sábado, 31 de dezembro de 2016

CORREÇÃO NECESSÁRIA - DESTAQUES 2O16

Em relação ao Troféu Destaques dos Festivais 2016, preciso fazer uma correção no resultado, mais especificamente na modalidade INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS.
Neste quesito, apareciam com 4 vitórias, os cantores André Teixeira, Cristiano Fantinel e Jean Kirchoff. Ocorre que cometi um erro ao não contabilizar mais uma atuação vitoriosa do cantor André Teixeira, desta feita no festival 2º Vento Xucro, de Santana do Livramento.
Sendo assim, a bem da verdade e para resgatar a credibilidade do trabalho, faz-se necessário aclamar como real vencedor da categoria INTÉRPRETE COM MAIS PRIMEIROS LUGARES, o cantor ANDRÉ TEIXEIRA, que obteve 5 vitórias nos festivais: 31º Carijo, 36ª Coxilha, 23ª Estância, 8º Expocanto e 2º Vento Xucro.

A mim, resta pedir desculpas aos amigos e excelentes intérpretes, Cristiano Fantinel e André Teixeira, pela falha cometida involuntariamente.

Grato pela atenção.

Abraços e mais uma vez parabéns a todos.

DESTAQUES DOS FESTIVAIS - 2016



Com o pala em tira e tapado de quero-quero, o ano de 2016 já se larga campo a fora, sem deixar muita saudade pelos pagos do Rio Grande.  Em seu lugar, enforquilhado num baio ruano, de trote macio, mas flor de passarinheiro, vem se achegando, devagarito, um gurizote garboso, trazendo uma mala de garupa atopetada de boas esperanças. Não demora, já vai dar “oh! de casa” em nosso rancho, desafiando-nos para a uma nova jornada de vida e de realizações.
Antes de oferecer o primeiro mate, eu preciso divulgar o tradicional e já esperado levantamento que aponta os DESTAQUES DOS FESTIVAIS de música e de poesia realizados no ano de 2016.  
Precedendo a nomeação dos destaques, faz-se necessário elencar os critérios que nortearam este trabalho:
1. Foram considerados todos os festivais de cunho nativista ou entendidos como tal independentemente de serem consagrados ou iniciantes, com maior ou menor projeção, em cujos regulamentos estejam previstas mostras de competição, com as obras concorrentes previamente determinadas por triagem;
2. Em 2016 foram realizados 38 festivais de música e 06 de poesia.  Não integram esta estatística os festivais ditos “costeiros”, que adotam o critério de definição de um tema sobre o qual os participantes devem criar suas obras e apresentá-las no dia seguinte.  Também não foram considerados os festivais apenas de interpretação e os “fechados” para convidados, ou ainda aqueles que fogem dos padrões citados no item anterior; 
3.  Além dos eventos promovidos no Rio Grande do Sul, foram considerados dois festivais de música realizado no estado de Santa Catarina: a Nevada da Canção Nativa de São Joaquim e a Sapecada da Canção Nativa de Lages. Estes certames têm características idênticas aos que ocorrem no RS e contam com participações destacadas de diversos compositores, músicos e intérpretes gaúchos. São reconhecidos como “extensões” do movimento nativista do Rio Grande do Sul.
4. O critério para definição dos destaques foi, novamente, a cumulatividade, ou seja, a soma dos prêmios conquistados em cada categoria;
5. As categorias, ou modalidades, foram estabelecidas pelo autor do levantamento, o comunicador Jairo Reis, num formato de fácil compreensão.
6. Caso ocorra empate em alguma modalidade, o vencedor será aquele que tiver conquistado mais “Primeiros Lugares”. Caso persista o empate, vence o que tiver mais “Segundos Lugares”, e assim, sucessivamente.
7. Os vencedores de cada modalidade receberão um exemplar do Troféu Ronda dos Festivais, oferecido pelo blog Ronda dos Festivais e pelo comunicador Jairo Reis.

Os DESTAQUES DOS FESTIVAIS do ano de 2016 são os seguintes:

FESTIVAIS DE MÚSICA:

Na modalidade AUTOR COM MAIS VITÓRIAS, aparece com 6 (seis) troféus de
“Primeiro Lugar”, o compositor RÔMULO CHAVES. 
Suas vitórias aconteceram nos festivais:
10º Cante uma Canção em Vacaria -  Memoria de Campeiro
2º Canto de Amor a Giruá – Sou Teu Giruá
2º Canto do Charão – Onde Mora a Verdade
9º Canto Nativo – Os da Mesma Família
31º Ponche Verde – Dois Tempos do Cantor Pampeano
5º Canto de Luz – Razões Pra Cantar









Entre aqueles compositores que, ao longo de 2016, conquistaram MAIS PREMIAÇÕES DE SEGUNDO LUGAR, houve empate entre 3 autores: Alex Har, Matheus Costa e Rodrigo Bauer.    No entanto, utilizando o critério de desempate definido no regulamento desta pesquisa, o nosso troféu vai para RODRIGO BAUER.


