quinta-feira, 27 de setembro de 2012

COMPARSA MUSIQUEIRA


Recebi do meu amigo Glênio Vieira este baita disco intitulado "Comparsa Musiqueira" - Versos de Flori Wegher.
Produzido pelo próprio Glênio, o CD traz letras do poeta e compositor Flori Wegher, musicados por Jauro Gehlen, Luis Carlos Alves, Zulmar Benitez, Luiz Renato Escobar, Mario Barros e Glênio Vieira. 
Tem milonga, vaneira, chamamé, polca, canção e chamarra interpretadas por vozes consagradas da música regional gaúcha como Edson Dutra, Luiz Marenco, Joca Martins, Jari Terres, Miguel Marques, Jorge Freitas, Pedro Neves e Jauro Gehlen. 
Serrano, Sim Senhor,  Embretando a Vida, Gaita Gringa e  Generoso estão entre as canções do CD
Além da excelente qualidade poético-musical, o disco merece elogios também na sua produção visual, com um belo encarte e com uma novidade para aqueles que ouvirem o CD num computador. Ao executar o disco, um menu interativo com o áudio, letras, vídeos e fotos pode ser visualizado. Que categoria!!!
Parabéns ao Flori, ao Glênio, ao Jaurinho e a todos os demais envolvidos neste disco maravilhoso. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

TRADICIONALISMO EXPOSTO NO MUSEU



No dia 19 de setembro, a Fundação Museu Antropológico Caldas Junior abriu a exposição “Tradicionalismo em Santo Antônio da Patrulha”, com grande público presente nas dependêncas da casa-sede, situada na avenida Borges de Medeiros, na cidade litorânea.
Os presentes puderam prestigiar às apresentações das Invernadas Artísticas dos CTGs Patrulha do Rio Grande e Cel. Chico Borges, que deram um verdadeiro show no Jardim do Imperador, mostrando suas coreografias premiadas no Enart e no Juvenart.
As curadoras da exposição, Ana Zenaide Gomes Ourique (representada na ocasião pela filha Clarissa), Ângela Monteiro Machado e Rosa Maria Gil Gomes receberam homenagem do Museu, representado nas pessoas do Presidente Fernando Lauck e da Diretora Administrativa, Lucy Migliavaca Message.
A exposição mostra a trajetória do movimento tradicionalista em Santo Antônio desde a década de 50 e reverencia os nomes dos maiores tradicionalistas patrulhenses, que mantiveram acesa a chama do gauchismo durante todo este período, dentre os quais o meu saudoso pai Jarcy Cândido dos Reis. 
São muitas fotos e objetos que remetem a tempos idos e eventos marcantes.
O Prefeito Daiçon Maciel da Silva fez questão de lembrar de todos os CTGs de SAP, agradeceu e reconheceu o trabalho árduo de todos, muitas vezes com sérias dificuldades, mas que – além de cultuar os costumes e a história do RS – ainda mantém, principalmente os jovens, afastados dos muitos perigos que rondam as famílias. Disse, ainda, orgulhar-se da posição que SAP ocupa nesse cenário, tendo forte representação dos dois CTGs (Patrulha e Chico Borges) na atualidade.
Prepare um chimarrão e vá conhecer a história do tradicionalismo em Santo Antônio da Patrulha.

Fonte: ACS PMSAP

terça-feira, 18 de setembro de 2012

PROGRAMAÇÃO DO DTG HERANÇA DE TAURAS


Nesta terça-feira, com chuva e tudo,acontecerão duas importantes atividades no Galpão do DTG Herança de Tauras, do G.N. Gaúcho, instalado no lote 257 do Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre.
As 20h30min, o presidente da EPC, Cândido Brasil fala sobre a Academia Xucra e sua importância para a literatura regional gaúcha. Na sequência, o vice-presidente do GNG, Nildo Machado, apresenta o projeto cultural desenvolvido pela entidade, cujo tema é "Nossas Riquezes - Flora" .
Quem puder comparecer será muito bem vindo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

TRADIÇÃO E TRADICIONALISMO

Estes temas serão abordados pelo tradicionalista e advogado Carlos Homrich, na palestra prevista para as 20 horas desta segunda-feira, 10 de setembro, no galpão do DTG Herança de Tauras, do Grêmio Náutico Gaúcho, situado no lota 257 do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre.
A entrada é franca e todos serão bem vindos. 


sábado, 8 de setembro de 2012

A PUJANÇA DOS FESTIVAIS

Saiu na coluna "Pampianas", página 6 do Segundo Caderno da Zero Hora deste sábado, um texto de minha autoria no qual faço uma pequena e modesta reflexão sobre a importância dos festivais nativistas.  Opiniões e comentários, favoráveis ou não, serão muito bem aceitos.
Aproveito para agradecer aos colegas de ZH pela oportunidade e distinção ao meu trabalho.
Para os que não leram na ZH, eis o texto completo.



A PUJANÇA DOS FESTIVAIS                                        Jairo Reis *
Há quem diga, e não são poucos, que os festivais nativistas do Rio Grande do Sul estão morrendo, que andam numa mesmice só e não tem a importância de outros tempos.   Permitam-me discordar destes pessimistas. Os festivais estão cada vez mais pujantes e proliferam no cenário artístico cultural do Rio Grande.
Ah! mas alguns eventos tradicionais deixaram de ser realizados, como a Califórnia da Canção, de Uruguaiana, por exemplo. Geradora do que hoje chamamos de Movimento Nativista, a Califórnia, por razões que não cabem ser discutidas neste espaço, anda capengando nos últimos anos.  
Sim,  e quantos mais surgiram  e se firmaram nestes 40 anos de Nativismo?
Atualmente no Rio Grande do Sul, são realizados cerca de 45 festivais de música por ano,  sempre com obras inéditas.   Se considerarmos que em cada festival são acolhidas em média 400 inscrições, chegamos a um total de 18.000 canções concorrentes.  É uma produção poético musical de fazer inveja.
Destas 18.000 músicas inicialmente  inscritas, em torno de 700 são selecionadas nas triagens e credenciam-se a participarem efetivamente dos festivais, sendo apresentadas em palco.   Aproximadamente 540 delas ficam registradas em CDs e DVDs.
Assim como este volume de criação impressionante, precisa ser considerado outro aspecto igualmente importante e acima de tudo fundamental no ambiente festivaleiro:  a geração de trabalho e renda.
Cada uma destas 700 músicas classificadas, é defendida no palco por grupos de músicos formados em média por 5 integrantes, quatro instrumentistas e um intérprete. Isto forma um universo de 3.500 artistas atuando e, por conseguinte, recebendo seu quinhão, que vem do rateio das ajudas de custos, da divisão de uma possível premiação para a obra que defenderam ou até mesmo resultante de um destaque individual, como letrista, melodista, intérprete ou instrumentista, por exemplo.
Além dos compositores e músicos participantes, outros profissionais também tem nos festivais uma forma significativa de remuneração. Empresas prestadoras de serviços e o comércio das cidades anfitriãs igualmente veem seus caixas engordarem com a movimentação gerada pelos festivais.
O mercado dos festivais está cada dia mais atuante, é aquecido economicamente e acima de tudo é fundamental para a valorização e a difusão da arte e da cultura rio-grandenses.
Vida longa aos festivais e ao Nativismo gaúcho!

*Comunicador da Rádio Rural AM 1120