sábado, 16 de junho de 2012

SHANA MULLER TROCA DE GALPÃO


Baseado na informação oficial emitida pela direção da TVE, que transcrevo logo abaixo, nesta mesma postagem, permito-me especular que a minha amiga Shana Muller, baita cantora e agora também apresentadora de sucesso, está mudando de Galpão.  Deixa o Galpão Nativo da TVE, onde atua ao lado de Carlos Cachoeira na condução do programa, e passa a apresentar, ao lado de Neto Fagundes, o Galpão Crioulo da RBS TV. 
Desde a saída do mestre Antônio Augusto Fagundes do comando do programa, o nome de Shana Muller tem sido veiculado como sua provável substituta, embora não haja, até agora, a confirmação deste fato. 
Tomara que esta mudança se confirme, pois capacidade, carisma e talento ela tem de sobra. Além do mais conhece o universo artístico e cultural do estado como poucos e está preparada para esta grande desafio.  E vai  formar uma baita dupla com o já experiente Neto Fagundes
To muito faceiro pelo sucesso e por esta significativa conquista da minha amiga e colega Shana Muller.

Vejam a seguir a correspondência da Assessoria de Comunicação da Fundação Piratini, entidade que comanda a TVE.



Galpão Nativo estreia próxima temporada com nova apresentadora

Programa será produzido em locação e cenário próprios

O Galpão Nativo, primeiro programa nativista da televisão do Rio Grande do Sul, com 30 anos de história, iniciará a 3ª temporada com novos formato e apresentadora a partir de agosto. A futura companheira de Carlos Cachoeira será escolhida em breve e terá como principal característica uma forte ligação com a cultura nativista de raiz no RS. Além disso, o Galpão terá novo cenário, em locação com vista privilegiada de Porto Alegre, e manterá o clima inovador para abordar a cultura local.

A cantora Shana Müller, que estreiou como apresentadora de televisão na TVE, deixa o programa para integrar a equipe da RBS TV. Segundo a artista, trabalhar na Fundação Piratini foi gratificante: "Me sinto realizada por ter experimentado o trabalho na televisão pela primeira vez em um programa que promoveu o encontro entre a cultura tradicional gaúcha e a nova safra de artistas que está despontando. Fui muito bem recebida pela equipe, que me impressionou por seu senso de colaboração. Tenho orgulho de ter trabalhado em um projeto genuíno de valorização do regionalismo".

O Galpão Nativo teve sua reestreia em agosto de 2011 e estabeleceu um novo formato de abordagem da cultura regional. Por meio da dinamização do seu roteiro, o programa transformou-se em um espaço de valorização do diálogo entre a contemporaneidade e a tradição, sem deixar de lado a simplicidade do homem do campo.

O programa foi apresentado durante 29 anos pelo poeta e compositor Glênio Fagundes. Sua história se mistura a do nativismo e da identidade cultural do Rio Grande do Sul. A reestreia do Galpão abriu caminho para novos talentos e deu espaço para o olhar feminino sobre a cultura regional.


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Anahy Metz 

Assessora de Comunicação Social 
Diretoria de Marketing Cultural
Fundação Cultural Piratini - Rádio e Televisão 
DRT 15370 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

GENTE GAÚCHA NA CABEÇA

Baita parceria que fechamos com a Cia das Camisetas, empresa do meu amigo Alexandre Oliveira, que me forneceu uma remessa de bonés bonitos uma barbaridade (vejam na imagem), todos com a marca da Gente Gaúcha, a minha produtora de eventos.
No ano passado a Cia das Camisetas já havia me fornecido um lote de camisetas que fizeram sucesso de montão.
Agradeço ao Alexandre Oliveira e a Cia da Camiseta pelo carinho e pela atenção e deixo a dica àqueles que precisam de material de divulgação, procurem a Cia das Camisetas, a fornecedora oficial da Gente Gaúcha.
O telefone é (51) 3560.1456.