Na modalidade AUTOR COM MAIS TERCEIROS LUGARES, cinco autores se salientaram com 2 premiações cada um.  O critério de desempate precisou ser utilizado novamente, resultando na definição de RÔMULO CHAVES como vencedor.

Ainda sobre a performance dos compositores, entendi que seria interessante apontar também aquele autor que obteve mais premiações principais ao longo de 2016. Considerei como “premiações principais” os troféus de 1º, 2º e 3º lugares e os de Música Mais Popular.   Computadas estas informações, o levantamento apontou como AUTOR COM MAIS PREMIAÇÕES o compositor RÔMULO CHAVES.  Ele levou pra casa 6 troféus de primeiro lugar, 2 troféus de terceiro lugar e 1 troféu de Música Mais Popular.





Na categoria MELHOR INTÉRPRETE MASCULINO, o cantor que salientou-se no

cenário dos festivais, conquistando quatro troféus de “Melhor Intérprete”, foi CRISTIANO FANTINEL.     
Ele se consagrou defendendo as músicas:
No Roncar de Um Bugio - 25º Ronco do Bugio
Léguas por Diante - 25ª Vigília
Décima do Arrependido -  23ª Estância
Duas Sombras - 24ª Tertúlia



Na categoria MELHOR INTÉRPRETE FEMININO, destacou-se a cantora JULIANA SPANEVELLO, com 2 troféus de Melhor Intérprete, conquistados nos festivais:
24ª Sapecada – No Romper da Trança
9º Canto Missioneiro - Conselho















A modalidade INTÉRPRETE COM MAIS PRIMEIROS LUGARES, salienta aquele
cantor ou cantora que, através de sua interpretação, conduziu a música ao prêmio máximo do festival.  Neste quesito, destaca-se o cantor ANDRÉ TEIXEIRA, que atuou como intérprete  em 5 músicas vencedores, a saber: 
31º Carijo
Cicatriz - 36ª Coxilha;
Nos Braços da Madrugada - 23ª Estância;
Viejito - 8º Expocanto;
Pra Quem Bebeu das Taperas - 2º Vento Xucro;

Na categoria MELHOR INSTRUMENTISTA, o somatório de 5 troféus na modalidade, deram vitória folgada ao gaiteiro, MAURO SILVA que brilhou com sua gaita botoneira nos seguintes festivais:
34º Gauderiada; 14º Joãozinho da Ponte; 23ª Estância; 7º Canto Xucro Galponeiro; 6º Cantador de Campanha.














No quesito MELHOR LETRA/POESIA, a primeira colocação com 3 troféus vai para o poeta ADRIANO SILVA ALVES, premiado nos seguintes festivais:
10º Cante um Canção em Vacaria -   Benzido;
24ª Sapecada – Ateu;
8º Expocanto – Serei Eu.

Entre os compositores que conquistaram o troféu alusivo a MELHOR MELODIA, a exemplo de 2015, o destaque como melodista vai para JULIANO GOMES, premiado em 3 festivais:
24ª Sapecada – A Delicada
8º Canto Farroupilha -  Arrocinador
8º Expocanto - Viejito








FESTIVAIS DE POESIA

No que tange aos FESTIVAIS DE POESIA, cabe informar que nossa pesquisa levou em conta as modalidades normalmente utilizadas nos referidos certames, quais sejam:  Poesia, Intérprete, Amadrinhador.
Foram considerados neste levantamento os 6 (seis) festivais realizados em 2016:
2º Esteio, 14º Bivaque, 1ª Patrulha, 21ª Sesmaria, 6ª Tertúlia Maçônica e 3ª Tertúlia.

Na modalidade POETA COM MAIS PRIMEIROS LUGARES, o destaque vai para RODRIGO BAUER que venceu 2 festivais:
2º Esteio da Poesia:  Não Me Perguntes do Gaúcho Velho
6ª Tertúlia Maçônica – Linha Não Maçônica:  A Morte Envolta no Lenço

















Na categoria POETA COM MAIS SEGUNDOS LUGARES, houve empate entre 7 poetas. Utilizado o critério de desempate, o troféu vai para MOISÉS SLVEIRA DE MENEZES.













