quarta-feira, 14 de novembro de 2018

EFEMERIDES - 14 DE NOVEMBRO


14 de novembro e 1844:  Aconteceu a Batalha do Cerro dos Porongos, penúltimo confronto entre rio-grandenses e Imperiais na Guerra dos Farrapos. 
Naquele dia, o Corpo de Lanceiros Negros Farroupilhas, formado basicamente por escravos recrutados das charqueadas, estava acampado as margens de um arroio, no cerro de Porongos, atual município de Pinheiro Machado, quando foi atacado de surpresa pelas forças imperiais comandadas por Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. Eram cerca de 1.200 homens sob as ordens do general David Canabarro, dos quais 300 lanceiros, liderados por Teixeira Nunes.
O combate resultou na morte de 110 lanceiros negros e na prisão de 333 homens, entre brancos, índios e negros, sendo 35 oficiais. Também foram capturados 05 estandartes, 01 canhão, vários utensílios, arquivos e mais de 1.000 cavalos. 
Por conta disso, o episódio é considerado como uma das maiores perdas que o movimento republicano teve em quase uma década de luta.      
Existe uma tese, cuja veracidade nunca foi devidamente comprovada, de que Canabarro mandou desarmar o contingente dos lanceiros negros, para que esses não oferecessem resistência ao ataque, supostamente arranjado, entre ele e o Barão de Caxias. 
Naquele período, os líderes Farroupilhas e Imperiais já negociavam o final da Guerra dos Farrapos e a liberdade para os negros ainda era uma questão controversa. 


No mesmo dia 14 de novembro de 1844,  morria em combate, na Batalha do Cerro de Porongos, o militar e revolucionário rio-grandense Teixeira Nunes, principal líder dos lanceiros negros farroupilhas.   Seu algoz, Manduca Rodrigues, que lutava pelos Imperiais, desferiu o golpe fatal, momentos após Teixeira Nunes ter sido seriamente ferido durante o confronto.
Joaquim Teixeira Nunes foi um personagem que deixou seu nome gravado na história do Rio Grande do Sul, comandando os lanceiros negros durante a Revolução Farroupilha.  Participou da Guerra Cisplatina como alferes do Regimento de Cavalaria das Missões, onde fez parte da Batalha do Passo do Rosário.   
Republicano convicto ingressou na Revolução Farroupilha, durante a qual combateu em Rio Pardo, em 1838, e logo após participou da Tomada de Laguna, em 1839, quando conheceu o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi.    Em companhia de Garibaldi, Luigi Rossetti e Anita Garibaldi ao retornar da expedição à Laguna, derrotou, em Bom Jesus, a Divisão Paulista ou da Serra, comandada pelo brigadeiro Francisco Xavier da Cunha. Tomou parte do combate de Taquari e, sob o comando de Bento Gonçalves, participou do ataque a São José do Norte.  
Era considerando o maior lanceiro de sua época e um dos mais constantes, intrépidos e denodados líderes de combate.  Por essa razão, liderou o célebre 1º Corpo de Lanceiros Negros. 
Nos campos de batalha, era conhecido como “Coronel Gavião” por sua rara habilidade. 
Foi classificado por Assis Brasil como o “maior herói da Revolução Farroupilha". 
Era também reconhecido como líder abolicionista e defensor dos direitos dos negros.
Joaquim Teixeira Nunes, nasceu na costa do Rio Camaquã, município de Canguçu - RS, em 28 de março de 1802. 


14 de novembro de 1948:  
Nascia em Taquari, o músico, cantor e compositor Eraci Rocha.
A música integrava a vida de Eraci desde muito cedo, quando cantava com os amigos, por lazer.  Sua trajetória nos festivais nativistas iniciou em 1981, quando apresentou-se pela primeira vez na Seara de Carazinho, ao lado de Elton Saldanha e João de Almeida Neto. 
Eraci Rocha, já era integrante de quase todos os discos dos festivais nativistas, quando gravou seu primeiro disco, “RAÇA”, em 1985. O disco “Raça” foi considerado o melhor disco individual do nativismo na década de 80, indicado pela crítica especializada no estado. Seu segundo trabalho “Dentro do Coração”, conquistou o prêmio "O Disco do Ano", em 1990. O CD “Pra matar Saudade”, lançado em 2002, foi avaliado pela crítica como um dos melhores trabalhos de todos os tempos da música nativista do Rio Grande do Sul, no que tange a qualidade e produção.   
Mas não é só no Palco que Eraci Rocha alcançou destaque.   
Foi presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, no período de 1999 a 2002; presidente da Ordem dos Músicos do Rio Grande do Sul e vice presidente da OMB Nacional.
Eraci Rocha de Almeida, exemplo de artista e de cidadão, faleceu no dia 23/11/2017, em Porto Alegre, aos 69 anos.


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