sexta-feira, 3 de julho de 2015

EM 1980, PATRULHENSES DANÇARAM PARA O PAPA

Foto original, publicada na Revista Manchete de Julho/1980.
No próximo domingo completam-se exatos 35 anos da visita do Papa João Paulo II a Porto Alegre. E esta efeméride me traz recordações maravilhosas.  
Naquele dia 05 de julho de 1980, as invernadas artísticas dos CTGs  Aldeia dos Anjos, Brasão do Rio Grande, Tiarayu, 35 e Cel. Chico Borges, reunidas ao lado do Gigantinho, sob a batuta do mestre Paixão Côrtes, apresentaram algumas danças tradicionais gaúchas para o Santo Padre.   O grupo do Chico Borges, naquela ocasião, esteve formado pelos seguintes integrantes: Jairo Reis (eu) e Ana Maria Gomes; Sirângelo Cardeal e Silvânia Cardoso;  Luiz Ângelo Cunha (Gigio) e Silvana Godoy Gil; Márcio Teixeira e Rosi Mari Santos (Zica); e Luiz Carlos Ferreira (Luizinho) e Andréa Godoy Gil. 
Depois de assistir e aplaudir o espetáculo das cinco invernadas de danças, o Papa fez questão de posar para fotos com aqueles jovens peões e prendas.  Desceu do “papa móvel” e veio em direção ao grupo, abençoando a todos que tocava.  Querendo posicionar-se mais ao fundo, onde casualmente eu estava, o Papa estende o braço esquerdo buscando apoio para o seu caminhar. Ao perceber aquela mão vindo em minha direção, eu a agarrei e assim, conduzi João Paulo II com segurança até a minha esquerda, após o que, coloquei a mão sobre seu ombro, num gesto de acolhimento àquela ilustre e santa figura.  Emoção e alegria indescritíveis para aquele “guri” de apenas 20 anos de idade.
As imagens daquela dia foram veiculadas em jornais da época, como Zero Hora e Folha da Tarde, e também numa edição especial da Revista Manchete.
Eu sou o jovem barbudo, chapéu coco, camisa branca e colete escuro, ao lado do "home".  

Alguém mais se identifica na foto ?

Passados 35 anos, gostaria muito de reencontrar aquela turma para relembramos as emoções daquele momento fantástico e inesquecível.    Razão pela qual, eu e a amiga Sivania Cardoso, chegamos a propor a realização de um Encontro para comemorarmos os “35 Anos da Apresentação para o Papa”. Seria uma excelente oportunidade para matarmos a saudade e, entre um chimarrão e uma prosa, trocarmos abraços e reavivarmos velhas amizades.   
Mas, infelizmente, nossos esforços e os convites enviados, não foram suficientes para convencer os companheiros da época a confraternizarem conosco.  Vai entender !!!!

Página virada, o que importa agora é o registro daquele feito que, apesar do tempo transcorrido, ainda está muto vivo na nossa memória. 


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