Na categoria POETA COM MAIS TERCEIROS LUGARES, igualmente houve empate entre 7 autores. Utilizando-se o mesmo critério de desempate, o troféu vai para  CARLOS OMAR VILLELA GOMES.



Assim como inovamos nos destaques dos festivais de música, igualmente apontamos o POETA COM MAIS PREMIAÇÕES.  E o destaque vai para MOISÉS SILVEIRA DE MENEZES que obteve 4 troféus no ano de 2016.















Na modalidade de MELHOR DECLAMADOR, destaca-se o intérprete PAULO RICARDO DOS SANTOS que conquistou 2 troféus de primeiro lugar nos seguintes festivais:
6ª Tertúlia Maçônica – Linha Maçônica:  Uma Pedra em Meu Caminho
3ª Tertúlia da Poesia:  


No quesito MELHOR DECLAMADORA, a vencedora é LILIANA CARDOSO DUARTE por ter conquistado um Primeiro Lugar na 21ª Sesmaria, ao defender o poema Lá No Cerro dos Porongos, e um Segundo Lugar na 3ª Tertúlia, com o poema Palavra.









No elenco dos INTÉRPRETES QUE DEFENDERAM POEMAS VENCEDORES, salientou-se o declamador
PEDRO JUNIOR DA FONTOURA, com três interpretações vencedoras:
2º Esteio da Poesia: Não Me Perguntem do Gaúcho Velho;
6ª Tertúlia Maçônica – Linha Não Maçônica:  A Morte Envolta no Lenço;
21ª Sesmaria da Poesia:   Sob os Olhos Vendados da Justiça






Na modalidade MELHOR AMADRINHADOR de 2016, destaque absoluto para o violonista ZULMAR BENITEZ que conquistou três troféus de primeiro lugar em 2016:
2º Esteio: De Esporas Calçadas;
21ª Sesmaria: Um Velho Taura Recém Nascido;
3ª Tertúlia: Reflexões








PIAZADA DESTAQUE:

No levantamento dos Melhores de 2016, entendi que, pela primeira vez, deveria valorizar os jovens intérpretes, que com sua graça e principalmente com seu talento, tem ungido de esperanças o cenário da música regional gaúcha. Eis porque, aponto a PIAZADA DESTAQUE, levando em conta os 14 festivais Infanto-juvenis realizados ao longo do ano.   Tendo como lume as modalidades Mirim e Juvenil, costumeiramente adotadas nos referidos concursos, os resultados são os seguintes:


Na Categoria Mirim, com até 14 anos de idade, modalidade Feminina, a INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS, com 4 primeiro lugares obtidos nos festivais Estancinha, Cantinho Farroupilha, Xucrinho Galponeiro e Canto dos Ervais, foi ANA LAURA CORNEL.

Na modalidade Masculina, o INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS é LUIZ ARTHUR SEIDEL DE SOUZA, com três primeiros lugares conquistados nos festivais: Acampamentinho, Reculutando a Potrada e Tertulinha.








Na categoria Juvenil, para cantores de 15 a 17 anos de idade, modalidade Feminina, a INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS, com 2 primeiros lugares obtidos nos festivais Carijinho e Coxilha Piá é LAURA BAUM.

Na modalidade Masculina, houve empate entre Gabriel Fortes e Juan Winz, no entanto, Winz obteve também um segundo lugar e isso desempatou a peleia em seu favor. Portanto, o INTÉRPRETE COM MAIS VITÓRIAS é JUAN WINZ, vencedor do Cantinho Farroupilha.













Encerrando as modalidades alusivas aos festivais infanto-juvenis, apontamos agora o INTÉRPRETE COM MAIS PREMIAÇÕES, no qual foram contabilizadas todos as premiações obtidas.  Neste quesito, com 4 troféus conquistados, evidenciou-se a cantora GIOVANNA CAVALHEIRO.

PARABÉNS a todos que se destacaram.

Desejo que as vitórias e o sucesso sejam maiores em 2017.


No domingo, dia 08 de janeiro, este levantamento será repercutido no programa DO LITORAL A FRONTEIRA, das 6h as 8h da manhã, na Rádio Bandeirantes. 

O ato de entrega dos troféus aos vencedores será realizado em data a ser definida oportunamente, podendo até mesmo ser durante uma edição especial do programa Do Litoral a Fronteira, apresentado por Jairo Reis.


Agradecimento muito especial aos autores das fotos utilizadas nesta postagem.