terça-feira, 12 de junho de 2012

CESAR E ROGÉRIO EM PREMIAÇÃO NACIONAL



Acontece nesta quarta-feira, dia 13, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a 23ª edição do Prêmio da Música Brasileira e o dueto já confirmou presença! Esta é a terceira vez que César & Rogério estão entre os finalistas da maior premiação do cenário musical do país. Vencedores da categoria melhor dupla regional em 2008, também estiveram entre os indicados em 2007.  Neste ano, concorrem pelos CDs Rio-grandenses (Volume I – Histórico e Volume II - Convidados), selecionados a partir 735 CDs inscritos. 


Mariana Pires
Ass.Imprensa & Produção Executiva 
Fone: 51. 9822.9151
www.cesarerogerio.com.br
www.twitter.com/cesar_rogerio

sábado, 9 de junho de 2012

FRIO E BUGIO


Estes dois ingredientes, frio e bugio, se completam e são fundamentais para a cidade de São Francisco de Paula, pequeno pedaço de paraíso encravado na serra gaúcha.  Pelo menos nos dias em que acontece o Ronco do Bugio, um dos mais autênticos e conceituados festivais do Rio Grande do Sul. E foi exatamente assim, com muito frio que ocorreu de 06 a 08 de junho, a 21ª edição do evento.  A sensação térmica era glacial, tanto que na noite de quinta-feira, uma grossa camada de gelo cobria tetos e parabrisas dos carros.
Gelo cobria carros


Pra poder enxergar alguma coisa, a saída foi usar a água do mate pra derreter a crosta que se espalhava pelo vidro. Mas o frio se limitava às condições climáticas, pois a hospitalidade do povo serrano fez aquecer a alma e o coração daqueles que, como eu, lá estavam prestigiando o Ronco.  Inclusive, tive a honra de atuar como jurado, ao mesmo tempo em que prestei assessoria técnica ao pessoal da prefeitura e da Orange Produtora, responsáveis pela realização e organização do  festival, aos quais deixo agradecimentos pela confiança depositada na minha capacidade de trabalho.  Por sinal, esta experiência como jurado foi extremamente prazerosa, pois tive o privilégio de formar a mesa avaliadora ao lado de figuras importantes para a música regional gaúcha, de cuja amizade tenho a honra de desfrutar: Cristiano Quevedo, Érlon Péricles, Rivadávia Barreto e Gonzaga dos Reis.  Com estes amigos vivenciei instantes de diversão e aprendizado, de lazer e de trabalho, no frio do Ginásio de Esportes ou na volta de uma lareira, quase sempre com mate, vinho e café preto, por que água não dava pra beber, tava sempre muito gelada.
Baita parceria
Também foi maravilhosa, com sempre, a companhia da minha "patroa" Estela Lauser, a Estelinha, cuja parceria e cumplicidade são fundamentais  na minha vida.
Mas voltando ao festival, razão principal desta postagem, tenho a dizer que gostei da qualidade das música apresentadas, sobretudo na noite final. Bugios tradicionais, dividindo o palco com outros mais projetados, bons arranjos, boas interpretações, numa mostra de que é possível imprimir ousadia sem perder o sentido de autenticidade.
Ao final, todos saíram vencedores, pois mais um festival foi realizado, gerando  um produto cultural e criando oportunidades de trabalho e renda para a classe artístico musical.
Quanto a premiação, me pareceu justa, sendo que os destaques foram os seguintes:
1º Lugar e Mais Popular: Abraço Eterno 
(Dionísio Costa/Rico Baschera)
Int: Rico Baschera e Leomar Ferraz)
2º Lugar: Cordeona

Jadir Oliveira/ Jadir Oliveira Filho)
Int: Jadir Oliveira Filho e Grupo Mas Bah!
3º Lugar: Hoje e Sempre Bugio

