quarta-feira, 30 de maio de 2018

ALMA MUSIQUEIRA DE ALMA NOVA


O excelente grupo Alma Musiqueira foi criado no ano de 2000, pelos músicos João Marcos “Negrinho” Martins, Egbert Parada, Edilberto Bérgamo, Luiz Clóvis Girard e Gustavo Teixeira, elenco que, naqueles tempos, acompanhavam o cantor Luiz Marenco em suas apresentações.  O grupo foi responsável por muitos arranjos consagrados nos espetáculos e nos discos de Marenco, tais como os CDs “Enchendo os Olhos de Campo”, “Interior”, o álbum ao Vivo, gravado no ENART e o projeto “De Bota e Bombacha”, estrelado por Luiz Marenco e José Cláudio Machado. 

Em festivais, o grupo conquistou diversas vezes as premiações destinadas ao Melhor Grupo Instrumental e ao Melhor Arranjo. Decidido a ir além dos palcos e do trabalho junto a Marenco, o “Alma” gravou dois CDs intitulados: "Coplas de Terra Morena" e "Pampeana de Fé". 

Em 2003, convidados por Luiz Carlos Borges, participaram do Festival de Las Nueve Lunas de Cosquín, em Córdoba, na Argentina. No mesmo período, formaram o grupo Viajantes da Pampa, em parceria de João de Almeida Neto.

Agora em 2018, o grupo prepara-se para voltar aos palcos, com um novo single, na Noite Regional Vol.2, em   Santa   Maria. Na oportunidade, estreará sua nova formação que contará agora com o intérprete Pirisca Grecco, no lugar de Gustavo Teixeira. Os demais integrantes, são quatro pioneiros do grupo, os violonistas Luís Clovis Girardi e Egbert Parada, o gaiteiro Edilberto Bérgamo e o baixista João Marcos Negrinho Martins.



Bom retorno ao Alma Musiqueira.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

DOMINGO DE COLORADISMO

Domingo é sempre um dia marcante pra mim.  É no domingo que vai ao ar o programa Do Litoral à Fronteira, que eu apresento na Rádio Bandeirantes, é dia daquele almoço com a família, de chimarrear na Redenção..., entre outras coisas prazerosas.
Mas ontem, 27 de maio, foi um domingo "pra lá de especial".   

Tivemos, eu e a Estelinha, o privilégio de participarmos de um ato em comemoração ao 10 anos de existência do projeto "Cônsul Cultural Colorado", brilhante iniciativa do S.C. Internacional, muito bem capitaneada pelo mestre e amigo Carlos Cardoso.

Por volta de 15 horas, antecedendo a partida entre Inter x Corinthians, pelo Brasileirão 2018, Cônsules e Consulesas, a convite da diretoria do clube, entraram no magnífico gramado do Beira Rio, para realizar uma “volta olímpica”, empunhando uma faixa alusiva aos dez anos do projeto.  Os cantores Nenito Sarturi e Raul Quiroga, pilchados, seguravam as extremidades da faixa, enquanto a parte central era sustentada pelos outros cônsules, dentre os quais este amigo de vocês, Jairo Reis.  
A medida que avançávamos na nossa caminhada, recebíamos o aplauso de torcida, que já ocupava grande parte das acomodações do estádio.  É indescritível o que sentimos durante aqueles minutos de carinho e consagração.

Logo após o passeio em torno do gramado, fomos conduzidos a um camarote especial onde assistimos a grande vitória do nosso Inter sobre o sempre temido (e favorecido) Corinthians, com gol do atacante Rossi, aos 45 do segundo tempo.  Simplesmente inesquecível. 

Muito obrigado ao meu clube do coração, Inter Campeão de Tudo.

Gracias querido amigo Carlos Cardoso, por conceder-me a honra de ser Cônsul Cultural, missão da qual muito me orgulho, procurando sempre desempenhá-la com extrema dedicação.   

Que baita domingo de coloradismo!

