sexta-feira, 1 de agosto de 2014

116 ANOS DE AURELIANO

Aureliano de Figueiredo Pinto
Neste dia 1º de agosto, quero lembrar do 116º aniversário de um dos mais brilhantes poetas do Rio Grande do Sul: Aureliano de Figueiredo Pinto.
Médico, escritor e poeta, ele nasceu em 1º de agosto de 1898, na fazenda São Domingos, interior do município de Tupanciretã.
Por volta de 1920, passou a residir em Porto Alegre, onde faz vestibular para Direito, curso trocando logo depois pela Medicina. Os poemas escritos em meio às anotações escolares seriam publicados no jornal Correio do Povo.  Entre as anotações de aula, Aureliano escreveu os poemas “Gaudério”  e  “Toada de Ronda” que marcariam sua vinculação com o nativismo.  O poema “Toada de Ronda”, inclusive, é considerado o marco inicial da poesia nativista no Rio Grande do Sul. 
O curso de medicina foi concluído somente em 1931, e logo em seguida Aureliano instala seu consultório em Santiago. Abre o coração aos campos e aos tipos humanos que o povoam. 
Passa a fazer viagens ao interior do município, para atendimentos médicos e, nos períodos vagos, ocupava o tempo tomando mate e ouvindo causos com os peões.
Em 1956 começa a reunir seus poemas, espalhados entre amigos, para publicá-los em livros. Mais tarde, edita e manda imprimir na Editora do Globo, 
dez exemplares de seu primeiro livro “Romances de Estância  e Querência – Marcas do Tempo”. 
Aureliano vem a falecer em 22 de fevereiro de 1959 vitima de um câncer. 
Em 1963, é publicado pela Livraria Sulina, seu segundo livro de poesias Romances de Estância e Querência – Armorial de Estância e Outros Poemas. Em 1974, é publicada pela Editora Movimento, a novela Memórias do Coronel Falcão.

Aureliano de Figueiredo Pinto é, indiscutivelmente, um dos maiores poetas nativista de nossa terra, de todos os tempos. 
Dentre as suas diversas criações brilhantes eu destaco os poemas Tobiano Capincho, Chimarrão da Madrugada e Oração de Posteiro, além de recomendar a leitura do romance "Memórias do Coronel Falcão", baita livro!

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