Camisa, Lenço, Colete, Paletó, Cinturão ou Guaiaca, Faixa, Pala, Faca, Chapéu, Bota e Espora.  
O traje feminino deve ser  formado basicamente por:  
Vestido de Prenda,  Saia e Blusa, Saia e Casaquinho, Saia de Armação, Bombachinha, Meias, Sapato, Sapatilha ou Botinha.
A "Pilcha Gaúcha" poderá substituir o traje convencional em todos os atos oficiais, públicos ou privados, realizados no Rio Grande do Sul

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 09 DE JANEIRO

09 DE JANEIRO DE 2014:   
Morre aos 66 anos de idade, o cantor, acordeonista e compositor Carlos Roberto Macedo Monteiro,  artisticamente conhecido pela alcunha de Crioulo dos Pampas. 
Sem dúvida, era um dos artistas mais populares do regionalismo gaúcho. 
Seu canto era direcionado as pessoas mais humildes, para as quais será inesquecível.
Crioulo dos Pampas fez grande sucesso com a música Nego Bom Não Se Mistura.


domingo, 8 de janeiro de 2017

GAUCHITO GIL - O SANTO GAUCHO ARGENTINO

Por indiciação do me amigo Jaime Ribeiro, músico, compositor e comunicador dos buenos, lá de Uruguaiana, fui pesquisar a vida do Gauchito Gil, personagem folclórico da cultura argentina, que tem forte influência na região da fronteira do Rio Grande do Sul. Me impressionei com sua história e com a veneração que o povo argentino tem por ele.    Merece nosso destaque.


08 DE JANEIRO DE 1878:  Morre Antonio Mamerto Gil Núñez, o Gauchito Gil, lendário personagem da cultura popular argentina.   É considerado o mais proeminente santo gaúcho na Argentina. 
Não está incluído na liturgia católica.
Existem pelo menos três versões sobre sua trajetória de vida, mas todas reconhecem que ele foi inicialmente um trabalhador rural e depois um desertor da Guerra da Tríplice Aliança.  
Comandando um grupo de autônomos, ia de povoado em povoado saqueando e roubando dos ricos para distribuir aos pobres. Perseguido, acabou sendo preso e degolado.
Antes de ser executado, Gauchito disse ao seu carrasco que deveria rezar em seu nome pela vida de seu filho, que se encontrava muito doente.  O comissário assim o fez, e seu filho sarou milagrosamente. Ele então deu ao corpo de Gil um enterro apropriado. 
No local do túmulo de Gauchito Gil, localizado a cerca de 8,2 km da cidade de Mercedes, foi construído um Santuário que recebe atualmente centenas de milhares de peregrinos a cada ano, especialmente no dia  8 de janeiro, dia do aniversário da morte do Santo.
Gauchito Gil, supostamente, nasceu na década de 1840, na área de Pagamento Ubre, hoje Mercedes, província de Corrientes.