Cardoso, Quiroga, Nenito, Elton, Jairo: cultura gaúcha representada.
Ao longo da última década, 59 pessoas ligadas à cultura, à arte e à comunicação, tiveram a honra de receber o título de  “Cônsul ou Consulesa Cultural ”.  São elas:


André Damasceno, Andressa Xavier, Armandinho, Bárbara Paz, Carlos Stein, César Oliveira, Claudinho Fuhrmann, Cristina Sorrentino, Dorotéo Fagundes, Edieni Ferigollo, Eduarda Streb, Elton Saldanha, Ernesto Fagundes, Fafá de Belém, Gabrieli Chanas, Gaúcho da Fronteira, Gesner Messa, Jairo Reis, João dos Santos, João Luiz Corrêa, João Vicente, Júlia Lemmertz, Kako Kanidia, Kelly Matos, Kledir Ramil, Léo Saballa Junior, Luis de Miranda, Mano Lima, Márcio Kieling, Marcos Breda, Nenito Sarturi, Neto Fagundes, Paixão Côrtes, Paloma Poeta, Patrícia Poeta, Peppe Joe, Pirisca Greco, Quico d'Os Serranos, Rafael Malenotti, Rafinha Bastos, Raul Quiroga, Renata Fan, Rita Lee, 

Rodrigo Bauer, Rogério Beretta, Rogério Mello, Sady Homrich, Serginho Moah, Tânia Carvalho, Telmo Zanini, Thedy Correa, Túlio Milmann, Veco Marques, Vera Armando,  Vinícius Netto, Victor Hugo, Weslei Ajarda, Zé Natálio, Zé Victor Castiel.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

EFEMÉRIDES - 23 DE MAIO

23/05/1992:  Na cidade de Nimes, na França, morre o cantor, violonista, compositor e escritor argentino Atahualpa Yupanqui,. 
Considerado um dos mais importantes divulgadores de música folclórica da América do Sul, ele gravou dezenas de discos e publicou 9 livros. 
Batizado Héctor Roberto Chavero, publicou sua primeira obra literária ao 13 anos de idade, a partir de quando adotou a alcunha de Atahualpa, em homenagem ao último soberano Inca. Tempos depois, agregou Yupanqui ao seu pseudônimo, em homenagem a Tupac Yupanqui, penúltimo governante Inca.
Héctor Chavero, ou  Athaualpa Yupanqui, nasceu em 30/01/1908,  em Buenos Aires, capital da Argentina.


Zézinho e sua inseparável companheira Julieta.
23/05/2015: Morre o músico Zézinho, que durante muitos anos integrou a conhecida dupla Zézinho e Julieta.
Entre 1970 e 2015, o duo gravou 13 discos de grande sucesso. 
Zézinho no acordeon e Julieta ao violão, acompanhavam Teixeirinha e Mary Terezinha em diversas apresentações, bem como fizeram parte do elenco de alguns filmes de Teixeirinha. 
Zézinho também era radialista e se notabilizou como uma referência na radiofonia regional gaúcha. 
Zézinho era casado com Julieta, que segundo familiares, está firme e forte.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

FESTAS DO DIVINO E DE SANTO ANTÔNIO


Prefeito Daiçon Maciel e Secretária Eliana Cunha, recebem festeiros do Divino e de Santo Antônio
Junto à imagem de Santo Antônio, o padroeiro da cidade, o prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Daiçon Maciel da Silva, recebeu em seu gabinete, na sexta-feira (11/05), os Festeiros do Divino e de Santo Antônio.
O momento foi abençoado pelo Padre Ozéias, pároco da Igreja Matriz da Cidade Alta, que também divulgou o programa da Festa de Santo Antônio, convidando para as Trezenas, que se iniciam no 1º de junho, às 19h30min, com missa sobre a temática “A Comunidade não pode ser de aparências”.
Destacam-se ainda, na programação, a Cavalgada dos Tropeiros e Cavalarianos e a Missa Crioula, seguida pelo tradicional Sopão do Divino, no sábado, dia 02 de junho.  
No domingo, dia 10 de junho, acontece a tradicional Festa de Santo Antônio e do Divino Espírito Santo. As atividades iniciam às 7h, com a Aurora Festiva; às 9h30 acontece a missa solene, seguida de procissão pelas ruas da Cidade Alta; e às 12h, grande almoço no Ginásio Paroquial. Às 14h30min tem reunião dançante com Nilmar Show.
Já no dia 13 de junho, dia do Padroeiro do município e feriado em Santo Antônio, acontecerão missas, a partir das 10 horas, no Parque da Guarda, e às 15h e 19h30min, na Igreja Matriz. 
O bingão da Festa acontece na sexta-feira, dia 15 de junho.
Também participou do encontro a Secretária Municipal de Cultura e Turismo Eliana Cunha.

