sábado, 2 de junho de 2012

CTG PATRULHA DO RIO GRANDE - JUBILEU DE PRATA


Neste dia 02 de junho, o CTG Patrulha do Rio Grande completa seu Jubileu de Prata.  Vinte e cinco anos dedicados a promover, praticar, incentivar e divulgar o tradicionalismo gaúcho em Santo Antônio da Patrulha.  Ao longo deste tempo, o “Patrulha”, como é carinhosamente chamado pela comunidade patrulhense, foi se estruturando, se organizando, se popularizando, acolhendo novos integrantes, renovando suas patronagens e hoje se destaca como uma das mais atuantes entidades tradicionalistas do Litoral Norte gaúcho. 
A passagem desta data reavivou em minha memória as primeiras ações desenvolvidas por um pequeno grupo de tradicionalistas visando a criação da entidade, no já distante ano de 1987.
Naquela época o único CTG da cidade, Cel. Chico Borges, vivenciava conflitos internos que impossibilitavam sua plena atividade.  Em decorrência daquela inércia o espírito tradicionalista em Santo Antônio da Patrulha passava por uma crise motivacional.  
Diante daquela inadequada situação, eu, que havia voltado recentemente para Santo Antônio, depois de me ausentar por seis anos, fiquei preocupado com o destino indesejado que aquela realidade poderia reservar à tradição gaúcha na minha cidade. 
Por ser à época um tradicionalista atuante, não poderia deixar a coisa como estava. 
Sentindo-me na obrigação de modificar pra melhor aquele quadro e tentar reacender o ânimo tradicionalista na coletividade, fui pessoalmente a procura de outros bombachudos, também descontentes com a situação, para ouvir suas opiniões e, principalmente, mobilizá-los à uma tomada de posição. 
A primeira prosa foi numa janta na casa do Pedro, meu irmão. Lá estavam alguns que depois viriam a ser parceiros de ideal. Depois daquele encontro, vários contatos foram feitos e o resultado deste meu esforço foi o agendamento de uma reunião cujos temas seriam: A situação da tradição gaúcha em nossa cidade e O que se poderia fazer para reacender o espírito tradicionalista.  
A programada reunião aconteceu, sob a minha coordenação, na sede da AABB, numa noite chuvosa, em meados do mês de maio de 1987. Como recompensa, saboreamos um delicioso carreteiro preparado pela Eunice Laranjeira.  
Depois de calorosa troca de idéias e sugestões, os cerca de vinte participantes, cujos nomes podem ser verificados em ata, concluíram que, diante das razões expostas,  seria muito difícil uma tentativa de reaproximação e até mesmo de participação no CTG co-irmão, entendendo que o melhor caminho poderia ser a criação de uma nova entidade tradicionalista.  Esgotados os argumentos, foi então marcada uma nova reunião para o dia 02 de junho, sendo sugerido a cada um dos participantes que convidasse para o próximo encontro pelo menos mais um tradicionalista.   E assim aconteceu.
Na noite de 02 de junho de 1987, compareceram cerca de quarenta gaúchos formando a primeira assembléia, desta feita presidida pelo meu irmão Pedro Reis.  Eu preferi ficar de secretário, tarefa para a qual ninguém, exceto eu, se apresentaria como voluntário.
Argumentos, teses e explicações foram emitidas e na sequência, como primeiro ato daquela assembleia, foi decidido por unanimidade que seria criada uma nova entidade tradicionalista em Santo Antônio da Patrulha.
Passada a euforia inicial, foi lançado o desafio para que os participantes sugerissem nomes para o “filho” que recém havia nascido.  Várias sugestões foram oferecidas, mas a que granjeou a aclamação da maioria esmagadora dos participantes foi proposta por Rivadávia Barreto: CTG Patrulha do Rio Grande
Bueno, o CTG estava criado, mas quem o administraria em seus primeiros momentos de existência?  Para definir esta questão, ficou determinado pelos participantes desta mesma reunião do dia 02 de junho de 1987, que se formaria uma comissão organizadora, cuja principal incumbência seria realizar os procedimentos  burocráticos para a existência jurídica  da entidade.  A referida Comissão, com mandato de um ano, era integrada por Pedro José de Oliveira Reis na função de presidente; eu, Jairo Reis de secretário; Rivadávia Barreto de segundo secretário; Milton dos Santos era o tesoureiro e o meu tio Juca, José Lima dos Reis, de segundo tesoureiro.  Ficou decidido também que todos os participantes daquele encontro seriam considerados sócios fundadores do CTG Patrulha do Rio Grande.
A partir daquela data, novas reuniões foram realizadas, durante as quais foram eleitos o lema e o brasão da entidade. O lema “Gaúchos de pé, defendendo o nosso chão”, foi sugerido pelo radialista e sócio-fundador Arli Corrêa.   O brasão do CTG foi criação do jornalista e artista plástico Flávio Holmer da Rosa.
No restante do ano de 1987, apesar das críticas de alguns tradicionalista mais conservadores e até mesmo da resistência de parte da sociedade,  foram empreendidas diversas ações para firmar o nome do CTG na comunidade. As primeiras domingueiras e o primeiro fandango com o Grupo Os Vacarianos, tiveram como local o Clube Recreativo Patrulhense, gentilmente cedido pelo presidente da época, Jose Francisco Ferreira da Luz, o Zezo.   Em agosto de 1987, o Patrulha participou ativamente da realização da 1ª Moenda da Canção Nativa, festival que surgia no universo do nativismo gaúcho.
Mas o maior evento promovido pelo Patrulha nestes 25 anos foi sem sombra de dúvida o grande Fandango comemorativo ao primeiro aniversário, animado pelo grupo Os Serranos, no dia 10 de junho de 1988, no Ginásio de Esportes Caetano Tedesco.  Naquela noite memorável foram comercializadas 176 mesas e  vendidos cerca de 1.500 ingressos, sem contar os mais de 200 associados em dia e seus dependentes que  entraram de graça.  Foi realmente inesquecível.
No ano seguinte, em 10 de junho de 1989, o fandango de 2º Aniversário foi realizado no Salão Paroquial da Boa Viagem, animado pelo cantor Leonardo e Grupo Rodeio. Naquela ocasião foi empossada a primeira patronagem eleita do CTG, tendo como Patrão o tradicionalista Pedro Reis, meu irmão.
No mesmo evento foi eleita em concurso e enfaixada a primeira  Primeira Prenda da história do CTG,  a jovem Marisa Ramos.
Nos anos seguintes as atividades promovidas pelo Patrulha, ou que contavam com sua participação, foram aumentando em número e alcançando cada vez mais sucesso.  Sucesso este que nós, eu e aqueles trinta e poucos idealistas, nos sentimos orgulhosos em termos iniciado a construir.
Parabéns à patronagem e aos associados do CTG Patrulha do Rio Grande pelos 25 anos de amor à tradição. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário