quarta-feira, 24 de abril de 2013

CENTENÁRIO DE FRANCISCO PEREIRA RODRIGUES



Francisco Pereira Rodrigues 

É advogado, político, poeta, romancista, contista e historiador.  
Filho de Amaro Joaquim Rodrigues e Laudelina Pereira Rodrigues, de uma família de três irmãos, nasceu em 23 de abril de 1913em Santo Amaro, na época distrito e sede do Município de General Câmara, no Rio Grande do Sul.
Um de seus irmãos, Lauro Pereira Rodrigues, falecido em 1978, era jornalista, radialista e político, tendo apresentado, em 1935, na Rádio Sociedade Gaúcha, o primeiro programa de atrações regionalistas no Rio Grande do Sul, Campereadas, e, em 1958, na Rádio Farroupilha, o programa Roda de Chimarrão, que, além da ênfase no tradicionalismo, falava de assuntos rurais e urbanos de Porto Alegre. Lauro Pereira Rodrigues foi, também, vereador nesta Casa, deputado estadual e deputado federal pelo Rio Grande do Sul.
Em 1939, Francisco Pereira Rodrigues casou-se com Maria Olga Serene Rodrigues, com quem teve seis filhos: Vitória, Ângela, Eduardo, Ronaldo, Francisco Filho e Américo. Após divorciar-se da primeira esposa, em 1980, casou-se com Eni Ribeiro Rodrigues, com quem viveu até seu falecimento, em 2004.
Cursou o ensino primário na sua terra natal e Santa Maria, e o ensino secundário nas cidades de Garibaldi e Canoas.
Sagrou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Cruz Alta, onde foi orador de sua turma. 
Iniciou sua vida profissional como auxiliar de escrita, escriturário e secretário geral da Prefeitura Municipal de Santo Amaro. Foi apontador de carga e conferente do Porto de Rio Grande, ajudante e fiel do Porto de Porto Alegre, escriturário da Exatoria Estadual de Santa Maria, vindo a aposentar-se como Fiscal do ICM do Estado do RS.
Como político, deixou uma marca importante no cenário político gaúcho, como um guerreiro em defesa do desenvolvimento e da qualidade de vida dos cidadãos. Foi um visionário que sempre privilegiou a educação e a cultura, desenvolvendo a vereança numa época em que os parlamentares não recebiam remuneração, tendo sido Vereador por Itaqui, de 1948 a 1952. Baluarte da democracia e do fortalecimento do poder legislativo, idealizou e foi o relator geral do 1° Congresso de Vereadores realizado no Brasil, em setembro de 1948.
Foi vereador pela cidade de Taquari de 1952 a 1956 e pela cidade de Farroupilha de1956 a 1960, culminando por ser prefeito do município de General Câmara nos anos de 1960 a1964.
Mudou-se para Porto Alegre há mais de 50 anos, onde tem construído um legado de cultura para todos os gaúchos e gaúchas.
A contribuição do escritor Francisco Pereira Rodrigues para a cena cultural gaúcha é significativa, pois já publicou 41 obras literárias, além de mais de uma centena de artigos sobre os mais diversos assuntos, contos, poesias, discursos, entrevistas, conferências em diversos jornais e Revistas Especializadas. Publicou ainda em seis antologias e foi colunista do jornal Correio do Povo no período de 1937 a 1988.
É citado no dicionário do regionalismo do Rio Grande do Sul, de Zeno Cardoso Nunes e Rui Carlos Nunes.
É Sócio Benemérito e foi Presidente da Estância da Poesia Crioula no período de 1988 a1989.
É Membro Efetivo e Presidente de Honra da Academia Rio-Grandense de Letras, a qual presidiu no período de 1990 a 1996 e onde ocupa a Cadeira nº 29.
É Membro Honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
Também pertence às seguintes entidades: Casa do Poeta Rio-Grandense, Grêmio Literário Castro Alves, União Brasileira de Escritores, Academia Sul-Brasileira de Letras, Sócio Benemérito da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel.
Em 2011, após uma concorrida sessão de autógrafos, o escritor Francisco Pereira Rodrigues, prestou uma homenagem ao Correio do Povo. No estande da Record, entregou pessoalmente edições do livro "Correio do Povo e Eu - Memórias", seu mais recente trabalho, ao Diretor Administrativo do Correio do Povo, Eduardo Guedes, e ao Diretor de Redação, Telmo Flor. Na ocasião, também realizou a doação de 100 exemplares ao jornal. Editada pela Martins Livreiro, a obra reúne 49 artigos e crônicas publicadas pelo jornal entre 1937 e 1988. Francisco Pereira Rodrigues, autor de inúmeros livros pretende encerrar sua carreira literária com este livro. "Falta pouco mais de um ano para cem anos, acho que é tempo de talvez reeditar alguns. Não escreveria mais", sentencia.
Entre as diversas láureas recebidas, destacam-se, em 12 de novembro de 2001, quando foi jubilado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul, em 12 de novembro de 2001. O jubilamento é conferido para os advogados que desempenharam um trabalho não só em prol da classe, mas também da cidadania e da Câmara Municipal de Porto Alegre, que através da Lei Nº 11.308, de 2 de julho de 2012,  "Concede o título de Cidadão de Porto Alegre ao senhor Francisco Pereira Rodrigues.
CONSIDERAÇÕES
Darcy Azambuja o considerou um contista perfeito. 
Moacyr Scliar tem-no como definitivamente registrado no nosso contexto cultural. 
Jorge Amado o define como um escritor de indiscutível vocação e real interesse.
OPINIÃO
Francisco Pereira Rodrigues acredita que com as novas tecnologias, mesmo cada dia mais populares, o livro impresso ainda será parte do dia-a-dia dos jovens. “O livro nunca vai desaparecer”, finaliza.
Ao receber o troféu que a Câmara do Livro concedeu à Academia Rio-Grandense de Letras, o presidente Dr. Francisco Pereira Rodrigues proferiu breve discurso, finalizando que estava muito feliz, mas “o dia mais feliz de sua vida seria quando recebesse a notícia que não havia mais analfabetos no Brasil”. 

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