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 14 DE MAIO

14/05/1998:  Com 49 anos de idade, morre em Caxias do Sul, o cantor César Passarinho, um dos nomes mais brilhantes do nativismo gaúcho.  Era também conhecido como o cantor símbolo da Califórnia da Canção Nativa, da cidade de Uruguaiana.   Naquele festival, ele conquistou quatro Calhandras de Ouro, troféu máximo oferecido pelo certame, e mais sete prêmios de Melhor Intérprete, consolidando-se como mais destacado dos vencedores da Califórnia. 
Mas sua trajetória vitoriosa não se resumia à Califórnia.  Foi brilhante também em outros festivais, tendo vencido diversos deles e conquistados outros tantos troféus como intérprete. 

Sua forma peculiar de cantar, eternizou clássicos da música regional gaúcha, tais como Negro da Gaita, Guri, Romanceiro da Erva Mate, Negro de 35, e muitos outros.
    
O músico das milongas começou a carreira musical como baterista de um conjunto de baile de Uruguaiana.   Descobriu a música regionalista em 1973, quando interpretou, na 3ª Califórnia, a música Último Grito.  De lá, até a sua morte foram sete discos gravados e uma trajetória recheada de sucessos.

O apelido Passarinho é uma referência ao pai, que tinha a alcunha de gurrião (pardal). O filho do pássaro se transformou em Passarinho, cujo vôo alcançou os pontos mais altos do cenário musical rio-grandense. 

César Osmar Rodrigues Escoto, nasceu em Uruguaiana, no dia 21/03/1949.  Estaria hoje com 69 anos. 



sexta-feira, 11 de maio de 2018

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 11 DE MAIO

Paulo Ruschel tocando com Inezita Barroso
11/05/1919:  Nascia em Passo Fundo, o ator, cantor e compositor Paulo Ruschel.    Entre suas obras musicais estão:  Roda Carreta, IemanjáOs Homens de Preto, este último, um clássico do cancioneiro gaúcho, gravado por dezenas de  intérpretes.   
Suas músicas foram interpretadas por nomes como Inezita Barroso, Os Gaudérios, Conjunto Farroupilha, Elis Rgina, Os Araganos. Grupo Caverá, entre outros.       
Ruschel era também escultor, e nesta condição criou o troféu mais cobiçado do nativismo gaúcho, a Calhandra de Ouro, prêmio máximo da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana. 
Paulo Ruschel faleceu em 05 de julho de 1974, com 55 anos, vítima de ataque cardíaco.

domingo, 6 de maio de 2018

"FRONTEIROS". BAITA DISCO DO JULIANO MORENO

Um dos mais competentes intérpretes da atualidade, o cantor e meu amigo,   JULIANO MORENO, está com um novo trabalho discográfico no mercado. É o CD "Fronteiros".
Depois de um ano de trabalho na preparação do repertório, ele apresenta esse excelente disco, cujo repertório está formado por composições do próprio Juliano, além de três regravações de autoria de nomes de expressão da música gaúcha. 

Este é o quinto álbum de Juliano Moreno, ao longo de seus 14 anos de carreira. 
Com um acervo musical qualificado, o disco também apresenta características desse autêntico cantor de fronteira, que solta a voz em canções marcantes, como “Rio Grande de Sempre”, de autoria do saudoso Nico Fagundes e de Gaúcho da Fronteira; “Meu Ranchinho”, de autoria de Adair de Freitas, que empresta seu talento fazendo uma participação muito especial.  O disco traz também, o timbre forte das Missões, do cantor Jorge Guedes, cantando juntamente com Juliano Moreno a música “Sentado Sobre Um Arreio”, de autoria de Érlon Péricles; e a participação especial do grande declamador Xiru Antunes, na composição “Lá de Fora”.

Após o lançamento oficial, ocorrido em fevereiro, durante o Rodeio Internacional de Vacaria, o CD “Fronteiros” já se destaca nos estados do sul do Brasil, conquistando grande aceitação nas emissoras de rádio e do público em geral.
Para adquirir o CD “Fronteiros” e receber em casa, basta fazer contato através do email:  j.morenors@hotmail.com  ou pelo whatsapp  (55) 984.195.430.