Em caso de utilização e reprodução destas informações, por favor, faça o devido crédito a autor do presente levantamento, o jornalista e comunicador JAIRO REIS.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 28 DE DEZEMBRO

28/12/1900: Nasce no Alegrete, o poeta regionalista João da Cunha Vargas.    
Um homem campeiro, poeta que jamais escreveu seus versos, guardando-os sempre "apenas" na memória. Homem simples, cujo tom de voz possuía uma sonoridade ímpar. Seus poemas caracterizavam-se por serem puros, autênticos, sem contaminações intelectuais, feitos para serem lidos e declamados. Por sinal, era reconhecido como um grande declamador. Sabia todos os seus versos de cor e os interpretava com o coração e com um timbre de voz invejável.   
Publicou um único livro, intitulado “Deixando o Pago”, que traz poemas xucros, com glossário organizado por Mozart Pereira Soares, com ilustrações feitas por Glênio Fagundes. O conteúdo do livro foi ditado pelo poeta a seus familiares ou retirados de fitas gravadas da época em que ainda interpretava seus poemas. 
Era membro da Estância da Poesia Crioula, tendo alguns de seus poemas publicados na Antologia da entidade.  
Em sua homenagem há uma rua com seu nome em Alegrete.
Sua imagem está estampada na capa do LP da 9ª Califórnia da Canção Nativa, realizada em 1979 no Cine Pampa, em Uruguaiana, oportunidade em que declamou para o público presente.
João da Cunha Vargas morreu em Porto Alegre, no dia 08/09/1980. 

Colaboração: Jaime Ribeiro

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 75 ANOS DE NOEL

26 de dezembro de 1941:   Nascia em Bossoroca, à época distrito de São Luiz Gonzaga, o cantor e compositor Noel Gaurany.    Noel Borges do Canto Fabrício da Silva, ainda na adolescência, aprendeu, de maneira autodidata, a compor, tocar violão e cantar.   Em meados da década de sessenta, percorreu diversos países latino-americanos, onde colheu muitos ensinamentos que utilizou como subsídio para sua carreira e para a criação de suas músicas. Anos mais tarde, já apresentava programas radiofônicos, nas rádios de Cerro Largo e São Luiz Gonzaga, bem como nas rádios Gaúcha e Guaíba, de Porto Alegre.  Na mesma década, se apresentava, juntamente com o também missioneiro Cenair Maicá, em eventos no Rio Grande do Sul e em festivais de folclore na Argentina.    Desta parceria com Cenair, resultou o primeiro disco, lançado em 1970, um compacto simples com duas Faixas: Filosofia de Gaudério e Romance do Pala Velho.  No ano seguinte gravou o seu primeiro LP, “Legendas Missioneiras”, que trazia parcerias suas com Jayme Caetano Braum, Glênio Fagundes e Aureliano de Figueiredo Pinto.  Depois vieram os discos “Destino Missioneiro”, em 1973, no qual está registrado o clássico “Destino de Peão”.   Em 1975, lançou o LP “Sem Fronteira”, que está repleto de músicas que acabaram se tornando clássicos do cancioneiro gaúcho, como Romance do Pala VelhoPotro Sem DonoFilosofia de GaudérioBalseiros do Rio Uruguai, Décima do Potro Baio e Chamarrita sem Fronteira.  Em 1976, Noel Guarany gravou em parceria com Jayme Caetano Braun, o LP “Payador, Pampa e Guitarra”, e em 1977 o LP “Canto da Fronteira”.    Em 1978 saiu o LP “Noel Guarany Canta Aureliano de Figueiredo Pinto”. No ano seguinte, saiu o disco “De Pulperias”.  Em 1980 saiu o disco “Alma, Garra e Melodia”.  No ano de 1982 foi lançado o LP “Para o Que Olha Sem Ver”.   Em 1983, Noel Guarany, já com os primeiros sintomas da doença, começou a afastar-se dos palcos. Em 1985 retira-se definitivamente dos palcos.    Em 1988, lança o disco “A Volta do Missioneiro” em parceria com Jorge Guedes e João Máximo.    De 1988 a 1998, Noel, cada dia mais debilitado, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, no município de Santa Maria. Hospitalizado, acabou morrendo no dia 06/10/1998, em Santa Maria. Seus restos mortais repousam num bonito memorial, edificado no cemitério da sua cidade natal, Bossoroca.  Lá também foi erigida, recentemente, uma estátua em sua homenagem.  Noel Guarany estaria completando hoje, 75 anos de idade.