(Edson Brito)
Int: Volnei Gomes
Melhor Intérprete: Volnei Gomes 
Melhor Instrumentista: Tiago Quadros (Bugio Domador)







terça-feira, 5 de junho de 2012

BUENAS: CINCO ANOS DE SUCESSO

É hoje, meus amigos, o baita show do Buenas e M'Espalho, no Opinião, ali na José do Patrocínio, no coração da Cidade Baixa, em Porto Alegre.
Érlon Péricles, Cristiano Quevedo, Angelo Franco e Shana Muller comemoram os cinco anos de sucesso do projeto Buenas e M'Espalho, com muita alegria e participações especiais de Luiz Carlos Borges, Renato Boghetti, Humberto Gessinger e Esteban Tavarez.
O show começa as 22horas e os ingressos estão a venda nas Lojas Multisom.
Não dá pra perder !!!

sábado, 2 de junho de 2012

CTG PATRULHA DO RIO GRANDE - JUBILEU DE PRATA


Neste dia 02 de junho, o CTG Patrulha do Rio Grande completa seu Jubileu de Prata.  Vinte e cinco anos dedicados a promover, praticar, incentivar e divulgar o tradicionalismo gaúcho em Santo Antônio da Patrulha.  Ao longo deste tempo, o “Patrulha”, como é carinhosamente chamado pela comunidade patrulhense, foi se estruturando, se organizando, se popularizando, acolhendo novos integrantes, renovando suas patronagens e hoje se destaca como uma das mais atuantes entidades tradicionalistas do Litoral Norte gaúcho. 
A passagem desta data reavivou em minha memória as primeiras ações desenvolvidas por um pequeno grupo de tradicionalistas visando a criação da entidade, no já distante ano de 1987.
Naquela época o único CTG da cidade, Cel. Chico Borges, vivenciava conflitos internos que impossibilitavam sua plena atividade.  Em decorrência daquela inércia o espírito tradicionalista em Santo Antônio da Patrulha passava por uma crise motivacional.  
Diante daquela inadequada situação, eu, que havia voltado recentemente para Santo Antônio, depois de me ausentar por seis anos, fiquei preocupado com o destino indesejado que aquela realidade poderia reservar à tradição gaúcha na minha cidade. 
Por ser à época um tradicionalista atuante, não poderia deixar a coisa como estava. 
Sentindo-me na obrigação de modificar pra melhor aquele quadro e tentar reacender o ânimo tradicionalista na coletividade, fui pessoalmente a procura de outros bombachudos, também descontentes com a situação, para ouvir suas opiniões e, principalmente, mobilizá-los à uma tomada de posição. 
A primeira prosa foi numa janta na casa do Pedro, meu irmão. Lá estavam alguns que depois viriam a ser parceiros de ideal. Depois daquele encontro, vários contatos foram feitos e o resultado deste meu esforço foi o agendamento de uma reunião cujos temas seriam: A situação da tradição gaúcha em nossa cidade e O que se poderia fazer para reacender o espírito tradicionalista.  
A programada reunião aconteceu, sob a minha coordenação, na sede da AABB, numa noite chuvosa, em meados do mês de maio de 1987. Como recompensa, saboreamos um delicioso carreteiro preparado pela Eunice Laranjeira.  
Depois de calorosa troca de idéias e sugestões, os cerca de vinte participantes, cujos nomes podem ser verificados em ata, concluíram que, diante das razões expostas,  seria muito difícil uma tentativa de reaproximação e até mesmo de participação no CTG co-irmão, entendendo que o melhor caminho poderia ser a criação de uma nova entidade tradicionalista.  Esgotados os argumentos, foi então marcada uma nova reunião para o dia 02 de junho, sendo sugerido a cada um dos participantes que convidasse para o próximo encontro pelo menos mais um tradicionalista.   E assim aconteceu.