O CD "Fronteiros"  merece ser ouvido por todos e tem a nossa recomendação.

sábado, 5 de maio de 2018

EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 06 DE MAIO


06/05/1871:   Morre em Pelotas/RS, o estancieiro, político, jornalista e militar Domingos José de Almeida. 
Mineiro de nascimento, migrou para o Rio Grande do Sul em 1819 para reunir tropas de mulas e levá-las até Sorocaba/SP, mas acabou se estabelecendo em Pelotas, onde logo abriu um escritório destinado à venda de charque para o centro do país e para o exterior.  Homem culto, possuía uma das bibliotecas mais completas do Rio Grande do Sul na época.
Rico e empreendedor ele foi um dos líderes revolucionários de maior influência na Revolução Farroupilha.  Logo no início da revolta, recebeu a tarefa de organizar, o parque bélico farrapo em Pelotas e a uma fábrica de arreamento para a cavalaria.  Da senzala de sua charqueada saíram vários dos combatentes Lanceiros Negros, liderados pelo coronel Teixeira Nunes.
Foi um dos que convenceram Antônio de Souza Neto a proclamar a República Rio-grandense, em 11 de setembro de 1836 e participou da criação da bandeira oficial Farroupilha. Foi nomeado ministro da Fazenda e depois do Ministro do Interior da República Rio-grandense.
Foi major e depois coronel da Guarda Nacional.
Com o objetivo de ter uma povoação que possibilitasse apoio ao comércio com Buenos Aires, impossibilitado pelo domínio das forças imperiais das cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, determinou, no ano de 1840, a elaboração de uma planta para uma nova vila que, no futuro, transformou-se na cidade de Uruguaiana, criada oficialmente por decreto, no dia 24 de fevereiro de 1843.
Foi preso, conseguiu fugir e, terminada a Guerra dos Farrapos, voltou a Pelotas, onde após dez anos, restabeleceu suas finanças.
Foi vereador em Pelotas e deputado provincial na primeira legislatura da Assembleia do Rio Grande do Sul. No seu mandato, lançou uma campanha de alfabetização na província rio-grandense.
Foi homenageado, em Pelotas, em 20 de setembro de 1885, com o primeiro monumento erguido no Brasil em honra a um republicano.
Domingos José de Almeida nasceu em 09 de julho de 1797, em Diamantina/MG.

06/05/1953Nascia em Jaguari, o gaiteiro e compositor Álvaro Feliciani, um dos mais respeitados músicos do Rio Grande do Sul. Ele integrou por muito tempo o Grupo Legendas. Professor de música e grande incentivador de talentos, ele deixou um legião de jovens gaiteiros, comprometidos com a valorização da música regional gaúcha.
Álvaro Feliciani faleceu num hospital de Santa Maria, em 27/06/2016, vitimado por um câncer.


EFEMÉRIDES RIO-GRANDENSES - 05 DE MAIO


05/05/1838       Ocorreu a primeira audição do Hino Rio-grandense, composto pelo maestro Joaquim José de Mendanha, por solicitação do general farrapo Antônio de Souza Neto. O maestro e sua banda foram capturados, junto com outros imperialistas, logo após a batalha do Barro Vermelho, em Rio Pardo, ocorrida no dia 30/04/1838.  O hino foi ouvido pela primeira vez, ainda sem a letra, que seria criada anos mais tarde em três versões. A letra adotada e cantada até hoje, é a de autoria de Francisco Pinto da Fontoura.




05/05/1994       Morre em Porto Alegre, o poeta, jornalista e escritor alegretense, Mario Quintana. Mário Quintana mudou-se para Porto Alegre em 1919. Estudou no colégio Militar e trabalhou para a Editora Globo. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.  De 1953 a 1977, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, assinando uma coluna na página de cultura, que saía aos sábados. Em 1966, em comemoração ao seus 60 anos, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas.  Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a Medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do RS. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Mario Quintana não se casou nem teve filhos. Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, na Rua dos Andradas, centro histórico de Porto Alegre. Com o encerramento temporário de atividades do Correio do Povo, Quintana ficou sem salário e por esta razão teve que sair do Hotel Majestic.  Dias depois, ele instalou-se sem custos, no Hotel Royal, de propriedade do ex-jogador do Inter e da seleção, Paulo Roberto Falcão.  Em 1982, o prédio do Hotel Majestic, foi tombado como marco arquitetônico de Porto Alegre. Em 1983, o governo do Rio Grande do Sul adquiriu o imóvel e transformou-o na Casa de Cultura Mario Quintana. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida.    Mario de Miranda Quintana nasceu em  30/07/1906, no Alegrete.