Na noite de 02 de junho de 1987, compareceram cerca de quarenta gaúchos formando a primeira assembléia, desta feita presidida pelo meu irmão Pedro Reis.  Eu preferi ficar de secretário, tarefa para a qual ninguém, exceto eu, se apresentaria como voluntário.
Argumentos, teses e explicações foram emitidas e na sequência, como primeiro ato daquela assembleia, foi decidido por unanimidade que seria criada uma nova entidade tradicionalista em Santo Antônio da Patrulha.
Passada a euforia inicial, foi lançado o desafio para que os participantes sugerissem nomes para o “filho” que recém havia nascido.  Várias sugestões foram oferecidas, mas a que granjeou a aclamação da maioria esmagadora dos participantes foi proposta por Rivadávia Barreto: CTG Patrulha do Rio Grande
Bueno, o CTG estava criado, mas quem o administraria em seus primeiros momentos de existência?  Para definir esta questão, ficou determinado pelos participantes desta mesma reunião do dia 02 de junho de 1987, que se formaria uma comissão organizadora, cuja principal incumbência seria realizar os procedimentos  burocráticos para a existência jurídica  da entidade.  A referida Comissão, com mandato de um ano, era integrada por Pedro José de Oliveira Reis na função de presidente; eu, Jairo Reis de secretário; Rivadávia Barreto de segundo secretário; Milton dos Santos era o tesoureiro e o meu tio Juca, José Lima dos Reis, de segundo tesoureiro.  Ficou decidido também que todos os participantes daquele encontro seriam considerados sócios fundadores do CTG Patrulha do Rio Grande.
A partir daquela data, novas reuniões foram realizadas, durante as quais foram eleitos o lema e o brasão da entidade. O lema “Gaúchos de pé, defendendo o nosso chão”, foi sugerido pelo radialista e sócio-fundador Arli Corrêa.   O brasão do CTG foi criação do jornalista e artista plástico Flávio Holmer da Rosa.
No restante do ano de 1987, apesar das críticas de alguns tradicionalista mais conservadores e até mesmo da resistência de parte da sociedade,  foram empreendidas diversas ações para firmar o nome do CTG na comunidade. As primeiras domingueiras e o primeiro fandango com o Grupo Os Vacarianos, tiveram como local o Clube Recreativo Patrulhense, gentilmente cedido pelo presidente da época, Jose Francisco Ferreira da Luz, o Zezo.   Em agosto de 1987, o Patrulha participou ativamente da realização da 1ª Moenda da Canção Nativa, festival que surgia no universo do nativismo gaúcho.
Mas o maior evento promovido pelo Patrulha nestes 25 anos foi sem sombra de dúvida o grande Fandango comemorativo ao primeiro aniversário, animado pelo grupo Os Serranos, no dia 10 de junho de 1988, no Ginásio de Esportes Caetano Tedesco.  Naquela noite memorável foram comercializadas 176 mesas e  vendidos cerca de 1.500 ingressos, sem contar os mais de 200 associados em dia e seus dependentes que  entraram de graça.  Foi realmente inesquecível.
No ano seguinte, em 10 de junho de 1989, o fandango de 2º Aniversário foi realizado no Salão Paroquial da Boa Viagem, animado pelo cantor Leonardo e Grupo Rodeio. Naquela ocasião foi empossada a primeira patronagem eleita do CTG, tendo como Patrão o tradicionalista Pedro Reis, meu irmão.
No mesmo evento foi eleita em concurso e enfaixada a primeira  Primeira Prenda da história do CTG,  a jovem Marisa Ramos.
Nos anos seguintes as atividades promovidas pelo Patrulha, ou que contavam com sua participação, foram aumentando em número e alcançando cada vez mais sucesso.  Sucesso este que nós, eu e aqueles trinta e poucos idealistas, nos sentimos orgulhosos em termos iniciado a construir.
Parabéns à patronagem e aos associados do CTG Patrulha do Rio Grande pelos 25 anos de amor à tradição.